Para ler poesia basta ter calma, Para ler Poesia basta ter paixão, deixe-a incidir subcutânea, trama das retinas à veia aorta para faxina do coração. Colaboração voluntária : PIX - maurogmaciel@hotmail.com
Citações
A palavra é o fio de ouro do pensamento.
SÓCRATES
quarta-feira, 18 de abril de 2012
Lucilúdico ( O analfabeto poético)
Fotografia:Imensidão-Milton Ostettoad
Lucidez é precisão
no escárnio do destino
É a pedra, é a água, é o limo
na insensatez da acepção.
Representar não é a realidade
ou dela é somente parte
imagem base, o alarde.
pedaço da confusão.
Lucidez é na verdade
a mais pura comunhão
pensamento e coração,
loucura e felicidade.
Desafeta da ilusão
do ouro em velocino.
Lucidez muro de arrimo
do delírio é contenção.
Pisando com os pés no chão,
há quem faça o desatino
de colher dela o fascínio,
embriagado de razão.
-
terça-feira, 10 de abril de 2012
Natal sem umbral (Perna bamba é do samba)
Para meu amigo e parceiro Ney Helou
Gurufim do Natal
O samba ressurgindo
nos subúrbios da Central
O golfinho afinal
levará o mais findo
exorcizando o mal.
No trago da pinga
se desfaz mandinga
desproporcional.
Gurufim nos diz
nesse vis-à-vis
que ele irá feliz
para outro local
Madureira enfim
vai a si redimindo
nesse tal festim
Gurufim vai indo.
Para o mar sumindo
no culto mais lindo
Delfim abissal
Vem do povo Banto
todo esse canto
todo o comensal
Boca na moringa
Que o samba faz manto
Portela caminha
quebre esse encanto
Tira essa morrinha
do azul e branco
e ganha o Carnaval.
.
terça-feira, 3 de abril de 2012
De sapato branco ( Perna bamba é do samba)
Fotografia:Música-Mário Carvalho
Para João Bruno
-
Sou fã do Funk,
sou fã do Hip- Hop.
E vou te dar um toque
antes que você se zangue.
Não me atrapalho
antes mesmo com os pés,
para os ouvidos faço
gosto com o Jazz
Até no Blues
ouvidos pus.
Nos atabaques
sou da tribo dos Malés
Por outro enfoque
a olhos nus,
não me equivoco
com o Afro-Spiritus.
Se não me fecho,
no estilo como o TOC,
porque de resto
haverá dia de Rock
Por isso digo não se feche,
eu repito, não se empanque
com a acides meio Trash
dos Ingleses, dos Ianques.
Para os ouvidos percorrerem os caminhos,
para encontrar o X certo da canção.
Até o prazer carinhoso dos Chorinhos,
até sentir o acridoce de um Baião.
Deixando isso pra lá,
sem deixar isso de lado.
Vem se arrastar
no Calango,
no Xaxado.
Do Cubano Chachachá,
ao Miudinho delicado.
Mas o meu gosto
por Catira e por Milonga,
tem por arrosto
as tongas dessas mirongas.
para encurtar essa bruma,
essa história que está longa,
cheia de Rumbas,
de instrumentais e Congas.
Além dos clássicos que dão paz
á alma humana,
tem os Boleros, jogam mais
à ela na lama.
Tendo isso dito,
enquanto um Mambo mamba.
Eu vou amigo
mantendo acesa a chama,
e te dedico
esse poema feito em Samba.
Para João Bruno
-
Sou fã do Funk,
sou fã do Hip- Hop.
E vou te dar um toque
antes que você se zangue.
Não me atrapalho
antes mesmo com os pés,
para os ouvidos faço
gosto com o Jazz
Até no Blues
ouvidos pus.
Nos atabaques
sou da tribo dos Malés
Por outro enfoque
a olhos nus,
não me equivoco
com o Afro-Spiritus.
Se não me fecho,
no estilo como o TOC,
porque de resto
haverá dia de Rock
Por isso digo não se feche,
eu repito, não se empanque
com a acides meio Trash
dos Ingleses, dos Ianques.
Para os ouvidos percorrerem os caminhos,
para encontrar o X certo da canção.
Até o prazer carinhoso dos Chorinhos,
até sentir o acridoce de um Baião.
Deixando isso pra lá,
sem deixar isso de lado.
Vem se arrastar
no Calango,
no Xaxado.
Do Cubano Chachachá,
ao Miudinho delicado.
Mas o meu gosto
por Catira e por Milonga,
tem por arrosto
as tongas dessas mirongas.
para encurtar essa bruma,
essa história que está longa,
cheia de Rumbas,
de instrumentais e Congas.
Além dos clássicos que dão paz
á alma humana,
tem os Boleros, jogam mais
à ela na lama.
Tendo isso dito,
enquanto um Mambo mamba.
Eu vou amigo
mantendo acesa a chama,
e te dedico
esse poema feito em Samba.
domingo, 25 de março de 2012
Galinha Capitu ( beco da fome)
Fotografia: Galinha Mourisca- Maria da C. de O. Fernandes
Os pretéritos do Algarves saíram pelas conquistas
Deixaram após Ourique, a boa galinha Mourisca
Com vinho de boa cave do Rei Afonso Henriques
Pretérito fora Al-Garb deixando se identifique
Se a cultura é antiga, dela fica o que lhe cabe
Nos sabores da comida. a receita vence o sabre
Ao fazê-la é necessário uma lista que a confira
Gaste um pouco do salário em galinha caipira
Três colheres de manteiga num bom pedaço de bacon
Uma boa frigideira, uma Cebola é de bom tom
Um buquê de Hortelã, com Coentro num amarrado
Cebolinha, Salsa e Cravos, não seja do sal tão fã.
Use-o com mais cuidado, para que a vida seja sã
Vinho branco um bocado, faça um caldo com elã.
Da galinha em separado isso aquece como a lã
Não se esqueça de um limão, de onde queremos o sumo
São Seis fatias de pão, duas gemas pra consumo
Somam seis ovos pochés, Picadinho de gengibre
Mais manteiga de colher, Pimenta de gosto livre
Junte isso e vai com fé dar sabor ao prato chique.
Mas finalizando os fatos como qualquer bom gourmet
Não haveria esse prato, sem um amor a comer.
No céu da boca o palato, no céu do corpo o prazer
Depois do amor, o regalo só vale a pena cozer.
Amada, se sem recatos, Mourisca foi pra você
Os pretéritos do Algarves saíram pelas conquistas
Deixaram após Ourique, a boa galinha Mourisca
Com vinho de boa cave do Rei Afonso Henriques
Pretérito fora Al-Garb deixando se identifique
Se a cultura é antiga, dela fica o que lhe cabe
Nos sabores da comida. a receita vence o sabre
Ao fazê-la é necessário uma lista que a confira
Gaste um pouco do salário em galinha caipira
Três colheres de manteiga num bom pedaço de bacon
Uma boa frigideira, uma Cebola é de bom tom
Um buquê de Hortelã, com Coentro num amarrado
Cebolinha, Salsa e Cravos, não seja do sal tão fã.
Use-o com mais cuidado, para que a vida seja sã
Vinho branco um bocado, faça um caldo com elã.
Da galinha em separado isso aquece como a lã
Não se esqueça de um limão, de onde queremos o sumo
São Seis fatias de pão, duas gemas pra consumo
Somam seis ovos pochés, Picadinho de gengibre
Mais manteiga de colher, Pimenta de gosto livre
Junte isso e vai com fé dar sabor ao prato chique.
Mas finalizando os fatos como qualquer bom gourmet
Não haveria esse prato, sem um amor a comer.
No céu da boca o palato, no céu do corpo o prazer
Depois do amor, o regalo só vale a pena cozer.
Amada, se sem recatos, Mourisca foi pra você
sábado, 24 de março de 2012
Bacalhau espírito de porco ( O beco da fome)
Fotografia: Bacalhau 6- Fernanda Nyluand
Bacalhau espírito de porco
é feito para quem não teme.
No leite do fresco creme
devem ser deixadas lascas,
de modo que o bicho ao gosto
dê prazer a quem as cata.
Num azeite extra virgem,
Cebolas douradas pouco.
Com pimenta sem vertigem,
mas que deixa um cabra rouco.
Refogando nesse douro
umas cenouras raladas,
dando a tudo a cor do ouro,
num sal pouco quase nada.
Se Portugal é a origem,
logo tem que ter Batatas.
Com alho e folha de louro,
manteiga em Rú na água.
Para que bem se aproveite
queijo ralado sem mágoa.
Não pode faltar o leite
para os pães já pernoitados.
Nesse rico caroteno,
substância classe A,
vitamina sem veneno
cheias C e de H.
Um vinho branco mais pleno
dará sabor ao maná,
se Deus não estiver vendo
aproveite para pecar.
.
Bacalhau espírito de porco
é feito para quem não teme.
No leite do fresco creme
devem ser deixadas lascas,
de modo que o bicho ao gosto
dê prazer a quem as cata.
Num azeite extra virgem,
Cebolas douradas pouco.
Com pimenta sem vertigem,
mas que deixa um cabra rouco.
Refogando nesse douro
umas cenouras raladas,
dando a tudo a cor do ouro,
num sal pouco quase nada.
Se Portugal é a origem,
logo tem que ter Batatas.
Com alho e folha de louro,
manteiga em Rú na água.
Para que bem se aproveite
queijo ralado sem mágoa.
Não pode faltar o leite
para os pães já pernoitados.
Nesse rico caroteno,
substância classe A,
vitamina sem veneno
cheias C e de H.
Um vinho branco mais pleno
dará sabor ao maná,
se Deus não estiver vendo
aproveite para pecar.
.
terça-feira, 20 de março de 2012
Ociosidades ( O analfabeto poético)
Fotografia: Gaivota- Rose Mary Borges
A ociosidade da tarde aparece nas nuvens azuis do outono.
Como uma brisa sem guisa, segue esse dia sem dono.
Aprendi a voar com as gaivotas que pousam em meus olhos.
Elas é que deram asas ás minhas inutilidades de Barros
A ociosidade da tarde aparece nas nuvens azuis do outono.
Como uma brisa sem guisa, segue esse dia sem dono.
Aprendi a voar com as gaivotas que pousam em meus olhos.
Elas é que deram asas ás minhas inutilidades de Barros
Alegria ( O analfabeto poético)
Fotografia: Alegria- Pedro Gonçalves
Levanta essa cabeça
Tira isso de letra
Esse papo tão careta
Não è algo que a mereça
Que a tristeza derreta
Qualquer dor desaqueça
Apagada em cometa
Que a alegria é dileta
Venha mais que completa
Vida não é quieta
Nem segue em linha reta
Não é porrete, é porreta
largue essa dor memória
Assumindo sua história
Faça-a publica e notória
Enfrente a divisória
Mude a trajetória
Venha sem promissória
E por dedicatória
Rompa a fita vitória
.
Levanta essa cabeça
Tira isso de letra
Esse papo tão careta
Não è algo que a mereça
Que a tristeza derreta
Qualquer dor desaqueça
Apagada em cometa
Que a alegria é dileta
Venha mais que completa
Vida não é quieta
Nem segue em linha reta
Não é porrete, é porreta
largue essa dor memória
Assumindo sua história
Faça-a publica e notória
Enfrente a divisória
Mude a trajetória
Venha sem promissória
E por dedicatória
Rompa a fita vitória
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sexta-feira, 16 de março de 2012
Sonar ( O analfabeto poético)
fotografia: Golfinhos- Henrique Pedroso
Quem ama não se preocupa com a forma justa
do amor se portar.
porque quando o amor acontece, é como a aranha,
tece a teia no ar.
Nunca se faz necessário único comentário,
não cabe lugar.
Quando o amor nos aquece, ao se nos despe,
formamos o par.
Seja de noite ou de dia, sou eu e Maria,
girando o tear,
cujo tecido é a vida. Faz vela, faz guia
nas brumas do mar.
mauro-paralerpoesiabastatercalma.blogspot.com
Quem ama não se preocupa com a forma justa
do amor se portar.
porque quando o amor acontece, é como a aranha,
tece a teia no ar.
Nunca se faz necessário único comentário,
não cabe lugar.
Quando o amor nos aquece, ao se nos despe,
formamos o par.
Seja de noite ou de dia, sou eu e Maria,
girando o tear,
cujo tecido é a vida. Faz vela, faz guia
nas brumas do mar.
mauro-paralerpoesiabastatercalma.blogspot.com
terça-feira, 13 de março de 2012
suor ( Banguelê)
Fotografia: Contraste em P &;B -Deni G.
Esse zagueiro no jogo chamado vida,
as vezes bate um pouco,
as vezes causa ferida.
Quem não vacila no troco em dividida,
sabe sair desse toco,
com a cabeça erguida.
Para quem joga de forma destemida,
basta uma ginga de corpo,
e a partida é vencida.
Desfaz com drible a dor da torcida,
cava a jogada no coco,
marca o gol e revida.
Vence ao se cuidar do bobo perigoso.
Entre um passe fantástico,
entre o lençol e o elástico,
a arquibancada delira e vai ao gozo.
com uma bola de couro,
com uma bola de plástico.
Mas há que suar camisa no gramado,
há que correr lado a lado,
Olho no peixe e no gato.
porque se alem da corrida, tem o baque,
Vida não vem em almanaque.
não se pratica de araque.
Ela só não vale a pena pra quem minta,
nem quem se cansa nos trinta,
ou só carrega na tinta.
Não há receita perfeita ao seu gosto.
em cada marca do rosto,
todo o placar fica exposto
Descuido tem sempre risco em bola alta,
entre a pressão e o ataque,
sola quando vem, se salta.
Encobre a zaga perdida e sempre incauta.
corre do drible da vaca,
quem joga bem se destaca.
É do incomum que brota a vez do craque,
sempre a seguir centro avante
como Didi, o elegante.
Salva da trava o tornozelo da falta.
Na perna entorta o Garrincha,
Na folha seca ou na finta.
No meio campo às vezes embola o jogo,
tem que sair desse logro,
Juiz tem ouvido de mouco.
Categoria de quem não é mesmo de quinta.
Quem resiste esse foco,
Sabe o quanto a vida é linda.
.
Esse zagueiro no jogo chamado vida,
as vezes bate um pouco,
as vezes causa ferida.
Quem não vacila no troco em dividida,
sabe sair desse toco,
com a cabeça erguida.
Para quem joga de forma destemida,
basta uma ginga de corpo,
e a partida é vencida.
Desfaz com drible a dor da torcida,
cava a jogada no coco,
marca o gol e revida.
Vence ao se cuidar do bobo perigoso.
Entre um passe fantástico,
entre o lençol e o elástico,
a arquibancada delira e vai ao gozo.
com uma bola de couro,
com uma bola de plástico.
Mas há que suar camisa no gramado,
há que correr lado a lado,
Olho no peixe e no gato.
porque se alem da corrida, tem o baque,
Vida não vem em almanaque.
não se pratica de araque.
Ela só não vale a pena pra quem minta,
nem quem se cansa nos trinta,
ou só carrega na tinta.
Não há receita perfeita ao seu gosto.
em cada marca do rosto,
todo o placar fica exposto
Descuido tem sempre risco em bola alta,
entre a pressão e o ataque,
sola quando vem, se salta.
Encobre a zaga perdida e sempre incauta.
corre do drible da vaca,
quem joga bem se destaca.
É do incomum que brota a vez do craque,
sempre a seguir centro avante
como Didi, o elegante.
Salva da trava o tornozelo da falta.
Na perna entorta o Garrincha,
Na folha seca ou na finta.
No meio campo às vezes embola o jogo,
tem que sair desse logro,
Juiz tem ouvido de mouco.
Categoria de quem não é mesmo de quinta.
Quem resiste esse foco,
Sabe o quanto a vida é linda.
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quinta-feira, 8 de março de 2012
Dia da mulher ( A puta me contou)
Fotografia:Dia da Mulher- Manuela Monteiro
Da mulher se recria a vida, na vida se procria a chama da luz humana,
onde o orgasmo se aflita em possibilidades do corpo e da gênese,
mas também nela se instala a lembrança e a saudade e o instante,
Natureza maior da cumplicidade e da troca, em dádiva radiante e sacana.
Ser humano feminino, parcela da humanidade e dela sua gestante.
Ousadia maior da natureza, é sua face metade de útero e beleza,
como o desejo da espécie, como seu colo de proteção, sua razão.
Mulher é a certeza da primavera em germinar a próxima floração,
onde o que é sensível á flor em macia pele se instala abraçante.
No abraço da vida em seu corpo, a espécie se explica em delicadeza.
Mas não se explica apenas na cama, mas não se explica apenas nos sonhos.
Mas não se explica apenas nos sentidos, da realidade de óvulo e de sangue.
Uma mulher se explica inteira sem permitir que a existência seja exangue.
pobre daqueles que à elas temam, sofrem da misoginia, essa pobre gangue,
sofrem de entende-la pouco, como pouco se sabem de si, isso é medonho.
Na mulher é que melhor se cosem as tecituras do silêncio oculto.
Nela o mesmo olhar do mundo se descortina de forma intensa e generosa.
Como brisa, como ceio, ventre, perfume, persistência e muita prosa.
Não há como amanhecer apenas um dia a esse mistério, comum à rosa
aberta a um sorriso único da múltipla graça dos lábios adultos .
Da mulher se recria a vida, na vida se procria a chama da luz humana,
onde o orgasmo se aflita em possibilidades do corpo e da gênese,
mas também nela se instala a lembrança e a saudade e o instante,
Natureza maior da cumplicidade e da troca, em dádiva radiante e sacana.
Ser humano feminino, parcela da humanidade e dela sua gestante.
Ousadia maior da natureza, é sua face metade de útero e beleza,
como o desejo da espécie, como seu colo de proteção, sua razão.
Mulher é a certeza da primavera em germinar a próxima floração,
onde o que é sensível á flor em macia pele se instala abraçante.
No abraço da vida em seu corpo, a espécie se explica em delicadeza.
Mas não se explica apenas na cama, mas não se explica apenas nos sonhos.
Mas não se explica apenas nos sentidos, da realidade de óvulo e de sangue.
Uma mulher se explica inteira sem permitir que a existência seja exangue.
pobre daqueles que à elas temam, sofrem da misoginia, essa pobre gangue,
sofrem de entende-la pouco, como pouco se sabem de si, isso é medonho.
Na mulher é que melhor se cosem as tecituras do silêncio oculto.
Nela o mesmo olhar do mundo se descortina de forma intensa e generosa.
Como brisa, como ceio, ventre, perfume, persistência e muita prosa.
Não há como amanhecer apenas um dia a esse mistério, comum à rosa
aberta a um sorriso único da múltipla graça dos lábios adultos .
quarta-feira, 7 de março de 2012
Parceira (perna bamba é do Samba)
Fotografia: Se da amada estás ausente- Luiz
Todos estão indo depressa,
onde eu vou bem devagar.
Uns têm o sorriso de fresta,
da coerência as avessas,
comum ao medo de amar.
Avesso ao gatilho da besta,
desprezo o que não presta,
pois se a vida me resta,
habita o seu olhar.
Com a virtude canhesta
exposta e manifesta,
é dessa forma modesta
que eu vivo de te amar.
.
terça-feira, 6 de março de 2012
Cefalalgia ( A olhos nus)
Fotografia: Água viva- Sátiro Sodré
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Ao conto do Bestiário de Cortazar, pode se somar um ponto; Aonde o tonto Gládio come a besta fera, criando o animal de passagem, desinibido na sua própria fertilidade de imaginação.
Apenas um comentário é pouco quanto ao lugar, a cena, o depositário desse poder, dessa magia desenfreada, desse golpe de condão.
O quanto a Cefalalgia fabrica seu machucar, trazendo nesse produto o condutor bis da emoção.
Animados ficam em par: Asas, pelos, patas, braços, bicos, escamas, fuselagens, olhos, focinhos, pelagens desejos em tramas, carinhos, valores em líquida consideração.
Atarefados de seus aprontos saem do lar. Conquistas, disputas, beijos, os arrivistas em chamas.
Nos anos do seculo XXI do chamado Jesus Cristo, logram os possuídos, por seus troféus de bravura.
O homem e o animal do homem se fundem a olhos vistos, gerando nessa atitude as agulhas da costura. Estes serão seus próprios filhos! Na continuação de um está o outro, dentro do outro, dedo do outro.
É um outro, o novo animal que o assume, na falência de carne da cultura disforme.
Depenado de suas asas, tosquiado de seus pelos, amputado de suas patas, descamado de escamas.
Na forjadura dessa fábrica, discute de novo o risco Darwin dos primatas, refazendo sua compostura numa outra estatura, a miscigenada criação da sentidos à criatura.
Carregando em si, as conquistas e seus preços, sua lógica, sua ecologia, como um facho íntimo de seus nascituros. Projetando genética imagem naquilo que só posteriormente será conhecido como futuro.
Titãs em suas cabeças de dinossauro, restauro de uma Berlim sem seus muros. verdugo Chines entre a muralha e os musgos. Tanto é o mar e tamanha é a terra.
No entanto há outros, que têm minaretes salientes, e se explodem imolados nas causas e nas crenças.
Nada disso emperra o acuro, ou evita que se Prossiga a ejeção coronal, enquanto esse fruto é maduro.
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Ao conto do Bestiário de Cortazar, pode se somar um ponto; Aonde o tonto Gládio come a besta fera, criando o animal de passagem, desinibido na sua própria fertilidade de imaginação.
Apenas um comentário é pouco quanto ao lugar, a cena, o depositário desse poder, dessa magia desenfreada, desse golpe de condão.
O quanto a Cefalalgia fabrica seu machucar, trazendo nesse produto o condutor bis da emoção.
Animados ficam em par: Asas, pelos, patas, braços, bicos, escamas, fuselagens, olhos, focinhos, pelagens desejos em tramas, carinhos, valores em líquida consideração.
Atarefados de seus aprontos saem do lar. Conquistas, disputas, beijos, os arrivistas em chamas.
Nos anos do seculo XXI do chamado Jesus Cristo, logram os possuídos, por seus troféus de bravura.
O homem e o animal do homem se fundem a olhos vistos, gerando nessa atitude as agulhas da costura. Estes serão seus próprios filhos! Na continuação de um está o outro, dentro do outro, dedo do outro.
É um outro, o novo animal que o assume, na falência de carne da cultura disforme.
Depenado de suas asas, tosquiado de seus pelos, amputado de suas patas, descamado de escamas.
Na forjadura dessa fábrica, discute de novo o risco Darwin dos primatas, refazendo sua compostura numa outra estatura, a miscigenada criação da sentidos à criatura.
Carregando em si, as conquistas e seus preços, sua lógica, sua ecologia, como um facho íntimo de seus nascituros. Projetando genética imagem naquilo que só posteriormente será conhecido como futuro.
Titãs em suas cabeças de dinossauro, restauro de uma Berlim sem seus muros. verdugo Chines entre a muralha e os musgos. Tanto é o mar e tamanha é a terra.
No entanto há outros, que têm minaretes salientes, e se explodem imolados nas causas e nas crenças.
Nada disso emperra o acuro, ou evita que se Prossiga a ejeção coronal, enquanto esse fruto é maduro.
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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
Pré Carnavalesco( perna bamba é do Samba)
Empolga às nove Fotografia o globo
Todos os blocos desfilam com a certeza,
entre as rodas o samba é o principal.
A alegria toma copo e ganha vida,entre as rodas o samba é o principal.
derramando na tristeza a pá de cal.
Muita gente se esparrama na bebida,
muitas bandas se proclamam na avenida,
fantasias dão um clima original.
Na alegria em cada corpo refletida,
muito samba, batucada e o escambau.
Multidões fazem dos blocos, correnteza.
A cidade é uma ode à beleza,
cada esquina é felicidade acesa,
todo mundo se desperta no anormal.
Os camelôs trazem suas bugigangas,
um chapel, uma rosa, umas cangas,
um repique, um surdo, um agogô.
Um trombone de vara põe o valor,
desta forma vai em frente uma charanga.
Arrastando com seus ditos de harmonia,
os sobrinhos, as sobrinhas, tios,tias,
Em sorrisos se abraçam com a orgia,
num fascínio da cultura tropical.
O astral sonoro encara as baterias,
no asfalto é dada a senha da folia,
todos buscam o calor que contagia,
pra viver um grande amor de carnaval.
Se com menos ou com mais, qualquer destreza,
nesses dias nada causa estranheza,
cinco dias de folia nacional
.
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Pontos de vista ( O olhar da carranca)
Fotografia- O Globo
Se passo pelo meu tempo,
é o meu tempo que passa por mim.
O que respiro é o invento,
que passeia no meu intento
de ser, sou meu desejo assim.
Não há nem tarde, nem cedo
na coragem dos meus medos.
Não aguardo nenhum segredo,
são eles que entre os dedos,
escorrem indo à um fim.
A cada certeza havida,
corresponde à paz de um engano.
As certezas são finitas,
até o cair do pano,
entre o ar e o trampolim.
Nas trocas do pensamento,
o que não sei é o que dita,
pois se o saber mede um tento,
a dúvida em mim levita
num rastilho passarim.
No rosto os riscos dos planos,
como evidência aflita;
Desregrados e mundanos,
serão no saldo humano,
o com que a realidade me quita.
Esse tempo que em mim deixa os danos,
também me é causa bem quista.
Discordo de falsos manos,
dos egoísmos urbanos,
nos pontos vastos de vista.
Mauro-paralerpoesiabastatercalma.blogspot.com
Se passo pelo meu tempo,
é o meu tempo que passa por mim.
O que respiro é o invento,
que passeia no meu intento
de ser, sou meu desejo assim.
Não há nem tarde, nem cedo
na coragem dos meus medos.
Não aguardo nenhum segredo,
são eles que entre os dedos,
escorrem indo à um fim.
A cada certeza havida,
corresponde à paz de um engano.
As certezas são finitas,
até o cair do pano,
entre o ar e o trampolim.
Nas trocas do pensamento,
o que não sei é o que dita,
pois se o saber mede um tento,
a dúvida em mim levita
num rastilho passarim.
No rosto os riscos dos planos,
como evidência aflita;
Desregrados e mundanos,
serão no saldo humano,
o com que a realidade me quita.
Esse tempo que em mim deixa os danos,
também me é causa bem quista.
Discordo de falsos manos,
dos egoísmos urbanos,
nos pontos vastos de vista.
Mauro-paralerpoesiabastatercalma.blogspot.com
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Tropia a calhar ( Barril Diógenes)
.
As mentes antes silentes, antes vagares,
transbordam agora em formas mais argutas.
Na política social em voga, novos obuses
compõem a causa pública em dialética.
Exigindo com essa forma, nova conduta.
Nas redes novas ideias compondo estética.
Nas nuvens há informações por mil fonéticas.
Nas ruas dos facebooks juntam milhares.
Patética a humanidade multi-eclética,
exibe nova política e nova ética.
Exigem uma existência de formas justas,
compondo em novo cenário a cidadania.
Agregam em seus protestos fúria e alegria,
redistribuem riquezas nas suas lutas.
Não mais neoliberais cantam seus louros,
vestidos com os ternos negros dos janotas.
A praça rubra das vozes abate o touro.
Sem ouro menos reluz a princesa Europa.
Um Zeus apaixonado, em porta aviões,
circula todos os mares até o final.
Esquece esse gigante em centuriões,
de ver o que se passa no seu quintal.
Enquanto aumenta a riqueza do dragão,
impondo à geopolitica, os orientais.
O mundo vê a globalizada razão,
para a ilusão financeira que se esvai.
Enquanto o dragão ruge, o leão mia.
A pedir emprestado em pires, capitais.
O touro de Wall street é vaca fria,
sem discutir seus assuntos criminais.
Nos trópicos de soja e ferro só a alegria,
engorda o antes pobre Banco Central.
Globalizada a tal da economia,
reorganiza o mundo mais plural.
Do estado carece ter mais serventia,
Para desfilar de novo no Carnaval...
paralerpoesiabastatercalma
As praças acampadas ganham seus mares
de gente protestante, da juventude.
O tempo é atuante em ocupares.
Na busca, na novidade e na atitude.
O intento muda de forma em novos lugares.
Transforma as multidões nas suas luzes.As mentes antes silentes, antes vagares,
transbordam agora em formas mais argutas.
Na política social em voga, novos obuses
compõem a causa pública em dialética.
Exigindo com essa forma, nova conduta.
Nas redes novas ideias compondo estética.
Nas nuvens há informações por mil fonéticas.
Nas ruas dos facebooks juntam milhares.
Patética a humanidade multi-eclética,
exibe nova política e nova ética.
Exigem uma existência de formas justas,
compondo em novo cenário a cidadania.
Agregam em seus protestos fúria e alegria,
redistribuem riquezas nas suas lutas.
Não mais neoliberais cantam seus louros,
vestidos com os ternos negros dos janotas.
A praça rubra das vozes abate o touro.
Sem ouro menos reluz a princesa Europa.
Um Zeus apaixonado, em porta aviões,
circula todos os mares até o final.
Esquece esse gigante em centuriões,
de ver o que se passa no seu quintal.
Enquanto aumenta a riqueza do dragão,
impondo à geopolitica, os orientais.
O mundo vê a globalizada razão,
para a ilusão financeira que se esvai.
Enquanto o dragão ruge, o leão mia.
A pedir emprestado em pires, capitais.
O touro de Wall street é vaca fria,
sem discutir seus assuntos criminais.
Nos trópicos de soja e ferro só a alegria,
engorda o antes pobre Banco Central.
Globalizada a tal da economia,
reorganiza o mundo mais plural.
Do estado carece ter mais serventia,
Para desfilar de novo no Carnaval...
paralerpoesiabastatercalma
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Nu artístico ( A puta me contou)
Fotografia: Strip or Die- Sandra Costa
.
Strip tease no arrame farpado tendo a pele por agasalho.
Diante da plateia embasbacada, muda o sorriso.
Em cada um dos lanhos gerados, em cada pequeno talho,
a cor vermelha do naipe, é a sorte em jogo no baralho,
cuja carta na mesa é peça despida do corpo no improviso.
Strip tease é uma coragem transparente desse corpo liso,
escancarando sem segredos seus detalhes, sem aviso;
Fazendo mais que ser perfórmico, por ser trabalho.
Falando mais como se arte fosse, e mostrando a vida nisso.
Falando mais como se arte fosse, e mostrando a vida nisso.
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
Pirata não bebe sopa ( Barril Diógenes)
Fotografia: O pirata- Afonso da Costa Lopes
Pirataria na Grécia
Pirataria em Roma
Pirataria na França
Pirataria na Pérsia
Piratas desde Sodoma
Pirataria avança
Pirataria Inglesa
Piratas na Amazônia
Piratas sob a mesa
Piratas na Patagônia
Pirataria na China
Piratas no Paraguai
Pirata ali na esquina
Piratas vêm de Changai
Piratas tem no Caribe
piratas tem na Somália
Piratas de black-Tie
Pirata em Maracangalha
Piratas em Varre e Sai
Pirata que usa faca
Pirata de canivete
Piratas de Web é nata
Piratas de internet
Pirata de barba rocha
Pirataria em Cancún
Pirata não bebe sopa
Pirata gosta é de Rum
mauro-paralerpoesiabastatercalma
São Sebastião do Rio( Perna bamba é do samba)
Fotografia:São Sebastião do Rio de Janeiro-João Galdenzi
O sol lá fora e o céu inteiro.
O Estácio em par no coração.
Quem tem no Santo padroeiro
O guardião do Rio de janeiro
Saúda a São Sebastião.
Oxóssi, Orixá da fartura,
sincretizando une a cultura,
fundada no Cara de Cão.
Essa cidade prazenteira,
cheia de praias pelas beiras,
florestas e a pedra do Pão.
Nos subúrbios, na baixada,
tem namorado e namorada,
e o Samba faz habitação.
Pelos botecos nas calçadas,
O churrasquinho e a gelada
lavando a comemoração.
O dia escorre em feriado.
Serpenteando a procissão
O cardeal engalanado.
O redentor sempre ao seu lado,
faz da cidade um só cordão.
No asfalto ou nas colinas,
nas casas ou nas esquinas,
o Rio é o olhar da Nação
Sebastião esse soldado,
guerreiro mor municipal,
protege do Leme ao Pontal,
do Jacaré ao Encantado.
Com o corpo assim todo flexado,
guarda o Rio em quatro lados,
prenunciando o Carnaval.
Mauro-Paralerpoesiabastatercalma.blogspot.com
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Na Boa ( O trago da seda
Fotografia: Prato do dia - Maria da C. Fernandes de oliveira
.
Meu caro amigo Carluxo
O que se leva na vida
não é o que seja ferida,
pois respira-la é um luxo.
Põe energia no empuxo
Meu caro amigo, se liga,
desfaça de suas brigas,
encha de afeto o bucho.
Vou eu dizer o que acho,
toda tristeza tem custo.
Não vá honra-la com busto.
A vida é um único facho.
Fique ligado no engajo
O sangue é único fluxo.
desdenhe-se de todo susto
Na acidez dos seus graxos.
O poema é incomplexo,
O teto não é tão baixo,
findando o verso de resto.
O amor é um doce de tacho,
Dedique-se a ele qual ducha.
Com sorriso, com esculacho.
Só assim ele te puxa,
no eixo dos seus abraços.
Não perca o tempo, esse bruxo,
porque depois não tem resto.
O mundo não tem cabresto,
nem tudo nele é honesto.
Não o tome por injusto,
Seja um feliz manifesto.
meu caro amigo oculto,
estima não tem protesto.
Mauro-paralerpoesiabastatercalma
.
Meu caro amigo Carluxo
O que se leva na vida
não é o que seja ferida,
pois respira-la é um luxo.
Põe energia no empuxo
Meu caro amigo, se liga,
desfaça de suas brigas,
encha de afeto o bucho.
Vou eu dizer o que acho,
toda tristeza tem custo.
Não vá honra-la com busto.
A vida é um único facho.
Fique ligado no engajo
O sangue é único fluxo.
desdenhe-se de todo susto
Na acidez dos seus graxos.
O poema é incomplexo,
O teto não é tão baixo,
findando o verso de resto.
O amor é um doce de tacho,
Dedique-se a ele qual ducha.
Com sorriso, com esculacho.
Só assim ele te puxa,
no eixo dos seus abraços.
Não perca o tempo, esse bruxo,
porque depois não tem resto.
O mundo não tem cabresto,
nem tudo nele é honesto.
Não o tome por injusto,
Seja um feliz manifesto.
meu caro amigo oculto,
estima não tem protesto.
Mauro-paralerpoesiabastatercalma
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
Banguelê ( Banguelê)
.
Andando pela calçada, tateando o chão com os pés
O celular me toca no bolso, seus gritos de bravura
Uns reais, umas moedas, os compromissos com a mulher
Todo abraço dado é sempre a humana mistura
Pergunta- me aonde estou, a amada criatura
Pressuponho que estou na vida, a viver o que ela é
Já fui ao inferno aonde Dante fez sua aventura
Virgílio não foi meu guia, a persistência foi mina fé
O calor tinge meu rosto nesse jogo de cintura
Se a ilusão queima à brasa, sempre um verso é mister
Onde a existência for dura, de um amargo angustura
Nos mistérios do universo, viver é um cafuné.
Quem a sua dor destila, em si cultiva clausura
O amor é voo de liga, brisa às asas do prazer
Coragem é necessária para viver essa jura
Amar precisa bravura de fato para vencer
É doce mas não é mole, conforme a rapadura
Poesia é um bom remédio, sutura no entristecer
O acaso nos torna vivos grafando a assinatura
Sendo única aventura, é boa e não tem dublê
O tempo ata o tempo, a história é atadura
Quem teme amar na vida, teme o céu sem ter porque
Aos olhos da solidão reina o comum da censura
Capoeira solta corpo, Pixinguinha Banguelê
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