Para ler poesia basta ter calma, Para ler Poesia basta ter paixão, deixe-a incidir subcutânea, trama das retinas à veia aorta para faxina do coração.
Citações
A palavra é o fio de ouro do pensamento.
SÓCRATES
quarta-feira, 7 de março de 2012
Parceira (perna bamba é do Samba)
Fotografia: Se da amada estás ausente- Luiz
Todos estão indo depressa,
onde eu vou bem devagar.
Uns têm o sorriso de fresta,
da coerência as avessas,
comum ao medo de amar.
Avesso ao gatilho da besta,
desprezo o que não presta,
pois se a vida me resta,
habita o seu olhar.
Com a virtude canhesta
exposta e manifesta,
é dessa forma modesta
que eu vivo de te amar.
.
terça-feira, 6 de março de 2012
Cefalalgia ( A olhos nus)
Fotografia: Água viva- Sátiro Sodré
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Ao conto do Bestiário de Cortazar, pode se somar um ponto; Aonde o tonto Gládio come a besta fera, criando o animal de passagem, desinibido na sua própria fertilidade de imaginação.
Apenas um comentário é pouco quanto ao lugar, a cena, o depositário desse poder, dessa magia desenfreada, desse golpe de condão.
O quanto a Cefalalgia fabrica seu machucar, trazendo nesse produto o condutor bis da emoção.
Animados ficam em par: Asas, pelos, patas, braços, bicos, escamas, fuselagens, olhos, focinhos, pelagens desejos em tramas, carinhos, valores em líquida consideração.
Atarefados de seus aprontos saem do lar. Conquistas, disputas, beijos, os arrivistas em chamas.
Nos anos do seculo XXI do chamado Jesus Cristo, logram os possuídos, por seus troféus de bravura.
O homem e o animal do homem se fundem a olhos vistos, gerando nessa atitude as agulhas da costura. Estes serão seus próprios filhos! Na continuação de um está o outro, dentro do outro, dedo do outro.
É um outro, o novo animal que o assume, na falência de carne da cultura disforme.
Depenado de suas asas, tosquiado de seus pelos, amputado de suas patas, descamado de escamas.
Na forjadura dessa fábrica, discute de novo o risco Darwin dos primatas, refazendo sua compostura numa outra estatura, a miscigenada criação da sentidos à criatura.
Carregando em si, as conquistas e seus preços, sua lógica, sua ecologia, como um facho íntimo de seus nascituros. Projetando genética imagem naquilo que só posteriormente será conhecido como futuro.
Titãs em suas cabeças de dinossauro, restauro de uma Berlim sem seus muros. verdugo Chines entre a muralha e os musgos. Tanto é o mar e tamanha é a terra.
No entanto há outros, que têm minaretes salientes, e se explodem imolados nas causas e nas crenças.
Nada disso emperra o acuro, ou evita que se Prossiga a ejeção coronal, enquanto esse fruto é maduro.
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Ao conto do Bestiário de Cortazar, pode se somar um ponto; Aonde o tonto Gládio come a besta fera, criando o animal de passagem, desinibido na sua própria fertilidade de imaginação.
Apenas um comentário é pouco quanto ao lugar, a cena, o depositário desse poder, dessa magia desenfreada, desse golpe de condão.
O quanto a Cefalalgia fabrica seu machucar, trazendo nesse produto o condutor bis da emoção.
Animados ficam em par: Asas, pelos, patas, braços, bicos, escamas, fuselagens, olhos, focinhos, pelagens desejos em tramas, carinhos, valores em líquida consideração.
Atarefados de seus aprontos saem do lar. Conquistas, disputas, beijos, os arrivistas em chamas.
Nos anos do seculo XXI do chamado Jesus Cristo, logram os possuídos, por seus troféus de bravura.
O homem e o animal do homem se fundem a olhos vistos, gerando nessa atitude as agulhas da costura. Estes serão seus próprios filhos! Na continuação de um está o outro, dentro do outro, dedo do outro.
É um outro, o novo animal que o assume, na falência de carne da cultura disforme.
Depenado de suas asas, tosquiado de seus pelos, amputado de suas patas, descamado de escamas.
Na forjadura dessa fábrica, discute de novo o risco Darwin dos primatas, refazendo sua compostura numa outra estatura, a miscigenada criação da sentidos à criatura.
Carregando em si, as conquistas e seus preços, sua lógica, sua ecologia, como um facho íntimo de seus nascituros. Projetando genética imagem naquilo que só posteriormente será conhecido como futuro.
Titãs em suas cabeças de dinossauro, restauro de uma Berlim sem seus muros. verdugo Chines entre a muralha e os musgos. Tanto é o mar e tamanha é a terra.
No entanto há outros, que têm minaretes salientes, e se explodem imolados nas causas e nas crenças.
Nada disso emperra o acuro, ou evita que se Prossiga a ejeção coronal, enquanto esse fruto é maduro.
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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
Pré Carnavalesco( perna bamba é do Samba)
Empolga às nove Fotografia o globo
Todos os blocos desfilam com a certeza,
entre as rodas o samba é o principal.
A alegria toma copo e ganha vida,entre as rodas o samba é o principal.
derramando na tristeza a pá de cal.
Muita gente se esparrama na bebida,
muitas bandas se proclamam na avenida,
fantasias dão um clima original.
Na alegria em cada corpo refletida,
muito samba, batucada e o escambau.
Multidões fazem dos blocos, correnteza.
A cidade é uma ode à beleza,
cada esquina é felicidade acesa,
todo mundo se desperta no anormal.
Os camelôs trazem suas bugigangas,
um chapel, uma rosa, umas cangas,
um repique, um surdo, um agogô.
Um trombone de vara põe o valor,
desta forma vai em frente uma charanga.
Arrastando com seus ditos de harmonia,
os sobrinhos, as sobrinhas, tios,tias,
Em sorrisos se abraçam com a orgia,
num fascínio da cultura tropical.
O astral sonoro encara as baterias,
no asfalto é dada a senha da folia,
todos buscam o calor que contagia,
pra viver um grande amor de carnaval.
Se com menos ou com mais, qualquer destreza,
nesses dias nada causa estranheza,
cinco dias de folia nacional
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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Pontos de vista ( O olhar da carranca)
Fotografia- O Globo
Se passo pelo meu tempo,
é o meu tempo que passa por mim.
O que respiro é o invento,
que passeia no meu intento
de ser, sou meu desejo assim.
Não há nem tarde, nem cedo
na coragem dos meus medos.
Não aguardo nenhum segredo,
são eles que entre os dedos,
escorrem indo à um fim.
A cada certeza havida,
corresponde à paz de um engano.
As certezas são finitas,
até o cair do pano,
entre o ar e o trampolim.
Nas trocas do pensamento,
o que não sei é o que dita,
pois se o saber mede um tento,
a dúvida em mim levita
num rastilho passarim.
No rosto os riscos dos planos,
como evidência aflita;
Desregrados e mundanos,
serão no saldo humano,
o com que a realidade me quita.
Esse tempo que em mim deixa os danos,
também me é causa bem quista.
Discordo de falsos manos,
dos egoísmos urbanos,
nos pontos vastos de vista.
Mauro-paralerpoesiabastatercalma.blogspot.com
Se passo pelo meu tempo,
é o meu tempo que passa por mim.
O que respiro é o invento,
que passeia no meu intento
de ser, sou meu desejo assim.
Não há nem tarde, nem cedo
na coragem dos meus medos.
Não aguardo nenhum segredo,
são eles que entre os dedos,
escorrem indo à um fim.
A cada certeza havida,
corresponde à paz de um engano.
As certezas são finitas,
até o cair do pano,
entre o ar e o trampolim.
Nas trocas do pensamento,
o que não sei é o que dita,
pois se o saber mede um tento,
a dúvida em mim levita
num rastilho passarim.
No rosto os riscos dos planos,
como evidência aflita;
Desregrados e mundanos,
serão no saldo humano,
o com que a realidade me quita.
Esse tempo que em mim deixa os danos,
também me é causa bem quista.
Discordo de falsos manos,
dos egoísmos urbanos,
nos pontos vastos de vista.
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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Tropia a calhar ( Barril Diógenes)
.
As mentes antes silentes, antes vagares,
transbordam agora em formas mais argutas.
Na política social em voga, novos obuses
compõem a causa pública em dialética.
Exigindo com essa forma, nova conduta.
Nas redes novas ideias compondo estética.
Nas nuvens há informações por mil fonéticas.
Nas ruas dos facebooks juntam milhares.
Patética a humanidade multi-eclética,
exibe nova política e nova ética.
Exigem uma existência de formas justas,
compondo em novo cenário a cidadania.
Agregam em seus protestos fúria e alegria,
redistribuem riquezas nas suas lutas.
Não mais neoliberais cantam seus louros,
vestidos com os ternos negros dos janotas.
A praça rubra das vozes abate o touro.
Sem ouro menos reluz a princesa Europa.
Um Zeus apaixonado, em porta aviões,
circula todos os mares até o final.
Esquece esse gigante em centuriões,
de ver o que se passa no seu quintal.
Enquanto aumenta a riqueza do dragão,
impondo à geopolitica, os orientais.
O mundo vê a globalizada razão,
para a ilusão financeira que se esvai.
Enquanto o dragão ruge, o leão mia.
A pedir emprestado em pires, capitais.
O touro de Wall street é vaca fria,
sem discutir seus assuntos criminais.
Nos trópicos de soja e ferro só a alegria,
engorda o antes pobre Banco Central.
Globalizada a tal da economia,
reorganiza o mundo mais plural.
Do estado carece ter mais serventia,
Para desfilar de novo no Carnaval...
paralerpoesiabastatercalma
As praças acampadas ganham seus mares
de gente protestante, da juventude.
O tempo é atuante em ocupares.
Na busca, na novidade e na atitude.
O intento muda de forma em novos lugares.
Transforma as multidões nas suas luzes.As mentes antes silentes, antes vagares,
transbordam agora em formas mais argutas.
Na política social em voga, novos obuses
compõem a causa pública em dialética.
Exigindo com essa forma, nova conduta.
Nas redes novas ideias compondo estética.
Nas nuvens há informações por mil fonéticas.
Nas ruas dos facebooks juntam milhares.
Patética a humanidade multi-eclética,
exibe nova política e nova ética.
Exigem uma existência de formas justas,
compondo em novo cenário a cidadania.
Agregam em seus protestos fúria e alegria,
redistribuem riquezas nas suas lutas.
Não mais neoliberais cantam seus louros,
vestidos com os ternos negros dos janotas.
A praça rubra das vozes abate o touro.
Sem ouro menos reluz a princesa Europa.
Um Zeus apaixonado, em porta aviões,
circula todos os mares até o final.
Esquece esse gigante em centuriões,
de ver o que se passa no seu quintal.
Enquanto aumenta a riqueza do dragão,
impondo à geopolitica, os orientais.
O mundo vê a globalizada razão,
para a ilusão financeira que se esvai.
Enquanto o dragão ruge, o leão mia.
A pedir emprestado em pires, capitais.
O touro de Wall street é vaca fria,
sem discutir seus assuntos criminais.
Nos trópicos de soja e ferro só a alegria,
engorda o antes pobre Banco Central.
Globalizada a tal da economia,
reorganiza o mundo mais plural.
Do estado carece ter mais serventia,
Para desfilar de novo no Carnaval...
paralerpoesiabastatercalma
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Nu artístico ( A puta me contou)
Fotografia: Strip or Die- Sandra Costa
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Strip tease no arrame farpado tendo a pele por agasalho.
Diante da plateia embasbacada, muda o sorriso.
Em cada um dos lanhos gerados, em cada pequeno talho,
a cor vermelha do naipe, é a sorte em jogo no baralho,
cuja carta na mesa é peça despida do corpo no improviso.
Strip tease é uma coragem transparente desse corpo liso,
escancarando sem segredos seus detalhes, sem aviso;
Fazendo mais que ser perfórmico, por ser trabalho.
Falando mais como se arte fosse, e mostrando a vida nisso.
Falando mais como se arte fosse, e mostrando a vida nisso.
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
Pirata não bebe sopa ( Barril Diógenes)
Fotografia: O pirata- Afonso da Costa Lopes
Pirataria na Grécia
Pirataria em Roma
Pirataria na França
Pirataria na Pérsia
Piratas desde Sodoma
Pirataria avança
Pirataria Inglesa
Piratas na Amazônia
Piratas sob a mesa
Piratas na Patagônia
Pirataria na China
Piratas no Paraguai
Pirata ali na esquina
Piratas vêm de Changai
Piratas tem no Caribe
piratas tem na Somália
Piratas de black-Tie
Pirata em Maracangalha
Piratas em Varre e Sai
Pirata que usa faca
Pirata de canivete
Piratas de Web é nata
Piratas de internet
Pirata de barba rocha
Pirataria em Cancún
Pirata não bebe sopa
Pirata gosta é de Rum
mauro-paralerpoesiabastatercalma
São Sebastião do Rio( Perna bamba é do samba)
Fotografia:São Sebastião do Rio de Janeiro-João Galdenzi
O sol lá fora e o céu inteiro.
O Estácio em par no coração.
Quem tem no Santo padroeiro
O guardião do Rio de janeiro
Saúda a São Sebastião.
Oxóssi, Orixá da fartura,
sincretizando une a cultura,
fundada no Cara de Cão.
Essa cidade prazenteira,
cheia de praias pelas beiras,
florestas e a pedra do Pão.
Nos subúrbios, na baixada,
tem namorado e namorada,
e o Samba faz habitação.
Pelos botecos nas calçadas,
O churrasquinho e a gelada
lavando a comemoração.
O dia escorre em feriado.
Serpenteando a procissão
O cardeal engalanado.
O redentor sempre ao seu lado,
faz da cidade um só cordão.
No asfalto ou nas colinas,
nas casas ou nas esquinas,
o Rio é o olhar da Nação
Sebastião esse soldado,
guerreiro mor municipal,
protege do Leme ao Pontal,
do Jacaré ao Encantado.
Com o corpo assim todo flexado,
guarda o Rio em quatro lados,
prenunciando o Carnaval.
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quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Na Boa ( O trago da seda
Fotografia: Prato do dia - Maria da C. Fernandes de oliveira
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Meu caro amigo Carluxo
O que se leva na vida
não é o que seja ferida,
pois respira-la é um luxo.
Põe energia no empuxo
Meu caro amigo, se liga,
desfaça de suas brigas,
encha de afeto o bucho.
Vou eu dizer o que acho,
toda tristeza tem custo.
Não vá honra-la com busto.
A vida é um único facho.
Fique ligado no engajo
O sangue é único fluxo.
desdenhe-se de todo susto
Na acidez dos seus graxos.
O poema é incomplexo,
O teto não é tão baixo,
findando o verso de resto.
O amor é um doce de tacho,
Dedique-se a ele qual ducha.
Com sorriso, com esculacho.
Só assim ele te puxa,
no eixo dos seus abraços.
Não perca o tempo, esse bruxo,
porque depois não tem resto.
O mundo não tem cabresto,
nem tudo nele é honesto.
Não o tome por injusto,
Seja um feliz manifesto.
meu caro amigo oculto,
estima não tem protesto.
Mauro-paralerpoesiabastatercalma
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Meu caro amigo Carluxo
O que se leva na vida
não é o que seja ferida,
pois respira-la é um luxo.
Põe energia no empuxo
Meu caro amigo, se liga,
desfaça de suas brigas,
encha de afeto o bucho.
Vou eu dizer o que acho,
toda tristeza tem custo.
Não vá honra-la com busto.
A vida é um único facho.
Fique ligado no engajo
O sangue é único fluxo.
desdenhe-se de todo susto
Na acidez dos seus graxos.
O poema é incomplexo,
O teto não é tão baixo,
findando o verso de resto.
O amor é um doce de tacho,
Dedique-se a ele qual ducha.
Com sorriso, com esculacho.
Só assim ele te puxa,
no eixo dos seus abraços.
Não perca o tempo, esse bruxo,
porque depois não tem resto.
O mundo não tem cabresto,
nem tudo nele é honesto.
Não o tome por injusto,
Seja um feliz manifesto.
meu caro amigo oculto,
estima não tem protesto.
Mauro-paralerpoesiabastatercalma
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
Banguelê ( Banguelê)
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Andando pela calçada, tateando o chão com os pés
O celular me toca no bolso, seus gritos de bravura
Uns reais, umas moedas, os compromissos com a mulher
Todo abraço dado é sempre a humana mistura
Pergunta- me aonde estou, a amada criatura
Pressuponho que estou na vida, a viver o que ela é
Já fui ao inferno aonde Dante fez sua aventura
Virgílio não foi meu guia, a persistência foi mina fé
O calor tinge meu rosto nesse jogo de cintura
Se a ilusão queima à brasa, sempre um verso é mister
Onde a existência for dura, de um amargo angustura
Nos mistérios do universo, viver é um cafuné.
Quem a sua dor destila, em si cultiva clausura
O amor é voo de liga, brisa às asas do prazer
Coragem é necessária para viver essa jura
Amar precisa bravura de fato para vencer
É doce mas não é mole, conforme a rapadura
Poesia é um bom remédio, sutura no entristecer
O acaso nos torna vivos grafando a assinatura
Sendo única aventura, é boa e não tem dublê
O tempo ata o tempo, a história é atadura
Quem teme amar na vida, teme o céu sem ter porque
Aos olhos da solidão reina o comum da censura
Capoeira solta corpo, Pixinguinha Banguelê
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domingo, 8 de janeiro de 2012
O emergente e a emergência ( Barril Diógenes)
-Luiz Alberto de A. Freitas
-Todo ano a mesma coisa indelicada.
Sobem rios e caem chuvas no verão.
As tragedias se repetem, e sempre nada
se dedica em buscar a solução.
Quando os rios saem de suas beiradas,
invadindo um pacato cidadão.
Sempre aonde a pobreza instalada,
faz morada de última opção,
todo ano a agua vem sempre molhada,
tão certo como dois e dois são quatro.
Solução sempre e sempre é adiada,
deixando essa gente num hiato.
Substrato de uma tal grande Nação.
Obras são sempre tal, inacabadas.
Os rios perdem os cílios sem visão.
Ribeirinhos têm a vida devastada
num flagelo de auto repetição.
Choram perdas de vidas atordoadas.
Como escória ou subclasse em solidão.
Esse "PIB" de riqueza propalada,
encantada mais parece uma ilusão.
Concentrado dessa forma tão malvada,
entropia é uma desordem instalada,
escondendo uma outra ordem no colchão.
Se dizendo uma Terra de emergentes,
caricatos em seus maus deslizamentos,
porque deixam repetir esses momentos,
dessa forma infeliz e displicente ?
Porque não se age responsavelmente?
Porque tanto se subtrai solução.
No descaso corrupto de indolentes,
somem verbas como passe de condão
Quando sabem que essa verba é dessa gente,
Quando sabem que é essa gente a Nação.
Cidadania é a forma exigente
de cobrar outra atitude da União.
Mauro-paralerpoesiabastatercalma.blogspot.com
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quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Disrupção ( Barril Diógenes)
Fotografia: Disrupção do passado- Domingos Pinho
.Se a matemática é a publicidade da economia neoliberal, no Brasil, o monetarismo ortodoxo é sua marchinha de Carnaval.
Mas, sendo inábeis diante dos exércitos da cidadania, são contábeis, ficam imóveis, a se esconder nas tramas vivas dessa alegria Patrimonial.
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terça-feira, 3 de janeiro de 2012
Ferias ( O analfabeto poético)
Nas terras por onde desce o rio Tejo,
da língua que herdamos de Camões.
Calipígios portugueses oferecem,
à visita habitude em privilégio.
Bagaceira aveludada sem limões,
sob o câmbio favorável dos centavos,
ombreando por ser par, dois corações,
pois espero, o meu amigo acompanhado.
Por amor que lhe motive as razões,
com as bençãos do poeta José Régio.
Privilégio estar entre os aldeões
que produzem um tal vinho tão sobejo.
Esbanjando o bacalhau entre glutões,
depois disso, na amada cabe um beijo.
E no desejo a mais feliz das uniões.
Embalados pela uva Trincadeira,
sob o cantos destemido de um fado,
façam jus melhor dessa brincadeira.
Esbaldando nesses merecidos fatos.
Foi ao fim, amigo meu, Luiz Gustavo.
Ousou tempo com um prazer sem recato
Bebeu um gole em Vila nova de Gaia
Espero eu que essa coisa bem te caia,
para melhor cuidar de tanto agravo.
Fez um tour pelas adegas também.
Com umas ginjas e o bom serra D'estrela
Foi ao tombo, lá na torre de Belém.
Depois disso foi ver casa de Pessoa.
Se curtas foram ferias, bom vive-las
em tudo que te seja coisa boa.
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quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Fita de chegada & tiro de largada
Fotografia: A caminho do ano novo- Marina Aguiar
-
Rei morto! Rei posto, assim vem mais um ano de novo.
Novo Corso, novo rosto, novo projeto de felicidade.
A festa sempre é bem vinda, reflete a nossa vontade
Todos nossos desejos se façam reais de verdade.
Também a prosperidade invada as instâncias do povo.
Esperamos que um ano par una mais gente em par.
Desejos se realizem no que o amor se reparta,
dando a todos refúgio nos princípios mais dignos.
Assim nos protegendo dos tais políticos malignos,
desejamos aos juízes uma opção mais sensata.
Que a riqueza se divida não só com a mesma nata.
A saúde seja boa e se mantenha no rítimo.
Alegrias à vontade para todos sem aparte.
A paz seja tamanha que já não se faça alarde,
Toda ira se desfaça em atitude pacata.
Fartura seja comum a todos em mais prodígio.
Unidos, seja menor todo e qualquer litígio.
Utopias se realizem como maior fortuna.
Bons ventos soprem, conduzindo a nova escuna.
O novo ano se passe juntando novos amigos.
Os fogos de artifício explodem ao que saia,
ocupando seu espaço na fileira da história,
ele ganha seu lugar nas cadeiras da memória.
Luzes dão boas vindas à essa nova trajetória.
O novo já se prepara para ocupar sua praia.
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Rei morto! Rei posto, assim vem mais um ano de novo.
Novo Corso, novo rosto, novo projeto de felicidade.
A festa sempre é bem vinda, reflete a nossa vontade
Todos nossos desejos se façam reais de verdade.
Também a prosperidade invada as instâncias do povo.
Esperamos que um ano par una mais gente em par.
Desejos se realizem no que o amor se reparta,
dando a todos refúgio nos princípios mais dignos.
Assim nos protegendo dos tais políticos malignos,
desejamos aos juízes uma opção mais sensata.
Que a riqueza se divida não só com a mesma nata.
A saúde seja boa e se mantenha no rítimo.
Alegrias à vontade para todos sem aparte.
A paz seja tamanha que já não se faça alarde,
Toda ira se desfaça em atitude pacata.
Fartura seja comum a todos em mais prodígio.
Unidos, seja menor todo e qualquer litígio.
Utopias se realizem como maior fortuna.
Bons ventos soprem, conduzindo a nova escuna.
O novo ano se passe juntando novos amigos.
Os fogos de artifício explodem ao que saia,
ocupando seu espaço na fileira da história,
ele ganha seu lugar nas cadeiras da memória.
Luzes dão boas vindas à essa nova trajetória.
O novo já se prepara para ocupar sua praia.
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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
Feliz Natal ( Olhos nus)
Fotografia : Antônio Manuel P. da Silva
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O mundo é melhor em todo lugar,
aonde ser feliz seja algo simples,
comum como o jeito de um olhar
qualquer, que se ensaia e vá ao outro
A Terra é pequena, o resto é só mar,
melhor que todos dela participem.
Façamos melhor pelo nosso lar
Pode mais quem faça o seu pouco
O dia que nasce, repete o Natal
Nos comerciais uma ode ao templo
Nos shoppings o múltiplo comemorar
Solídariedade é só um cabelo ao vento
Se hoje é Natal em Belém do Pará
Também é Natal em Paracambí
É Natal em Darfur, no Jardim de Alá,
E no que sobrou dentro do Haití
O Natal independe de consumação
É a paz, é Shalon, é Salamalek
O abraço comum é a fé Oxalá
Humanando as raças formadas no leque
A paz irmanada em qualquer cultura
faz maior o homem, é transnacional
Unindo nesse dia em terna aventura
os braços de todos num feliz Natal
.
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O mundo é melhor em todo lugar,
aonde ser feliz seja algo simples,
comum como o jeito de um olhar
qualquer, que se ensaia e vá ao outro
A Terra é pequena, o resto é só mar,
melhor que todos dela participem.
Façamos melhor pelo nosso lar
Pode mais quem faça o seu pouco
O dia que nasce, repete o Natal
Nos comerciais uma ode ao templo
Nos shoppings o múltiplo comemorar
Solídariedade é só um cabelo ao vento
Se hoje é Natal em Belém do Pará
Também é Natal em Paracambí
É Natal em Darfur, no Jardim de Alá,
E no que sobrou dentro do Haití
O Natal independe de consumação
É a paz, é Shalon, é Salamalek
O abraço comum é a fé Oxalá
Humanando as raças formadas no leque
A paz irmanada em qualquer cultura
faz maior o homem, é transnacional
Unindo nesse dia em terna aventura
os braços de todos num feliz Natal
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quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Carta solidária ( O trago da seda)
Meu Deus nas núvens
Meu amor na rede
Numa brisa
Contemporânea
a solidariedade
Se avisa
Comum
à água de todos
Se há vida
a oportunidade
preconiza
a mesma sede
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sábado, 17 de dezembro de 2011
Via superior(Perna bamba é do samba)
_Aí Cabral!
Não o pai, mas o filho.
Tudo bem?
Pega o trem
da Central!
Pega, vem!
Vem no Rusch pros trilhos.
A Marechal!
Vem comigo.
Vai ser legal,
vem amigo.
_Aí Cabral!
Vai rolar alegria,
Supervia?
Nem liga!
Assovia!
É! Na moral!
Que que tem?
Contagia a moçada!
Eu não tô fazendo nada,
Você também!
Na Geral?
Vem Cabral!
Vem pra ver que bonito!
Tanta gente!
É tão quente.
caminhar nos dormentes.
Nem parece um conflito.
Marginal?
Irmão, não tem perigo.
Lotação sem castigo!
Vem curtir o apito!
Nada mal,
natural!
Vem Cabral!
Vem meu bem!!
mauro-paralerpoesiabastatercalma.blogspot.com
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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
No vão da escada ( A olhos nus)
Nada vai mudar o passado,
plano pleno da memória,
guarda móveis da história,
seja no certo ou no errado.
Nem tudo é dom do agrado,
também há aventura inglória,
de fato não persecutória,
mesmo estando ao lado.
O tempo transforma a gente,
mas deixa como num cercado,
o que se passou guardado.
Como fato recorrente,
como lembrança candente,
mantendo uma vida quente,
comum de um caso contado.
Lembrança é uma corrente
nos pés do tempo amarrada.
Por mais que o tempo ande,
pois tempo não para em nada,
a memória é um elefante
sentado no vão da escada.
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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
Alecrim ( Beco da fome)
O poeta de carne e de ossos passou por mim.
Sem contato, sem barulhos, sem conversa palavra.
Andava atento à gôndola do mercado aonde estava.
Aparentemente procurava o arroz, ou algo assim.
O poeta, apenas homem, queria ser alimentado.
O poeta, apenas homem, apenas estava ao lado.
O poeta, apenas homem, parecia um poema calado.
Com o tempo parece que agregou poemas ao corpo.
Com a idade, poeta e poema quase se confundem num todo.
Mais que poema, o poeta precisa comer por ser animado.
Mas se o poeta não é um poema, parece dele revestido,
pois ao se ver o poeta, é o poema concreto que faz sentido.
O poeta magro e calado, tem o tempo de vida no corpo grafado,
O poema está nessa pele, nesses ossos, de carne já seca do sol do tempo.
O poeta é presente nos versos, hoje dele exalados do passado.
Com eles atravessa a rua e sai, com um ar de preocupação.
Será um poema que o aflige? O poeta sera ele mesmo ou não?
Nessa hora não é fome de sígnos que conta, é fome de feijão.
Mas quando se olha para o homem, os versos aparecem nele enfim, seu corpo ali ao lado é cheio de presença e de significado; Posto que o poeta, com sua fome, talvez os procure entre os temperos. Não uma rima certa fechada ou aberta, mas apenas o perfume ou alecrim.
Talvez o poeta com sua fome apenas, aplaque o espanto
do que a vida exige, por se mover por tempo quanto.
Só, o homem não tem os versos que ao poeta são dados tantos.
No entanto o poeta some, escorrendo no homem de cabelos brancos, no intento o poeta transborda com a face vincada de poemas, seu manto.
Nessa hora o poeta é só, o homem é só o que procura, o de comer no seu canto.
Nessa hora é a simplicidade da vida que se transmite em seu encanto.
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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Viva ( Olhos nus)
Um ano de novo te abraça
como quem chega recente.
nova idade em nova graça.
O tempo renova a gente.
Em cada aniversário
O tempo é um senhor exigente,
que em ti resplandece ao contrário,
de um jeito que a gente nem sente.
Teu corpo é o meu aonde.
Teus lábios são bordas de taça.
Como os sorrisos que não escondes,
quando essa conquista nos laça.
Os amigos, num alarde
se juntam comuns, são parte,
participando como encarte
da vida que é a tua arte.
A felicidades que abraças
num existir sempre quente
faz que o nosso amor como brasa
queime quase eternamente.
Comemoramos o teu dia,
comemoramos a ti,
A toda tua poesia,
desse novo ano a vir.
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