Os Amantes Desenho Bateau-Lavoir 1904 Oca-P. Picasso
Busquei em mim uma saudade
do fato, e ela não havia.
Amei seu corpo num ato
de procura da alegria.
Como quem toma um café
numa manhã de padaria.
No som agudo do trompete,
um passaro chamando o dia.
Você vestida num corpete,
menor do que lhe cabia,
fazia sexo, mas não ardia.
Tudo fazia o nexo das terapias.
Todo quase nesse momento,
Quase acontecia.
Vadiamos no cumprimento
do prazer, da liberdade.
Mas quem não sente saudade,
perdeu os espelhos de dentro.
É Por isso meu bem que na verdade,
eu lamento, eu lamento.....
Para ler poesia basta ter calma, Para ler Poesia basta ter paixão, deixe-a incidir subcutânea, trama das retinas à veia aorta para faxina do coração. Colaboração voluntária : PIX - maurogmaciel@hotmail.com
Citações
A palavra é o fio de ouro do pensamento.
SÓCRATES
domingo, 25 de outubro de 2009
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
O trago da seda(o trago da seda)
XIndependência, 1969- Di Cavalcante
Matriz, Quieto, São João,
Fallét, Fogueteiro,
Macacos e Gambá.
Pau da bandeira,
Juramento e Alemão,
Urubus, Salgueiro,
Casa Branca, Prazeres,
Tuiúti e Arará.
Reféns de quem?
São Carlos, Mangueira, Jacaré.
Jacarezinho, Muzenza, Chácara do Céu,
Santo Amaro, Mineira, Sapê
Do Zinco, Coroa, Coréia e Borel.
Cabritos, Formiga, Tabajaras,
Caniço, Pavão-Pavãozinho,
Do Castro, Baronesa e Das Araras,
Telégrafo, Rocinha, Escondidinho.
Reféns de quem?
Batan, Bispo, Fubá e Pedra Lisa
Indiana, Engenho da Rainha.
Dona Marta, Do Adeus, Camarista
Arrelia, Cruzeiro, Catrambí e Carobinha.
Do amor, Padilha, Dendê, Curupatí
Praia da Rosa, Favela Tijuquinha,
Coqueiro, Bela vista, Vila Jurarí
Cachambí, Barro Preto e Lagoinha.
Reféns de quem?
Angú Duro, Turano,Vai quem quer,
Buraco Quente, Da Ilha, Bananal.
Chacrinha, Serinha,Querosene, Da Maré
Tavares Bastos, Carrapeto, Vidigal
Humaitá, Anil, Sossego e Sumaré
Do Galo, Do Rato, Do Urubu,
Da Bacia, Babilônia, Timbaú,
Mata Machado, Tijuáçu,
Reféns de quem?
Da Moreninha, do Caramujo,
Chapéu Mangueira, Mandala, Do Estado,
Nova Cintra, Santa Alexandrina
São Januário, Capim, Ferreira de Araújo,
Araticum, Rato Molhado,
Mangueirinha, Maloca, Caxambú,
Cerro Corá. e Cabuçú, Borda do Mato,
Rebú, Cafubá, e Morro Azul.
Guetos fechados,
a olhos nus.
Para o Estado
Parecem pus.
Gente de origem pobre,
que tem caráter reto.
Vivendo por coragem,
a quem descaso encobre,
com muita autoridade.
Droga e legalidade.
Reféns de quem?
Tem que morar por perto
do trampo, viração,
transporte incompleto,
Te contei, Caracol e Grotão.
Nova Brasília e Frei Gaspar,
Da Alegria e do Sabão.
Cidadania, devia ter lugar,
Parque da Cidade,
morro do Cavalão.
Legalize, Porque não?
Morro da Liberdade,
Guararapes, Do Canal,
Parque Felicidade,
Retiro, Vigário Geral.
Julio Otoni e Caxangá,
Da Cruz, Bpo e Pica-Pau,
Guaíba, Carirí e Changrilá,
Providência e a vila do general.
Reféns de quem?
Contra o dragão da maldade
não tem santo popular.
Legalize, legalize,
legalize já.
Reféns dos rifles e das chacinas,
maconha, crack,
fuzil e cocaína,
juventude morta
é coisa que não rima.
Baixa escolaridade
também é assassina.
Reféns de quem?
O pente que solta bala
na cabeça da auto-estima,
também põe a pistola
nas portas e nas esquinas.
Quem não sabe a solução?
Quem vai viver para contar?
Quem atira em avião?
Quem é peão no lugar?
Se a vida não quer matar a Vintém,
só quer mostrar que respeito faz bem.
.
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Ofício de poeta(o trago da seda)
A Morte de Pablo Escobar-sem data- F. Botero
Nesse ofício de poeta não há fácil nem difícil.
Juntar palavras em espaços,
jogadas como procela,
do alto do edifício
do seu próprio precipício,
como os tiros nas favelas.
O que pensa um poeta,
é uma porta sem tramela,
uma casa sem paredes,
sem teto, só com janelas
diante do tiroteio.
O verso não tem rodeio,
a rima feio com feio
é o que faz poesia bela.
O que sente um poeta
na alma de cidadão,
é como se a palavra esteta,
com a beleza incompleta,
formasse a contradição.
Enquanto esse estafeta
traz a mensagem certa,
por via da contramão.
.
domingo, 18 de outubro de 2009
Mudança(a puta me encantou)
Retrato de Sochsha- Lasar Segall- 1912
Mudei minha razão um dia,passei a viver de emoção.
Em mim só sentido havia,
onde havia coração;
Mas aí veio o dia-a-dia,
cotidiano padrão.
Eu que era só poesia,
já no modal não cabia,
quase virei solidão.
A solidão é um desvario
de reclusão interior.
A convivência é difícil,
para quem tem no amor
a persistência do início,
como uma marca, um vetor,
de solstício a solstício,
como se fosse vício
dentro da sua própria dor.
sábado, 17 de outubro de 2009
Viradavida(o trago da seda)
Foto-Marcel Gautherot
Vida o que é isso,
o pai que me pariu,
depois sumiu
sem compromisso.
É mágico da vida
reproduzir seu feitiço.
Vida... vida... vida...
Enquanto ela acontece,
eu aqui so me espreguiço.
Vida... vida....vida...
Da nascente ao sumiço
parte parece o mel ,
parte padece ouriço.
No pé que pisa valsa,
tambem pisa suplício.
quem é parido sem calças,
resiliênte é no víço.
Vida... vida... vida.....
o que é isso...
O tempo contado no início,
meio, metade e fim.
Se o existir é movediço,
mede-se assim... assim....
Mede-se assim... assim...
No compasso dos seus feitos,
nada há de ser perfeito,
seja de bom ou ruim.
Um tanto é de ser abraços
o outro é de ser sozinho
só o contar desses laços
pode medir os passos
que fazem surgir caminhos.
meta de sol é sol
meta de lua é lua
metade da vida é sonho
outra metade é crua
A terra gira em seu tempo,
a vida é nele que atua.
Quem não tem medo de cama,
se não tiver quem o ama
ama quem passa na rua.
Viradavida é vida...
Vida o que é isso....
.
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Você(a puta me encantou)
Mulher nua-1984- Luiz P. Baravelli
A moça de traços finos
olhava como quem esgrima,
tinha olhos pequeninos,
no olhar tinha auto-estima.
A moça de traços finos,
tinha dois namorados,
na verdade eram meninos,
nem foram apaixonados.
A moça de traços finos,
inquieta como as artistas,
trazia olhares alpinos,
como quem olha delícias.
A moça de traços finos,
gostava de ouvir os livros,
nutria por eles mimos,
passava-lhes olhos vivos.
A moça de traços finos,
seu nome não sei dizer,
chegou como desatino,
dei-lhe o nome de você.
Você tinha pele pêssego,
cheirava a cheiro de prosa.
Era de tirar o fôlego,
na langerie cor de rosa.
Sabia que era gostosa,
você falava idiomas,
tinha o olhar de gulosa,
beleza de fogo em Roma.
você molestava o silêncio,
aguava o corpo também,
como um poema de Ascenso,
na cama logo de quem?
Sorria como um anjo,
que um dia fugiu do céu,
para gozar com esbanjo,
os prazeres de um bordel.
O vento ao ve-la nua,
bateu forte na janela,
soprou no ouvido d'árvores,
dizendo o quanto era bela.
Choveu muito, e a tarde chora,
a noite chegou quieta.
Você me disse: _ Vou embora!
levando o olhar do poeta.
Levou o corpo com os olhos.
Contente, calma e completa,
mas levou tambem recordos,
dura poesia concreta.
.
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
É lis(perna bamba é do samba)
Siron Franco
O tato expõe seu corpo à minha pele,
em dedos deslisantes de verniz.
A graça do seu beijo voa garça,
no enleio da aventura de aprendiz.
O sol queimou o ceu furando nuvens,
arrasta ao ralo a tristeza matriz,
na ideia de que a vida so tem graça,
se é viva por motivo de pirraça,
na massa que compõe sua matiz.
Viver é mesmo muito parir gozo,
nas veias desse afan de ser feliz,
nem todo dia tem de ser gostoso,
e o outro apos a noite, nunca é bis.
Eu que nunca quiz ser corajoso,
covarde tambem nunca eu o quiz.
Espelho-me no mirar do seus olhos,
visão de tão efémeros esporos,
onde germina e doura a flôr- de- lis.
domingo, 11 de outubro de 2009
Pois é(a puta me encantou)
O coração de um solitário peito,
na falta de um grande amor,
fica repartido entre amigas do leito.
na falta de um grande amor,
fica repartido entre amigas do leito.
sábado, 10 de outubro de 2009
Subúrbio(a puta me encantou)
Rubem Gerchman
Comeu uma língua de seda,
bebeu uma dose de Sade.
Ela então subiu ao céu,
mordeu um tanto de estrelas.
Verteu mel entre as pernas,
gemeu doce e brilhante.
Trazia os olhos de eterna,
enquanto inspirava ofegante.
Quis tudo aquilo que fosse,
o amor tem suas veleidades.
De mim mesmo tomou posse,
seu corpo cheirava à saudade.
Tinha as nuvens do tempo
nas marcas da realidade.
Era inteira, era toda.
Era idade da loba.
Era bela mão boba.
Boque de amor cama e gozo;
era a mulher radiante.
Mas nesse seu instante todo,
Deixou uma verdade elegante.
Tomara que de novo a tenha,
antes porem que ela vá embora,
para o distante da Vila da penha,
e eu fique na escada da gloria.
Comeu uma língua de seda,
bebeu uma dose de Sade.
Ela então subiu ao céu,
mordeu um tanto de estrelas.
Verteu mel entre as pernas,
gemeu doce e brilhante.
Trazia os olhos de eterna,
enquanto inspirava ofegante.
Quis tudo aquilo que fosse,
o amor tem suas veleidades.
De mim mesmo tomou posse,
seu corpo cheirava à saudade.
Tinha as nuvens do tempo
nas marcas da realidade.
Era inteira, era toda.
Era idade da loba.
Era bela mão boba.
Boque de amor cama e gozo;
era a mulher radiante.
Mas nesse seu instante todo,
Deixou uma verdade elegante.
Tomara que de novo a tenha,
antes porem que ela vá embora,
para o distante da Vila da penha,
e eu fique na escada da gloria.
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
O trampolim(perna bamba é do samba)
Os gêmeos
Quando faltam as palavras,
mas sobram sentimentos,
fico prisioneiro de mim.
Nas grades de ferro, os fatos,
sem conseguirem relatos,
Condenam os pensamentos.
Com um cárcere nas ideias,
as vozes desses momentos
uivam intestinas;
Lobos em alcatéia,
sem ter por onde sair.
Eu trago a tarde nos olhos,
as falas exalam poros,
de absorver existir.
Nos meus desejos de ir,
mergulho em mar de abrolhos,
querendo exilar, partir.
Então Crio o verso e o entorno
como um salto de trampolim .
Olho com olhos de ventos,
Ciclones, tufões, tormentos,
paredes de apartamentos,
lembrando-me do poeta.
Que saltou intranquilamente,
de si próprio descontente,
na vida demais inquieta,
em todas as horas do fim.
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Na fé(a puta me encantou)
Abstrato, 1984- Manabu MabeDa o papo, solta a língua,
manda qual o proceder.
Na disciplina da vida,
a real é o vamos ver.
Fica atento na malícia,
na moral, no apontamento,
pra não passar o momento,
da sua hora propícia.
Existir é uma inteira,
mas tem que pagar pra ver,
mesmo com desilusão,
nas paradas de sofrer.
Não da mole de bobeira,
evite a vacilação.
Gavião que é de fronteira
fica atento na missão.
O tempo, meu bom,não erra,
é fera ferindo fera,
no bonde do acontecer.
Tá ligado na guarida,
fica atento se aplica,
tá na lida, vai viver.
Ta maneiro, então fica,
no amor a bola quica,
se tem medo mete o pé.
Vai na fé e não complica,
vê se acha a saída,
na deriva da maré.
Deixa de onda , se liga,
vai na paz de frente siga,
sai da fila quem quiser.
Central do Brasil( perna bamba é do samba)
Grafite- Vermelhoqueimado
A porta se abriu,
Sociedade civil paga pra levar porrada.
O trem pegou fogo em Triagem
de novo
Transporte público não é bobagem
O trem de Japerí pegou fogo
de novo.
Queimou a paciência do povo
O trem queimou Saracuruna
de novo.
Pegou fogo na comuna
O trem descarrilou aonde moro
de novo
Bem pertinho lá de Deodoro
O trem do metrô também ganha fama
de novo
quebrou la na Uruguaiana
Descaso, abandono e muita tristeza
descarrilaram de novo
com mortes em Santa Tereza.
Outro descaso evidente reluz
O trem para súbito
antes de Oswaldo Cruz
.
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Yang-yin(a puta me encantou)
Yin Young-2002-Dinho Fonseca
Primeiro você é amiga,
ai vem se dar para mim.
Depois então você briga,
vai embora, faz intriga,
parece até que é o fim.
Briga porque quebro barreiras,
supero preconceitos em você.
Quebrando-as, a faço inteira,
quer você queira ou não queira,
eu passo a ser um prazer.
Quando a conheço por dentro,
entro e saio, saio e entro,
reviro seu pensamento,
rasgando seu corpo jasmim.
Penetro bem nesse corte,
mas não resumo tal sorte,
a um lençol de cetim.
Não entro só no seu corpo,
gosto de invadir coração.
nessa terra, nesse horto,
germinam os sentimentos,
onde com calma e intento,
procuro plantar emoção.
Por isso é que você volta,
E nos viramos folhetim.
Paixão não tem escolta
guardiã em terracota,
então ficamos assim.
Assim sem pé nem cabeça,
para que você não se zangue
para que você não se esqueça,
o tao é espontânea natureza,
e o ato do amor yang-yin.
.
mauro-paralerpoesiabastatercalma.blogspot.com
sábado, 26 de setembro de 2009
A fala estende o corpo( o trago da seda)
Edvard Munche _ O grito
A palavra rasga a cara,
a faca da boca é a vóz.
O silêncio que te mata,
reproduz nó na garganta.
Pois tira do medo a manta.
Conta, relaxa e canta.
A fala afrouxa a gravata,
liberta, humaniza, relata
o pensamento, não é algoz.
A lingua bem empregada,
na sintaxe faz passeata
do sentimentos e da razão.
Quando uma vóz a mais fala,
relata o humano instante.
Desnuda os significados,
inpacta os significantes,
num discurso coordenado,
retratando essa união.
Por isso fala !
Mas fala a palavra inteira,
não deixa que ela fique na beira,
não a perca no cadafalso
de sua própria repressão.
A palavra que pisa em falso,
vira ato falho.
como um recorte ou retalho,
que deixa faltar pedaços,
na clareza da direção.
A pessoa articulada,
sabe domar a lingua que fala,
o que não é coisa pouca.
Quem fala tem o domínio
completo do raciocínio,
exposto com lucidez de opinião
Fala, abre essa boca,
da assim liberdade à alma.
Respira e fala com calma,
que fala e corpo é um todo,
refratário á solidão.
Porque só veados e mulheres Andam falando de homens ( o trago da seda)
Festa-1992-Gregroy Fink
Que solidão de macho! Que custo ao patriarcado!
Qual o universo desse guerreiro que recebeu a mulher no seu espaço e generosamente, ou não, o dividiu.
Ali com leveza e inteligência ela se instalou. Mas o feminino não é nenhum animal diferente, é gênero, embora às vezes pareça que sim. É que homem não discute relação, homem relaciona bem sem isso e pronto.
Tão bem instalada foi, que ela, a mulher, é de longe a maior frequência nesses encontros de estudos da masculinidade. Encontros esses bem raros.
Olha que situação....
Acho até certa essa situação, mas o pessoal do encontro deve demitir a assessoria de imprensa dessa organização, Pô... Fazer um encontro legal, dessa maguinitude , encher a casa de mulheres, e não chamar a rapaziada?
_Hum! Sei não!!!!!
No mínimo isso é uma indelicadeza de género.
_ Sei não!!!!!
Será que essa moçada não sabe ainda que não dá mais pra seguir sozinhos sem a presença tão fundamental delas?
E depois tem o seguinte:
Homem que é homem discute masculinidade é no meio delas, sempre foi assim, A mim me parece bom.
Isso mostra quanto ainda temos que caminhar.
Então vamos apoiar os encontro de homens com os homens, e também com as mulheres, delas com elas mesmas, enfim, de quem quiser com quem quiser de fato, Com honestidade e clareza.
Sem pensar muito, a coisa é o seguinte: Os homens devem se discutir sim, mas com as comadres ao lado, senão vira clube das bolas.
Fico meio bolado com isso; Vira assunto de cunho delicado.
A coisa é simples ......Tim Maia já dizia:
_Agora vale tudo!!
A mulher aprendeu masculinidade com os homens, não foi com as árvores, está na hora de aprender a falar de homens com as mulheres.
-
Assim é que é- III(a puta me encantou)
Roda de capoeira- 1953-Santa Rosa
Eu te dei o braço,
quase fui ao chão.
Você perdeu o abraço,
eu perdi tesão.
Passo um laço aperto,
eu e o João.
Pode ser mormaço,
larva de vulcão.
Pode queimar laços;
Mesmo com os esgarço,
eu não caio não.
Por que chão eu conheço,
como as palmas das mãos.
So com meu alento,
vou pagando o preço
vivo da razão.
Pois com ela pago,
outro passo a passo,
ando coração.
Quanto ao seu olhar,
vai levar tristezas
todas prá chorar.
Clara é a certeza,
nunca ter firmeza,
em visão vulgar.
Vai cair por terra,
com sua vida besta.
Verdade se expõe à mesa,
da existência destra.
O cancer vai chegar,
em seu peito mesquinho,
morto sem carinho,
solidão sem par.
Enquanto você vaga
sua vida no que caga,
sem ser gente, so parecer.
Vocè é mesmo uma merda,
que estraga com seu cheiro,
Qualquer olfato parceiro,
de quem se deu prá você.
Farinha podre é pirão azedo.
Aprendeu roubar no estrangeiro,
da honestidade tem medo,
infeliz sem paradeiro,
Veio então ladra e burra.
ponta em faca esmurra
só prá ver sangrar
falsa criatura
má fé na postura
não é se postar.
Ao meu lado fazendo feio,
roubando a paz que te recebe.
Bebe da desgraça e mente,
que é mesmo o que prefere.
Daqui vai sem nunca ser gente,
ferir-se com o ferro que fere,
que a morte te parta ao meio.
Vadia filha da puta,
que sua vida seja curta,
doída para sofrer.
Vá com o diabo agora,
pessoa de se jogar fora,
Pois vá com ele se foder.
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Pequeno prazer( o trago da seda)
“Uma Noite Estrelada sobre o Ródano”-1988- V. Van Gohg
Gostava muito de olhar para o ceu á noite.
Era um desses prazeres simples da vida, desses que às vêzes a gente perde dentro da gente mesmo, escondido num canto interno de arquivo do tempo, guardado noutro espaço da história.
Ainda assim se segue vivo apesar da perda acontecida, malgrado essa falta de sorte, onde é dela, da perda, a vitória; Tem certas coisas que imprimem na memória, e essa era uma delas.
Hoje se tem a vista mais curta, no entanto me parece que se vê mais por isso.
Porque se o olhar ficou pequeno, ficou mais íntimo, instintivo, e até minimalista mesmo.
fugiu do sereno, não bebe mais lua no meio da rua.
Houve um tempo em que Ipanema brilhava nua, houve outro em que a felicidade até andava ao seu par.
Acho que ela caiu no chão, e sem querer arrastou as estrelas, como quem puxa a toalha bordada da mesa do ceu para tentar se equilibrar.
Elas cairam então consigo e deixaram la em cima só o negrume nublado.
Agora parece que não existe mais brilho, a vida virou um breu, é o dia.
Entrou mesmo a existência em estágio de sítio, se redefiniu na tristeza e seguiu em frente; Triste, doida, mas mesmo assim simplesmente viva.
Apenas viva e mais nada, mais ainda assim, ficara na lembrança a ideia de gostar de olhar para cima e ver uma luz, qualquer coisa de brilho naif por lá.
Gostava muito de olhar para o ceu á noite.
Era um desses prazeres simples da vida, desses que às vêzes a gente perde dentro da gente mesmo, escondido num canto interno de arquivo do tempo, guardado noutro espaço da história.
Ainda assim se segue vivo apesar da perda acontecida, malgrado essa falta de sorte, onde é dela, da perda, a vitória; Tem certas coisas que imprimem na memória, e essa era uma delas.
Hoje se tem a vista mais curta, no entanto me parece que se vê mais por isso.
Porque se o olhar ficou pequeno, ficou mais íntimo, instintivo, e até minimalista mesmo.
fugiu do sereno, não bebe mais lua no meio da rua.
Houve um tempo em que Ipanema brilhava nua, houve outro em que a felicidade até andava ao seu par.
Acho que ela caiu no chão, e sem querer arrastou as estrelas, como quem puxa a toalha bordada da mesa do ceu para tentar se equilibrar.
Elas cairam então consigo e deixaram la em cima só o negrume nublado.
Agora parece que não existe mais brilho, a vida virou um breu, é o dia.
Entrou mesmo a existência em estágio de sítio, se redefiniu na tristeza e seguiu em frente; Triste, doida, mas mesmo assim simplesmente viva.
Apenas viva e mais nada, mais ainda assim, ficara na lembrança a ideia de gostar de olhar para cima e ver uma luz, qualquer coisa de brilho naif por lá.
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Se Drika vier(a puta me encantou)
Estudo de Nú Saindo do Banho-1984- Enrico-Bianco
Drika Carvalho veio com a chuva
Pecuniária tinha uma vulva
Trazia a boca como uma luva
Terá marido? Será viúva?
Drika Carvalho tem olhar sábio
Segue as estrelas sem astrolábio
Tem um sorriso dentro dos lábios
Nos meios, outro, belo cenário
Quem será ela? Tem namorado?
Quem lhe abraça apaixonado?
Se solidão, isso é errado
Agora então a quero ao lado
Se disser sim, serei seu mago
Farei um samba, tocarei fado
Para seu gozo serei tarado
Dar-lhe-ei colo, serei beijado
Quando seu corpo sentir mais frio
Vou esquenta-lo num rodopio
Serei parceiro, serei seu cío
Nessa explosão serei pavio
Mas se a vida for coisa pouca
A poesia lhe tira a roupa
Vai lhe chupar com toda boca
Até ela gritar de ficar rouca
E quando o tempo mais acalmar
Seguir seu rumo de alto mar
Levarei Drika pra passear
Se ela vier, vou me casar
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Sex! Sex! Sex!(a puta me encantou)
Fausto-1976-H. Carybé
_Eu gosto muito de você, disse -me ela ao pé do ouvido com voz de cumplicidade, sem que ninguem notasse alem de mim.
Isso não era de todo surpresa, pois viviamos juntos para todo lado, e ela sempre deixava brechas de desejo em seus gestos e em suas atitudes sempre carinhosas.
Mas ali estavamos a trabalho, a tia nos indicara com as garantias de satisfação.
A tia era ela mesma uma garantia, uma tradição na Mauà, era certeza de trabalho, sua palavra era empenho e trabalho certo, uma agente confiável, e alem disso havia recebido antecipadamente pelo atendimento Vip; Portanto o Momento e o desejo mais adequado nessa situação, é o do cliente. No caso , os Chinas.
O casal de orientais pagou, e muito bem diga-se de passagem, pela noite que queriam. Resolviam parte de meus custos aqui no Rio por um mês, isso já descontados os cinquenta por cento, e ainda sobraria algum para o "braith". Não cabia paixão alí. Eu estava resolvido a não prestar atenção a nada que pudesse desconcentrar minha atuação para alem de minha própria ereção necessária.
O prédio era discreto, com uma portaria austera e um vidro blindéx que tomava toda a fachada de pé direito alta, demonstrando um aspécto arquitetônico da década de cinquenta modificado pelo conceito de vidro da atualidade.
Após o anúncio pelo interfone externo, por onde o porteiro demorou um pouco para entender quem éramos, onde íamos e nossos nomes, só então subimos por um elevador amplo e com um grande espelho ao fundo, ela aproveitou para dar um último retoque nos cabelos com as mãos, e retocar também o brilho nos lábios, acentuando a aparência "Pin-up produzida". Um toque de sensualidade que lhe caia bem para o ofício, afinal a aparência é o que se compra.
502 é aqui! disse-lhe secamente em um tom que não fosse muito alto para o corredor escuro e desconhecido.
Uma porta com poucos detalhes em cor de jacarandá estava em nossa frente, não sabíamos o que ou quem estava nos aguardando por trás dela; O primeiro contato visual é sempre uma surpresa para ambas as partes, acompanhada do sentimento de primeira vêz novamente. É sempre assim quando se abrem as cortinas do desejo alheio.
_Sex! sex! sex!
Gritava a madame em português mal acabado, num desarranjo de sonoridade gutural mandarim. Pareciam Coreanos de Taiwan, sei lá...
_Sim! Sim! Se sex em mim! Respondi em tom de brincadeira infantil, afinal todo turista é um pouco mimado como uma criança.
Enquanto tirava minhas calças, eu deixava o corpo disponível para o prazer aos desígnos da senhorinha de aparência fina, pele clara, cabelos negros e curtos cortados à moda ocidental, mas tão lisos que deixavam a evidência de sua origem asiática escorrer pelos ombros.
Os olhos eram miúdos e pareciam ávidos pelas aventuras e os segredos íntimos do universo da sacanagem. Um sinal universal de que sacanagem é como o dinheiro, não tem pátria.
O corpo era pequeno e muito esguio, embora demonstrasse já passada meia idade. Parecia querer expulsar desejos que a mim não cabia discutir quais, mas no fim da questão satisfaze-los dura e o mais plenamente possível.
Vestia um traje exótico de seda vermelha bordada com minúsculas flores douradas na parte superior, com uma gola curta no entorno do pescoço fino, adornado com uma gargantilha onde se podia ver um pingente; Um anagrama indecifrável em um decote aberto generosamente no pequeno busto, deixando-o quase livre, pois notava-se os bicos endurecidos dos seios evidenciados na seda lisa que descia até o tornozelo.
Estava sem peças íntimas por baixo dessa veste delicada, com aberturas laterais ao longo das coxas finas e brancas, tão brancas que era possivel notar os traços de alguma veia saliente sobre a pele.
Calçava uma pequena sapatilha aveludada preta, com um camafêu de pedras na pala superior que cobria quase a totalidade dos pés pequenos e delicados ali calçados. Tinha um corpo balzaqueano de aparência agradavel aos meus olhos, o que era a princípio um bom sinal....
Após as apresentações sentamos, e com poucas palavras recostamos juntos, em um sofá de curvas nos cantos, que separava dois ambientes de uma sala enorme, pouco iluminada e sóbria. Belas luminárias do tipo lanternas chinesas pendentes do teto iluminavam o ambiente de forma discreta, davam um ar de segredo a tudo, mais, deixando uma penúmbra semelhante a um antigo cabaré dos anos vinte.Era uma confusão de sombras, algo lúdico se não existisse de fato.
Foi rápida !
Sem muita cerimônia acariciava meu peito e trazia meu corpo para junto ao seu em um movimento leve mas decidido, não permitindo que minha atenção se fixasse no ambiente, mas em seus atos.
Sua mão direita já palmeava o membro, embora pequena, fazia-o com destreza de quem conhece os tatos adequados às suas intenções do prazer, parecia conferir com um gosto íntimo a uma encomenda comprada, adquirida pela internet, que acabara de receber naquele momento e desempacotava com avidez.
Tinha pressa, embora tivessemos toda a noite pela frente para o que bem entendesse de realizar em seu proveito próprio.
Ali eu era seu, estava à disposição para satisfaze-la em tudo; Toda fantasia é carnaval.
Não sei dizer exatamente como, mas com sua lingua curta e boca pequena a asiática tinha elasticidade para abocanhar toda a minha virilidade em riste, pois tamanha era sua oralidade que parecia opiônoma em gozo louco e em muita pressa.
Gemia, chupava, mordiscava, mamava, sugava, engolia, lambia, salivava, labiava, mastigava, voltava a mordiscar levemente e a gemer estridentemente. Zunia e falava em um dialeto que eu não conhecia.
Após isso , subindo a cabeça entre as minhas pernas, passou a lamber tambem meu peito e morder delicadamente o mamilo direito respirando ofegante, até chegar enfim á minha boca.
Era um pouco diferente pois sua estatura pequena contrastava com tamanha agilidade, voracidade e apetite naquele momento. Tinha fúria no corpo quente.
Tinha esse corpo franzino mas todo proporcional, o que quer dizer, cavidades pequenas para tanto desejo acumulado, guardado.
A anatomia de sua boca encaixava-se perfeitamente. Depois de um bom tempo de oralidades variadas, sentou-se delicadamente sobre a minha pélvis, sem camisinha, que lástima, e com movimentos ondulares fazia o seu corpo girar de forma flúida mas consistente.
Seu rosto brilhava de um prazer luzidio e radiante de mil candelas, embora no limite, de uma forma individual e toda sua.
Enquanto beijava-me fodia, enquanto me fodia , beijava e vise-versa prá todo lado, movendo-se como um móbile com a sonoridade dos ventos da felicidade; Sua pequena boceta fazia um movimento contratório de sucssão, esganando a piroca no tronco entumecido até o talo e soltando os pequenos e grandes lábios na ponta, pouco antes da glande, era grande a pequena, era gigante nesse instante.
Era mágica de circo, era engolidora de espadas, era equilibrista na corda, era pirotécnica, era fêmea, e pedia _sex!, Sex! Sex!..
Anazalava gritos em vibrações idiomáticas desconhecidas e respiração ofegante:
_sex! Sex! Séx!
***
Ela acompanhava o senhor de estatura baixa e atarracado em uma dose de wisque Buchannas 15 anos aberto na ocasião;Não era um malte.
Parecia precisar de inspiração para a missão. Era decidida. Precisava de dinheiro.
Ele bebia sem gelo em doses generosas e tendo a atenção voltada para o que acontecia no outro canto da sala, parecia sentir prazer em observar, algo ali o animava estranhamente. Delirava com os olhos, desejava com os olhos, com eles se embreagava enquanto olhava, quase gozava.
O gozo nos olhos era tudo que ela podia notar, pois o China não tinha aparência de um devasso, parecia mais um adépto do voyeurismo clássico.
Os devassos têm a prudência aparente dos vendavais formados na alma, por isso podem ter a lucidez da calma externada e a fúria dos ciclones explodindo na mente, de repente...
Tirou-lhe a saia com a delicadeza de um monge zazen, com suavidade acariciava com as pontas dos dedos as entranças baixas entre suas pernas, até penetrar nos pequenos lábios de onde brotava leve umidade como uma nascente.
Fazia-o com grande prazer, mas não tirava os olhos do outro canto da sala nunca.
Enquanto agia, bebia sem gelo em goles curtos, de quando em vêz olhava com zelo e apalpava aquela rosa aberta em pétalas. Fazia-o como se tratasse de um animal de estimação, cheio de desumanidade fria.
Com a atitude de um guerreiro samurai crava então a espada em sua boca já um tanto anestesiada, adormecida pelo wisque, sem dó nem piedade.
Muito rápido e antes que ela pudesse opinar a respeito de sua própria vontade, que no caso pouco importava naquela hora.
Recebera pela boca adentro a benga roliça, até com um pouco de preguiça talvez. Não teve jeito, estava feito e pronto, não havia o que discutir, dinheiro na mão calcinha no chão. Faltou a camisinha, uma falha lastimável.
O homensinho já havia entrado sem pedir, havia comprado a atitude, como a uma passagem para viagem na carne trêmula.
Quanto álcool caberia naquela noite? Pensava ela, quanta noite caberia numa garrafa de buchannas? quanto haveria de se fazer de sacana de aluguel?
A farra bucaneira seria longa ? Quanto sereno de sexo numa noite um nariz cheira? quanta carreira? Quanto vou ter que respirar pela carteira?
Quanta besteira! quanta besteira!
Qualquer coisa vinha-lhe à cabeça enquanto recebia pela boca adentro aquele fardo endurecido e sem leveza, sem vontade, sequer, sem possibilidade de desejo próprio, sem um mínimo de autoestima, só restava atender ao fazer de um sexo unilateral.
Como e quando pode o amor ser solitário?
Como é difícil sem afetos preliminares, é preciso muita concentração para suportar. Se não fosse o profissionalismo ela não aguentaria aquela situação por seus buracos pessoais adentro, invasão pura e dura nas entranhas.
Sexo sem vontade é mesmo uma coisa muito, muito estranha, coisa tacanha.
Mas estava tudo dentro.
_sex! Sex! Sex!
O que sera que esta acontecendo com ele agora do outro lado da sala? estará pensando em mim? divagava em silêncio enquanto fingia o tanto necessário ao ofício.
Teria alguma alegria na carne para alem da minha?
Agora o China põe-me de quatro, quer mais, mais e mais.
_Dog! dog! gog!
Em mandarim português, em inglês, em japones, javanês, sei lá!
Nessa hora tanto faz!
À margem do corpo, é livre o pensamento.
_Dog! Dog! Dog! Sim, sim, sim.......
_Anal doí, não! Não! Naaaaaão...... _Aaaiiiiii......Filho da puta!!!
_Quem não sabe comer um cú, não brinca de tatú!
A sua lingua não era arisca, a sua boca não era bisca, ele não chupava bem, não achava o ponto, também não o procurava, estava bêbado e suado, estava mesmo brutalizado por dentro. Chupava de modo indelicado, era só um tarado fútil e impessoal, era inútil, era estupro consentido.
Perdia o melhor da tara humana que é o querer do outro, a outa pessoa.
Dava para sentir o peso e o cansaço das doses da noite, e também da solidão do fato, acompanhada a quatro, de quatro, sob aquela luz bruxa de tudo errado.
Mas queria mais, e mais, o insaciavel oriental, cheio de muralhas, pedia aquilo que realmente não aguentava mais, e ela sabia disso.
Sentia o peso do trabalho feito, da missão cumprida, até já pressentia um pouco de asco na cituação toda.
As vêzes é assim com o sexo, pode ser anti-higiênico no profundo vazio da alma.
Pedia ao sono que se avizinhasse em seus olhos agora, quando o ceu ja azulava atras da cortina das janelas semi abertas do novo dia. enquanto isso o homem queria... queria....queria..... Algo que nem ele em si mesmo sabia.
Ela por dentro, tinha sono e no íntimo, a tempos já dormia.
Ela já obedecera todas as formas de penetração possiveis com o corpo já semi-acordado, no limiar da fadiga dos restos físicos.
Com conhecimento de causa sabia seus limites, mas ainda não tinha atingido as profundezas do sossego alheio contratado.
É que os desejos alheios são dízimas periódicas que se encontram no infinito das forças do corpo, e essas já se desprendiam desse morto humano, feito de cansado corpo jovem, da flacidez do fim das batálhas, de suor, da queimadura das carências materiais, nesse fogo de palha.
Ela queria mais luta, e mais, e mais...
Nessa diciplina da vida a cara do destino é mesmo puta.
Também aos guerreiros é dada a fadiga da guerra, era essa agora a hora!
O fio da espada já não rasgava a carne, não transpassava os muros o aríete baixo era imóvel, enquanto ela pedia:
_sex!! Sex! Sex!
Como quem chupa cachorro morto. Era ímpia da realidade.
Pausa para o descanço, termo da folga, talvêz um pouco de calma refaçam as forças desgastadas. O desgaste humano não tem limites.
Sem saida, sem energia, sem tesão e sem solução, a caminho do banheiro vem então o auxílio luxuoso da amiga de sempre, da companheira de trabalho, parceira das fadigas de profissão da vida.
Ela já entendera com um olhar a situação, pusera-se apostos para resolver com a dedicação que só quem ama consegue imprimir no corpo do amado.
Com lábios de sudário trouxe à vida o morto, como uma luva vestiu-lhe da energia que faltava antes.
Sua boca como uma vulva trouxe-lhe às cavernas do corpo, o sangue que reduzira o flúxo a pouco; Isso deixava-o louco de prazer.
Voltava com força renovada para a função final do espetáculo circense a que se submetera, metera mais, e ademais, não queria se eximir da responsabilidade contratada afinal, é trabalho.
Após o embate durmiram todos, de acordo com o sol que chegara ao longe no pano azul do ceu.
Ao acordarem o dia hávia se partido ao meio, reinava a tarde, os insassiaveis queriam mais sex ! Sex! Sex!....
Ela em estado de sono ainda, disse com a rapidez e a autoridade que a necessidade exigia:
_Vamos embora, tire-me daqui e vamos rápido e agora.
_"Vamos vazar, meter o pé".
Com pressa de fundista ele abriu a porta de jacarandá e sairam, desceram o elevador como jogadores que descem o túnel apos a partida de futebol.
Ela ainda aprontava os cabelos quando a pantogáfica se abriu.
Sairam pela calçada larga da avenida Beira mar, sentindo o gosto acordado da brisa limpando as marcas de uso nos seus corpos cansados.
Seguiram em busca de algum boteco vazio que lhes permitissem um café da manhã em paz de final de expediente, uma média com pão na chapa.
Algum alimento que resgatasse seus corpos para o universo da diguinidade dos próprios.
_Eu gosto muito de você:
Disse-me ele ao pé do ouvido com a vóz da cumplicidade, para que ninguem notasse alem de mim..
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Riscos de amar- V(a puta me encantou)
A indiferença no amor é uma sentença,
condenação silênciosa a um final.
Ocorre quando já não há mais crença,
não há mais nada que convença,
a aliança partida é só normal.
É só normal olhar olhos nos olhos,
é nada ver, no que se desconhece.
No opaco rio já nem lágrima desce
e a nudez do nada, é descomunal.
Assim a vida segue parca decadente.
Quando um e outro são só tal e qual,
nesse acordo lento tudo é sem prazer.
Como ler notícia velha no jornal.
Nada vale a pena sem acontecer.
Viver amor morto é igual morrrer.
condenação silênciosa a um final.
Ocorre quando já não há mais crença,
não há mais nada que convença,
a aliança partida é só normal.
É só normal olhar olhos nos olhos,
é nada ver, no que se desconhece.
No opaco rio já nem lágrima desce
e a nudez do nada, é descomunal.
Assim a vida segue parca decadente.
Quando um e outro são só tal e qual,
nesse acordo lento tudo é sem prazer.
Como ler notícia velha no jornal.
Nada vale a pena sem acontecer.
Viver amor morto é igual morrrer.
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