Fotografia: Reciclagem- Lucy Juliana
Vamos pelar uns tomates excluindo-lhes as sementes.
Se não me falha a memória por falta de calafate,
as sobras da geladeira serão de um alto quilate.
Meio pimentão murcho, o que sobrou da chicória,
uma abobrinha é luxo, uma berinjela é a glória.
Uma cebola inteira picadinha é excelente,
amassagado bastante de alho vão cinco dentes.
Aquele champinhom de ontem, guardado e resistente,
dará ao molho nobreza francesa por arremate.
Uma colher de manteiga ao azeite leniente,
refogados em conjunto pimenta e sal à vontade.
Se a carne sobrou moída é bem vinda no empate.
Proteína prometida provem porem paridade.
Salsinha e cebolinha vão trazer perfume às partes.
Uma colher de mostarda, se puder seja Dijon;
Juntar à ela o caldo tropical de uma laranja,
dará assim um total sabor cítrico por franja.
Numa pitada de açúcar a acidez perde o tom,
vamos somar mais massa do tomate que é bom.
No fogo brando uma hora toda coisa se arranja,
Com um dedinho de moça vermelhinha igual batom.
Por fim a pasta ao dente não pode passar do ponto,
de seis a oito minutos na água já bem fervente.
Salgada ao gosto de mar, quem dele sabe o sente,
na textura deverá ela ficar sem desconto.
Pois é nesse paladar que o prazer faz seu apronto.
Da Itália esse manjar se come até ficar tonto,
servido com parmesão ralado bem fartamente.
Para ler poesia basta ter calma, Para ler Poesia basta ter paixão, deixe-a incidir subcutânea, trama das retinas à veia aorta para faxina do coração. Colaboração voluntária : PIX - maurogmaciel@hotmail.com
Citações
A palavra é o fio de ouro do pensamento.
SÓCRATES
segunda-feira, 22 de abril de 2013
terça-feira, 16 de abril de 2013
auto retrato ( O olhar da carranca)
Fotografia: Mirador del Contrabando- José Pedro
No real impregnado mergulhei o que sentia.
Craquelê do observado, no mundo fiz moradia;
Desse caco apaixonado entrei noite e sai dia.
La no aonde tudo é certo meu errado principia.
Quando dói fico calado então a língua me afia.
Quando choro o meu choro tem o cloro da azia.
Do amor que trago tanto contrabando a alegria.
Se alguns dos meus recados tem sua fisionomia,
de mim mesmo é que lhes falo se o invento é a poesia.
No real impregnado mergulhei o que sentia.
Craquelê do observado, no mundo fiz moradia;
Desse caco apaixonado entrei noite e sai dia.
La no aonde tudo é certo meu errado principia.
Quando dói fico calado então a língua me afia.
Quando choro o meu choro tem o cloro da azia.
Do amor que trago tanto contrabando a alegria.
Se alguns dos meus recados tem sua fisionomia,
de mim mesmo é que lhes falo se o invento é a poesia.
Argonauta ( A olhos nus)
Fotografia: Clark Little
Destemido de nuvens o sol brilha,
no céu claro do meu conhecimento.
Na memória, o embaralho dos momentos,
desliza um mar por sobre a quilha.
Do oceano a felicidade é ilha
e o amor podemos dizer é o vento.
Sua voz me traduz a maresia
E a mazela é o sal do sofrimento.
Na tormenta e na fúria dos temporais
seu olhar que me guia, é mestre arais,
estrelando o polar dos sábios Jônios.
na busca de ancoragem vejo cáis.
Me lembrei que morreu o Marco Antônio,
do seu canto não vibrará mais as cifras,
não sustenta o seu corpo sobre as ripas,
ele brilha agora inerte como o argônio.
Na infância do ontem eu lhe ponho,
na lembrança da paz ele hoje habita.
na praia do desejo deita o sonho
e o real é a aventura mais bonita.
Essa veia é do sangue do artista.
Para terminar o canto pouco falta
deixo qui palavra dita por não dita
O argumento é o devaneio do argonauta.
Destemido de nuvens o sol brilha,
no céu claro do meu conhecimento.
Na memória, o embaralho dos momentos,
desliza um mar por sobre a quilha.
Do oceano a felicidade é ilha
e o amor podemos dizer é o vento.
Sua voz me traduz a maresia
E a mazela é o sal do sofrimento.
Na tormenta e na fúria dos temporais
seu olhar que me guia, é mestre arais,
estrelando o polar dos sábios Jônios.
na busca de ancoragem vejo cáis.
Me lembrei que morreu o Marco Antônio,
do seu canto não vibrará mais as cifras,
não sustenta o seu corpo sobre as ripas,
ele brilha agora inerte como o argônio.
Na infância do ontem eu lhe ponho,
na lembrança da paz ele hoje habita.
na praia do desejo deita o sonho
e o real é a aventura mais bonita.
Essa veia é do sangue do artista.
Para terminar o canto pouco falta
deixo qui palavra dita por não dita
O argumento é o devaneio do argonauta.
domingo, 14 de abril de 2013
Filosofando no circo da alma
Fotografia: Filosofando- Cleber Fernandes
O cheiro doce da fruta da feira que trouxe o outono.
Na fúria rápida do tempo digital do relógio,
também trouxe, em nome da crueldade de Kronus,
o inteiro entorse da luta sem eira, nem beira, nem sono, nem pódio.
Eu confessional, que fui sagrado pela corte real do mundo de Momo,
aonde a alegria insiste nas formas daquilo que é bom,
vou buscando a vida no seio das forças sem julgo, sou único dono.
Ressignificando a existência, faço soma à divindade de Aion.
Pois se essa existência não é dádiva, sem dúvida ela é ávida
na essência; Resistente, ela é livre no feito entre um e outro jeito.
O sorrir e o carpir se abraçam no esquerdo de dentro do peito.
Do sujeito entrecortado entre o pão, a comédia e a arte dramática,
vou buscar o melhor; Se a felicidade é o fim objeto da prática!
O cheiro doce da fruta da feira que trouxe o outono.
Na fúria rápida do tempo digital do relógio,
também trouxe, em nome da crueldade de Kronus,
o inteiro entorse da luta sem eira, nem beira, nem sono, nem pódio.
Eu confessional, que fui sagrado pela corte real do mundo de Momo,
aonde a alegria insiste nas formas daquilo que é bom,
vou buscando a vida no seio das forças sem julgo, sou único dono.
Ressignificando a existência, faço soma à divindade de Aion.
Pois se essa existência não é dádiva, sem dúvida ela é ávida
na essência; Resistente, ela é livre no feito entre um e outro jeito.
O sorrir e o carpir se abraçam no esquerdo de dentro do peito.
Do sujeito entrecortado entre o pão, a comédia e a arte dramática,
vou buscar o melhor; Se a felicidade é o fim objeto da prática!
quarta-feira, 10 de abril de 2013
Fio da arte ( O trago da seda)
Fotografia: Clark Litlle
Para Cláudio Upiano in Memória
Escrever não é algo individual,
é empurrar a linguagem
para alem das fronteiras
da norma do homem e do animal.
Esse é um movimento clivagem
do limite, do sentido, do oral.
Desfazendo é o reinício.
Por dentro dos interstícios,
traz maior o original.
Violando o vitalício,
o romper é a viagem,
para alem dos quietos vícios.
Essa é a nobreza dos signos:
provocar a liberdade
fazendo um verso universal.
Para Cláudio Upiano in Memória
Escrever não é algo individual,
é empurrar a linguagem
para alem das fronteiras
da norma do homem e do animal.
Esse é um movimento clivagem
do limite, do sentido, do oral.
Desfazendo é o reinício.
Por dentro dos interstícios,
traz maior o original.
Violando o vitalício,
o romper é a viagem,
para alem dos quietos vícios.
Essa é a nobreza dos signos:
provocar a liberdade
fazendo um verso universal.
domingo, 7 de abril de 2013
Simbolismo ( A olhos nus )
Fotografia: Marcelo Carnaval
Banalidades do porão.
Consumê de salão.
Qualquer bobagem
Sem cabimento é criação.
A poesia é a ciclista
atropelando o caminhão.
É o fulano arrivista
abocanhando o seu quinhão.
Tudo detém o conhecimento
dentro daquilo a que se finde.
Vértice refém do universal alento,
é a biblioteca do José Mindlin.
Qualquer abordagem
do sentimento é coração,
até um falso Baudelaire na contramão.
Democratizar conhecimento é fazer nação.
Por que não?
Todo poeta é franco atirador.
Tudo na poesia é dor e solução.
Na mais gramatical tradução.
A terra seca e a alfombra.
A devastação e a bomba.
Será a bala?
Será o dedo?
Será o cão?
Será a literatura um segredo á sombra?
O poema tem o condão
de ser a realidade
fantasiada de abstração.
Banalidades do porão.
Consumê de salão.
Qualquer bobagem
Sem cabimento é criação.
A poesia é a ciclista
atropelando o caminhão.
É o fulano arrivista
abocanhando o seu quinhão.
Tudo detém o conhecimento
dentro daquilo a que se finde.
Vértice refém do universal alento,
é a biblioteca do José Mindlin.
Qualquer abordagem
do sentimento é coração,
até um falso Baudelaire na contramão.
Democratizar conhecimento é fazer nação.
Por que não?
Todo poeta é franco atirador.
Tudo na poesia é dor e solução.
Na mais gramatical tradução.
A terra seca e a alfombra.
A devastação e a bomba.
Será a bala?
Será o dedo?
Será o cão?
Será a literatura um segredo á sombra?
O poema tem o condão
de ser a realidade
fantasiada de abstração.
sexta-feira, 5 de abril de 2013
A estátua e a pedra ( A olhos nus)
A nossa vida tem suas amarrações.
Faz os acordos entre a estátua e a pedra,
nas transparências entre o o real e o desejo.
A coerência fecunda o encanto e o espanto,
nos contraditos entre o caminho e as pernas.
Nasce o conflito, mais gostoso que primeiro beijo.
Portanto é no sol dos movimentos e das sombras,
aonde fazemos jus aos mínimos cantos das emoções,
que nos traduzimos no desatar das coisas ternas.
quinta-feira, 4 de abril de 2013
E a pedra saiu correndo ( O trago da seda)
Fotografia: Pedra do Leme-Luiz Riedlinger
Foi mar pra tudo que é lado,
e a coitadinha da pedra
não fez o caminho a nado.
Enquanto falavam sempre
o mesmo poema falado.
Tadinha da pedra, nem geme.
Aquele calhau somente
ouvia aquela gente
repetir o recontado.
Tadinha da pedra do Leme
de tanto ouvir já treme
Sem saber mesmo até quando
suportará a episteme,
e ficava ali escutando.
O granito velho e cansado
Já não suportando o link
diante de tal açoite
do mesmo poema Leminski
pedia ao vento da noite
que o levasse, o rogado.
E deu-se a ventania
no marasmo criativo
E o vento num rodopio
ouvindo a pedra um dia
atendeu o tal pedido
com a força da maresia
Éolo Deus do pum
de rogado não se fez
Para outro lugar algum.
E a pedra vejam vocês
evadiu-se do posto um
foi parar lá no posto seis.
Foi mar pra tudo que é lado,
e a coitadinha da pedra
não fez o caminho a nado.
Enquanto falavam sempre
o mesmo poema falado.
Tadinha da pedra, nem geme.
Aquele calhau somente
ouvia aquela gente
repetir o recontado.
Tadinha da pedra do Leme
de tanto ouvir já treme
Sem saber mesmo até quando
suportará a episteme,
e ficava ali escutando.
O granito velho e cansado
Já não suportando o link
diante de tal açoite
do mesmo poema Leminski
pedia ao vento da noite
que o levasse, o rogado.
E deu-se a ventania
no marasmo criativo
E o vento num rodopio
ouvindo a pedra um dia
atendeu o tal pedido
com a força da maresia
Éolo Deus do pum
de rogado não se fez
Para outro lugar algum.
E a pedra vejam vocês
evadiu-se do posto um
foi parar lá no posto seis.
quarta-feira, 3 de abril de 2013
Irracionável ( O trago da seda)
Fotografia: A indicação do destino irracional- Nuno Silva
Mas quando o banal
a paz é o valor
interna a violência
e sã animal
em si é
não regra
será B R U T A L I D A D E B R A S I L social
cidadã não há
enquan quem sou
to houver nem
mulher aonde
es es estou
tupra não há
das país
em raís
vans. Nação
Mas quando o banal
a paz é o valor
interna a violência
e sã animal
em si é
não regra
será B R U T A L I D A D E B R A S I L social
cidadã não há
enquan quem sou
to houver nem
mulher aonde
es es estou
tupra não há
das país
em raís
vans. Nação
segunda-feira, 1 de abril de 2013
Hoje no circo da alma
Fotografia: Em dias de alma como hoje-Mariah
Uma pequena atitude de felicidade numa pitada simples de carinho.
A lucidez da surpresa boa em um afago feito sem motivo aparente.
Um olhar qualquer, mas que seja comovente, com o tato melhor no gestual das palavras.
Um presente singelo e cheio de afeto é a plena brincadeira recheada de alegria.
O tempo é o a mais da disponibilidade para uma tarde de estar junto com.
Umas horas passadas sem ponteiros, laçando o abraço de matar saudades.
O cuidado de um com o outro, apenas por que isso é bom assim.
A certeza da solidariedade tem cumplicidade no cheiro.
O tempo de andar devagar derrete o sorvete pelo calor do peito.
E o beijo, que é próprio do amor, é um pedaço doce de leite do prazer.
A mais absoluta e agradável inutilidade, faz a tranquilidade do verídico da vida.
E a pele do corpo, com sabor de ser, é somente isso, só ser.
O sol cuja luz vem do outro, é o outro, que em nós, nos faz maior.
O balsamo cessa a possibilidade da dor e para o domingo, que não acabou.
O braço confidente é radiante, a delicia do chamego erotizante.
A beleza leve da companhia, bole a fervura inconsequente dos amantes.
O absurdo de ser humano despe o que se apura, no inconsciente
do por acaso da existência. É o destino por mais um dia.
Uma pequena atitude de felicidade numa pitada simples de carinho.
A lucidez da surpresa boa em um afago feito sem motivo aparente.
Um olhar qualquer, mas que seja comovente, com o tato melhor no gestual das palavras.
Um presente singelo e cheio de afeto é a plena brincadeira recheada de alegria.
O tempo é o a mais da disponibilidade para uma tarde de estar junto com.
Umas horas passadas sem ponteiros, laçando o abraço de matar saudades.
O cuidado de um com o outro, apenas por que isso é bom assim.
A certeza da solidariedade tem cumplicidade no cheiro.
O tempo de andar devagar derrete o sorvete pelo calor do peito.
E o beijo, que é próprio do amor, é um pedaço doce de leite do prazer.
A mais absoluta e agradável inutilidade, faz a tranquilidade do verídico da vida.
E a pele do corpo, com sabor de ser, é somente isso, só ser.
O sol cuja luz vem do outro, é o outro, que em nós, nos faz maior.
O balsamo cessa a possibilidade da dor e para o domingo, que não acabou.
O braço confidente é radiante, a delicia do chamego erotizante.
A beleza leve da companhia, bole a fervura inconsequente dos amantes.
O absurdo de ser humano despe o que se apura, no inconsciente
do por acaso da existência. É o destino por mais um dia.
sexta-feira, 29 de março de 2013
Sinapse no circo da alma
Há em nos algo que somos e não sabemos tanto o quanto.
A consciência é na origem um labirinto em segredos.
Quão celular o cérebro é, um emaranhado arvoredo.
A se saber o que nos difere em relação a outros bandos.
No intra córtex habita esse segredo, misterioso tamanho.
A se desvendar na hercúlea chama da neurociência.
Quantos bilhões de neurônios haverão? qual competência?
Em número e em ordem basal é desconhecido tal ganho.
Tanto se sabe, e esse tanto ainda é pouco, tanta é a pesquisa.
E o que se sabe é parte de um quebra cabeça em tantas peças.
O interior do interior como funciona, é um desvendar que resta.
Essa certeza da incerteza, esta na mesa, a riqueza mais imprecisa.
Quanta beleza Suzana, essa operária em sua sábia oficina.
No desafio que conduz o homem por força e fome, ou curiosidade.
Tudo se sabe, tudo se esquece, muda de nome, o falso e a verdade.
Todo o inteiro no cerebelo, mais que um cabelo, mais que a glicina.
Nesses bilhões, nesses sertões, neuro grotões portais inclusos,
Só dez por cento não é verdade da utilidade mais cerebral
Sinapse anatômica libidinal forjando a tônica com seus impulsos
diz ao poeta da natureza em seu tormento: Esse é o quintal!
segunda-feira, 25 de março de 2013
Pasteurizado ( A olhos nus)
Fotografia: O desfrute do tropical- Orlando Costa
O tropicalismo do seculo vinte e um
é um açaí pasteurizado outra vez.
Para consumo dos educados pós Martinez.
Passado como o movimento Hippie,
Manuel audaz não passava de um Jeep.
Aparência nos descolados é hoje a altivez.
O romantismo visceral de Vade Mecum,
nessa zona de convergência tropical,
esta previsto na tragédia o temporal.
Nas águas da discussão o original se liquefez.
O tropicalismo do seculo vinte e um
é um açaí pasteurizado outra vez.
Para consumo dos educados pós Martinez.
Passado como o movimento Hippie,
Manuel audaz não passava de um Jeep.
Aparência nos descolados é hoje a altivez.
O romantismo visceral de Vade Mecum,
nessa zona de convergência tropical,
esta previsto na tragédia o temporal.
Nas águas da discussão o original se liquefez.
sábado, 23 de março de 2013
Âmago (A olhos nus)
Fotografia: Em viagem-Joca
...O poeta é o seu silêncio interior.
Seja qual for a poesia,
ela é metáfora dessa dor...
...O poeta é o seu silêncio interior.
Seja qual for a poesia,
ela é metáfora dessa dor...
sexta-feira, 22 de março de 2013
Outra maneira ( O olhar da carranca)
Fotografia: Tristeza- Maria Marques
O ato ultimo pode ser tão forte,
na vida a coisa final, derradeira.
Um pai deve achar seu norte,
quando ao filho se lhe chama a morte
e do mundo leva embora a um menino.
Lembranças sejam o que lhe conforte
no vazio da forma a mais inteira.
Desse desvio em tamanho porte,
a natureza humana inverte o corte
e a esse pai elege a tal destino.
A dor tem nela mesma o aporte
da energia, a força na algibeira.
Se a cobra vida preparou o bote
faço da rima a estima frente à sorte
e o abraço, em alma, dessa outra maneira.
O ato ultimo pode ser tão forte,
na vida a coisa final, derradeira.
Um pai deve achar seu norte,
quando ao filho se lhe chama a morte
e do mundo leva embora a um menino.
Lembranças sejam o que lhe conforte
no vazio da forma a mais inteira.
Desse desvio em tamanho porte,
a natureza humana inverte o corte
e a esse pai elege a tal destino.
A dor tem nela mesma o aporte
da energia, a força na algibeira.
Se a cobra vida preparou o bote
faço da rima a estima frente à sorte
e o abraço, em alma, dessa outra maneira.
quinta-feira, 21 de março de 2013
Mundo da lua ( O olhar da carranca)
Fotografia:Rio de Janeiro-Luiz Antônio Ricci
Ponho meus pés na rua,
já me observam os carros.
Dura natureza de ferro.
Gritam seus códigos berros
na algazarra confusa.
Ponho minhas pernas duras
nos caminhos sem anteparos.
Tropeço meu olhar na lua,
que humanizada é gazua,
para um poema de Manuel de Barros.
Ponho meus pés na rua,
já me observam os carros.
Dura natureza de ferro.
Gritam seus códigos berros
na algazarra confusa.
Ponho minhas pernas duras
nos caminhos sem anteparos.
Tropeço meu olhar na lua,
que humanizada é gazua,
quarta-feira, 20 de março de 2013
Abjeto exorcizado ( Barril Diógenes)
Fotografia: Evandro Éboli- O Globo
Vejam vocês como é a rapaziada!
O segredo está por debaixo dos planos.
Lambança também pode ser cagada,
faltar com respeito aos direitos humanos.
Sentaram um sujeito pessoa errada,
na cadeira a alcunha de Feliciano.
Toda a sociedade está embasbacada,
alguém sem conduta sequer ilibada,
parece mais ser mais um homem leviano.
Racista em conduta, não gosta de negros.
Rejeita também as opções sexuais.
Talvez possa haver nele muitos segredos,
segredos guardados que venham de traz.
Parece haver mesmo um grande arremedo,
a dar tratamento às questões nacionais.
Mas a população já reage sem medo,
exige a saída desse desenredo,
nas manifestações em todas capitais.
Não se pode enganar sociais militâncias,
com a deselegância e arroubos verbais.
Esse parlamentar representa as instâncias
do obscurantismo de outros carnavais.
É o oportunismo tecendo as tramas.
Invade o Estado em aromas fecais.
A democracia não é coisa insana,
cabe ao povo lutar desfazendo chicanas
extirpando condutas tão pouco morais.
O congresso deve tirar o pé da lama
responder aos clamores populacionais
cuidar das comissões que são primordiais
com o respeito civil que a causa reclama.
Objeto político é a praça do Estado.
No embate a conquista ou o come quieto,
Não se deve entender como fato isolado,
o interesse escuso a ser questionado,
na ocupação do espaço por ser abjeto.
Vejam vocês como é a rapaziada!
O segredo está por debaixo dos planos.
Lambança também pode ser cagada,
faltar com respeito aos direitos humanos.
Sentaram um sujeito pessoa errada,
na cadeira a alcunha de Feliciano.
Toda a sociedade está embasbacada,
alguém sem conduta sequer ilibada,
parece mais ser mais um homem leviano.
Racista em conduta, não gosta de negros.
Rejeita também as opções sexuais.
Talvez possa haver nele muitos segredos,
segredos guardados que venham de traz.
Parece haver mesmo um grande arremedo,
a dar tratamento às questões nacionais.
Mas a população já reage sem medo,
exige a saída desse desenredo,
nas manifestações em todas capitais.
Não se pode enganar sociais militâncias,
com a deselegância e arroubos verbais.
Esse parlamentar representa as instâncias
do obscurantismo de outros carnavais.
É o oportunismo tecendo as tramas.
Invade o Estado em aromas fecais.
A democracia não é coisa insana,
cabe ao povo lutar desfazendo chicanas
extirpando condutas tão pouco morais.
O congresso deve tirar o pé da lama
responder aos clamores populacionais
cuidar das comissões que são primordiais
com o respeito civil que a causa reclama.
Objeto político é a praça do Estado.
No embate a conquista ou o come quieto,
Não se deve entender como fato isolado,
o interesse escuso a ser questionado,
na ocupação do espaço por ser abjeto.
terça-feira, 19 de março de 2013
O humor no circo da alma
Fotografia: Bom Humor!!- Eva Pinto
O humor é um ato espontâneo,
contínuo e maior quanto mais leve.
Um olhar gaiato sobre o instantâneo,
quando o coração já é meio moleque.
Surge de repente como um ato falho,
colcha de retalhos da imaginação.
Afiado ao dente, riso de escangalho,
vem quebrando o galho como solução.
Nobreza corcunda no seu baronato,
um autorretrato nobre, o Itararé.
Tem da ironia todo bom olfato,
olhar de um gaiato, sábio é o que ele é.
Pobre é o sujeito sem esse valor,
quem toca o hilário, toca a humanidade.
Todo humorista ri da própria dor,
pobre sou eu mesmo de comicidade.
Minha veia acena para outra vontade.
Sofro o enfisema desse mal de humor,
pois de engraçado tenho na verdade,
somente a metade, a outra me escapou.
O humor é um ato espontâneo,
contínuo e maior quanto mais leve.
Um olhar gaiato sobre o instantâneo,
quando o coração já é meio moleque.
Surge de repente como um ato falho,
colcha de retalhos da imaginação.
Afiado ao dente, riso de escangalho,
vem quebrando o galho como solução.
Nobreza corcunda no seu baronato,
um autorretrato nobre, o Itararé.
Tem da ironia todo bom olfato,
olhar de um gaiato, sábio é o que ele é.
Pobre é o sujeito sem esse valor,
quem toca o hilário, toca a humanidade.
Todo humorista ri da própria dor,
pobre sou eu mesmo de comicidade.
Minha veia acena para outra vontade.
Sofro o enfisema desse mal de humor,
pois de engraçado tenho na verdade,
somente a metade, a outra me escapou.
domingo, 17 de março de 2013
O leão no circo da alma
Fotografia:Signo Leão- Jorge Simões
O desejo é o leão na jaula dos corpos bem educados.
De certo sua liberdade é unida à nossa cultura.
Na carnadura de ideias do edifício da criatura,
o desejo pode ser regrado para não queimar em fervura.
Sendo tolhido na origem forma o existir acanhado
Pode ficar na vertigem, contaminado é a loucura,
queimado traz na fuligem a origem do que o segura.
Ele é aonde o ser restaura sua existência madura.
Encorporando o então, vivo, no pleno realizado.
terça-feira, 12 de março de 2013
Roupa nova ( Barril Diógenes)
Fotografia: Capela Sistina-L'osservatore Romano
As Roupas novas do Papa, se roupas de papa novo,
terma de ideias modernas contemporâneos contornos.
Terão linho conservado? Serão panos renovados?
Fomentos dos tempos dados na costura de seu povo.
Absoluto o Monarca, ofertando o pão e o vinho,
desse povo em paz de espírito será líder do caminho.
No palácio Vaticano o líder mor episcopal.
Sobre a pedra o cristalino do vermelho Cardeal.
Na clausura da Sistina a filosofia é fina
política e oficina de um líder espiritual.
Na surdina tem a banca cuja fumaça se assina,
no ocidente das finanças rimando com as batinas.
Tem escândalo sexual no solidel da família.
Tem padres com filho e filha, orgia vista em jornal.
Abuso em pedofilia é coisa antinatural.
Assim, na praça São pedro, esperam pelo segredo
Cúria em dedo Michelangelo, se tarde agora ou cedo,
o católico ritual se firma em rearranjos do poder pontificial.
As Roupas novas do Papa, se roupas de papa novo,
terma de ideias modernas contemporâneos contornos.
Terão linho conservado? Serão panos renovados?
Fomentos dos tempos dados na costura de seu povo.
Absoluto o Monarca, ofertando o pão e o vinho,
desse povo em paz de espírito será líder do caminho.
No palácio Vaticano o líder mor episcopal.
Sobre a pedra o cristalino do vermelho Cardeal.
Na clausura da Sistina a filosofia é fina
política e oficina de um líder espiritual.
Na surdina tem a banca cuja fumaça se assina,
no ocidente das finanças rimando com as batinas.
Tem escândalo sexual no solidel da família.
Tem padres com filho e filha, orgia vista em jornal.
Abuso em pedofilia é coisa antinatural.
Assim, na praça São pedro, esperam pelo segredo
Cúria em dedo Michelangelo, se tarde agora ou cedo,
o católico ritual se firma em rearranjos do poder pontificial.
domingo, 10 de março de 2013
Muito obrigado ( O olhar da carranca)
Ainda é assim mesmo, diante de uma dificuldade.
Soando como um solfejo elegantes com suas forças
ouço vir duas mulheres encantadas de habilidades.
São duas damas inteiras, duas personalidades.
Unidas por causa alheia, avante vão essas moças,
com atos de tal grandeza, transcendem humanidade.
Ainda, é assim mesmo, que a mim a vida as concede,
sou gratidão em apreço, não sei se tanto as mereço
atitude que não se esquece, afeto que não tem preço.
Venha-lhes por tal bondade, grandeza de coração,
muito em tudo a felicidade por conta dessa razão.
As duas somam em mim nesse ato que agradeço
pela frente pelos lados por fora, dentro e avesso.
O homem, companheiro, pai, poeta e amigo, calados,
esperam que a gratidão a dizer pelo ancho abrigo
caiba na simplicidade, pequena, de um obrigado.
Dois cérebros combativos, exemplos de atividade.
Que bom te-las ao meu lado, conforto trazem consigo.
Nada nelas é pouco, são lindas, o são de verdade
dois corações criativos, exemplos, solidariedade.
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