Citações

A palavra é o fio de ouro do pensamento.


SÓCRATES

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Hálito verbo ( O analfabeto poético)


Fotografia: Azaléia Vermelha para dar cor ao seu dia- Simone
Sobre as tulipas e as rosas
Os Antúrios e as gloriosas
Suponho antigas prosas
Gravatas e Helicônias
Sobre essas prosas ricas
Como antigos relicários
busco a palavra errónea
A que anda, vai, que não fica

Gravada nos dicionários
A palavra é o que nos entrosa
Ventosa colada à vida
Significando coisas.
Com jeito de roupa nova.
Dando signo na loisa.
Faz posse de venenosa,
zelosa ou sem vergonha.
Na boca humana é mucosa

Íris, lxias, Begonias,
Celósias ou Cerejeiras
Palavras têm um perfume
Naquilo a que são propícias.
Naquilo que as posiciona.
Sonoras  impuras delícias,
informação mais ligeira.
Em uma forma de lume
vestem os fatos, trepadeiras.

Quando uma é encoberta na lona,
ou quando nos abandona,
vem outra aonde a uma estava.
A língua sempre funciona.
Até o silêncio é palavra.
Somando no seu volume
Mais solta em outra maneira.
Trafega nossos costumes,
Traduz a pessoa inteira

sábado, 24 de setembro de 2011

Vida que segue ( O trago da seda)

Fotografia: A vida segue no trilho- Marcel Carrasco

Sem pressa, sem pressa, sigo como um adágio.
Às vezes certas notícias, no erro, saem às tortas.
Zé Maria só queria, mas não me bateu as botas.
Quem não sabe, não o siga, obterá o contágio.
Aos amigos e amigas, estou viva e não sou plágio.

Se quer me encontrar, me liga, sendo ou não a cobrar.
Eu continuo querida e estou no mesmo lugar.
Tenho contrato com a vida e não mudei o estágio.
De sorte que dessa intriga dispenso todo o apanágio.
Sinto o perfume das noites, das estações e do mar.

Esse recado anotem, é anúncio de ocasião.
Se alguém insiste em matar-me, ainda não tem razão.
Estou mesmo muito viva, desmentindo os contrários.
Então ficamos assim, sem mais ou tais comentários.
A todos um abraço forte e um beijo no coração.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Passo a Passo ( O olhar da carranca)

Fotografia: Qual Picasso II_ Silvério Santos

Depois de tudo, a vida está diluída na força. O  desejo da vida é viver.
Os projetos surdos edificaram os caminhos vazios que queriam.
Cada passo conquistado deve ao custo de quebrar a próxima lenda.
Cada caminho feito é outra ultrapassagem estreita, de outra e outra fenda, por onde eu haveria de resistir ao absurdo, é o que difere o único no jeito de ser. Nada poderia ser perdido nesse custo que me compôs, ao fazer-me homem.
Tanto no rosto quanto no gosto, trago  resistência na argamassa de ontem.
Hoje já sou mais e sou  também nada, em tudo vivo até aqui; Sou e me faço inteiro, integro e ímpar aos pares da (a)normalidade ignara.
Minha dignidade se fabricou à força e ao largo do tempo, mesmo que alguns não o  notem num olhar.
Não há nenhuma alegria que não pague, de alguma qualquer outra maneira, à tristeza, algum tributo a valer. _Já o disse o padre Antônio Vieira.
Não há na mágoa nenhuma amnésia dessa alegria, mesmo a  mais ligeira.
Esse é o meu tempo contado, esse é meu rumo, e esse é o meu mote.
Todos tentam o melhor com os recursos que podem, ou mais além. É o quantum disso que me comove na arquitetura humana do prazer.
Quantos homens fui, ou sou, ou serei para alem do que de mim sei, para alem do alheio.O outro olhar, do outro, se me é quem a mais ver.
.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Carne de pescoço ( Banguelê)

Fotografia: Verás que um filho teu não foge à luta - Roberto Cunha
Essa rima pode não ter a sina nobre,
mas se quer que o povo cobre
atitude ou solução.
Esse povo que é de maioria pobre,
leva a vida sem que sobre,
não quer mais corrupção.

Ninguém pode em estado paralítico,
nesse tão momento crítico,
ver sair pelo ladrão.
Tudo aquilo que amealham com impostos,
o que é meu, é seu, é nosso,
nas asas de um avião.

Empreiteiros têm adendo no contrato,
numa falta de recato,
político é regatão.
CGU tem que olhar para esses fatos,
mostrar limpos esses pratos,
por as culpas na prisão.

Quem roubou  no silêncio vídeo é bis,
tal pai tal filha Roriz,
o fez sem sentir remorso.
Já é hora de fazer uma faxina,
vamos todos para esquinas,
a resolver esse troço.

Dona Dilma por quem mantemos estima,
tem que agir mais as meninas,
sem ser apenas verniz.
Inativo o congresso é um infeliz,
desde os tempos do Assis,
essa carne é de pescoço.

domingo, 11 de setembro de 2011

Concórdia ( Barril Diógenes)

Fotografia- O Globo
Daquele momento de intolerância eu ainda me lembro.
Os povos se estranham únicos na epiderme da Géia.
São nomes da Euro, Américo, Indo, Ásio, Afro colmeia.
Tensão em explosivo terror  de outro negro Setembro.
A história tem fogo, tem ferro, e tem rosto feroz de alcateia.
O homem é o lobo do homem e o teme manembro.
A desigualdade divide os custos entre todos os seus membros.
O choro escorre nas águas do Marco Zero diante plateia.
A dor tem na guerra a cor de maior tom agora.
A dignidade é dispare nos povos e nas suas tantas crenças.
Primavera do mundo se quer, e toda língua sem avença
cria traumas, custa vidas, faz feridas em quem chora.
Quem não sabe conviver com os seus aflora diferenças.
No memorial das lembranças o ódio emoldura a história.
Aonde a guerra é a conquista unipolar do que seria a glória,
caem torres de impérios em mistérios de qualquer endoença.
Lado a lado se vêm as vitimas das vitimas das vítimas,
consolados por princípios éticos em crua disparidade.
Cantam hinos em Manhattan e outras mais tantas cidades.
Como é trágico o embate de fogo eterno das ilegitimidades.
A nuvem e a fumaça mata gente inocente nessa insanidade.
A memória mundial de onze de Setembro é terna e crítica,
Para quem quer no mundo o melhor dessa tal geopolítica.
É tempo de pensar na busca da paz com credibilidade.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Vacas sagradas ( Banguelê)

Fotografia: Vaca do mar - F.Tavares

Como não prometi nada,
até aqui o que fiz é lucro.
Isso é coisa de maluco,
política é uma escada.
Sai noite vem madrugada,
o tempo é pavio curto.
Vocês querem marmelada?
Goiabada? Ou gelo enxuto?
Quanto mais fico calado,
esse é o tanto que eu escuto.
Ouvidos absolutos
fazem da vida o reparo.
Não que eu queira ser arguto
em tudo que esta errado.
Um tal de deixa que eu chuto,
sem tributo e sem passado.
No aço frio da faca
esse poema está doido.
O congresso é valhacoito,
um brejo cheio de vacas.
Corrupto lá tem acoito,
onde molha o seu biscoito,
faz o eleitor de babaca.





segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Desenho universal ( O olhar da carranca)

Fotografia- Torcida organizada-Edmar Melo

O que existe dentro do silêncio não fica calado.
Os olhos fechados avistam a paisagem interna.
Conhecer a si mesmo é ascender suas  lanternas,
iluminando, também, quem está posto ao seu  lado.
O mundo acolhe o dentro altaneiro ou agachado.
Na coragem ou no medo, a realidade é externa.
Compondo dúbio enredo no segredo da caverna.
uns apreendem mais cedo outros são mais acanhados.

A vida abre os lajedos 
nesse mundo azul esfera.
Tem gente que é mentira,
tem gente que é à vera.
Tem gente cega sem mira,
tem gente que mira e erra.
Enquanto há quem delira,
há quem põe os pés na terra.
O ar da vida é levedo
para quem o respira ledo
Eu venho de terras férreas
Dos vivos não trago medo
Meu rio é Paraopeba
Não tenho muitos segredos
nem vivo cagando regras
Não gosto de acordar cedo
e bom cabrito não berra
Evito os arremedos
O amor não é um brinquedo
quem o alcança nunca espera


Planta baixa da inveja ( O olhar da carranca)

Fotografia: Inveja- Dr. Voyour

Você é o que você diz
quando vê alguém feliz?
Qual a sua graça
quando um amor se abraça?
Seu juízo você o tem
diante do sorriso de alguém?
Você é o que se faz
diante de quem está em paz.

O que te contagia é a afronta
na alegria que em outros é pronta?
O que é mesmo que te arde
diante de tamanha tranquilidade?
Como é essa a sua certeza
distante da simples beleza?
Com ela é que você se guia
ao observar a harmonia.

Também é como você lida
com as pessoas queridas?
O que define a arquitetura
de tamanha caricatura?

Na fé você é só isso,
Isso é o que será.
Sendo o que é,
vivendo é só.
Simplismente
 tão somente  
Design em pó.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Dia a dia ( analfabeto poético)

Fotografia: O sol na palma da minha mão- Dark Angell

A tarde alarde o sol na pele despida dos dias.
Tem sobre a face de gente fútil a queimadura
de uma vida fria, inútil, apenas triste e obscura.
Sobre todas as outras irradia plural sua Poesia.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Isso não é coisa de gente ( Barril Diógenes)

Fotografia_ A bosta- André Navega
 

Quem não tem amor tem soluções inexpressivas.
Não vale a razão de ter calor na própria vida.
A sobra é solidão por servidão nessa enxerida.
Pobre de intenção porque não sabe ser querida.
Sombra em escuridão é a construção de toda intriga.
Quem não tem amor, não tem sabor, é ressequida.
Vai viver na dor de ser mentora de feridas
Se não tem sabor, não tem memória de comida.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Signo ( Olhos nus)

Fotografia: Cada palavra...- Hugo
Nenhuma palavra é linda,
nenhuma palavra é feia.
No que lhe corre na veia,
a palavra é só vizinha.
A veia da escrita é a linha
da boca, a palavra é bateia
dos sentidos que encadeia,
da coisa que ela ilumina

Uma da outra é alheia,
ao que mesmo se destina.
Naquilo que uma é capeia,
a outra faz corpo com rima.
No que contem de candeia,
combustão ou gasolina,
palavra acende centelha
na coisa que a contamina.

Tem palavra que é enigma,
tem palavra que tateia.
Palavra boa é endorfina,
na outra que nos chateia.
A palavra é adrenalina,
naquilo a que ela nomeia.
O olhar das duas meninas
dão nome, como quem reina.

palavra muda e faz clima.
Retransmissão de correia.
Por umas se tem estima,
por outras se incendeia.
Babel no ar descortina
o ferrão e o mel de abelha.
Sendo exo-endogenía,
no nome a coisa se ajeita.

Quando uma finda vazia,
uma outra vem nova e cheia,
sem ser feia nem bonita.
Palavra é a humana liga
do pensamento da aldeia.
A sonoridade  é aflita
daquilo que nela habita,
de uma forma imperfeita.









segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Segue o Baile (O olhar da carranca)

                                Fotografia: Corpos de Baile: Batata

 .
O quanto nos passa, mais custos provem a propósito a vida.
Mais a história invade os nossos ossos com seu ofício de carne,
mais o tempo se apropria do nosso peito de guardar os afetos,
e ainda mais nos arde a tarde no calor alheio  de outros tantos olhos.
Quando o custo da existência reside no que houver a mais de próximo, o desejo finca solerte sua cunha de sonhos, sobre tudo que está em nós, e seguimos.
As diferenças nos dividem em  únicos e indivíduos, públicos e solidários, antes e após.
Numa solidão dos tais fatos, somos como pequenas peças de quebra cabeças.

A vida se compõe dos riscos fáceis nos cadastros das nossas conjecturas, amarrados nos feixes conseguidos das nossas relações mais íntimas. Assim nos forjamos como criaturas que a realidade deforma com o passar tempo.
Entre o livre arbítrio que temos, e os outros, nós nos  construímos de fatos.
Entre um fato e outro seguimos edificando resistências, são dignidades.
Entre um fato e outro perdemos ilusões, como despojos de nossa passagem.
Entre um fato e outro cosemos história, com as linhas resistentes do possível.
Entre um fato e outro irrigamos o tempo, com o sangue quente da felicidade.
.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Ciranda afetiva ( O trago da seda)

Fotografia:Amar: Daniel Costa Lourenço
Ninguém falou que seria fácil,
buscar no outro o seu proprio ser.
Bem lá no fundo do que é portátil
no afeto tátil de homem e mulher.
O afeto é íntimo, tem o corpo frágil,
qualquer palavra é sua contra fé.
Pode ser dita a ferir com os lábios,
ou ser ouvida como bem se quer.
Mas é do amor se mover versátil,
pois é assim mesmo o que ele é.
dele não se deve ser nada retrátil.
Vale a pena o viver como ele vier.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

112 Senhor Borges ( Olhos nus)

Fotografia: Borges: Idelber Avelar
Os olhos do senhor Borges
são ávidos do surreal.
Centenários, delirantes,
sementes do universal.
Nos papeis do seu alforje
trazem sempre o instigante
olhar de um navegante,
ocidente do mar austral.

Se os caminhos são morte longe,
os sonhos mais provocantes
estão ao alcance do instante
do que um livro tem de real.
O tempo é um caborje
onde o que é importante
é ser o seu comandante
manipulando o sextante
do início até o final
-

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

É só ( A puta me contou)

Fotografia: Solidão- Sérgio Boeira
Tem que ter disposição,
ter fogo para esquentar,
compartilhar coração,
e uma pegada ímpar.
O amor não é confusão,
é pra quem sabe se dar.
Ter medo dele é questão
pra solidão se instalar.

Quem quiser esse valor,
tem que saber conquistar.
Ele é sem cheiro e sem cor,
cresce em tamanho solar.
Tem peito de remador,
também tem dor de chorar.
Quem prova dele o sabor,
jamais o esquecerá.

O amor é mais que a paixão,
é correnteza no mar.
Quando encontra o perdão
no átrio auricular,
tem peso de algodão,
tônus e ação muscular.
No outro encontra a razão,
para querer se entregar.

Mas quem diz sempre que não,
terá tristeza no olhar,
ao não se dar permissão
pro coração funcionar.
Vai encontrar solução
na mesa de qualquer bar,
onde afogar a vasão
da falta de enamorar.



Hora do Pó ( Olhos nus)

Fotografia: Madeira aluvião; Rod Costa

Depois da esfera da arte nata que há em nós,
sobrou a fala que parte dos tranquilos medalhões.
cuja vida, metade, se esfoliou sem mais após,
outra metade, senil, se dedica a ser menos veloz,
fato que a natureza guia sem mais nos dar explicações.
A poesia e a palavra se divorciaram e agora vivem sós.
A ideia que mereça raciocínio tem o peso dos sermões.
Só o marketing define a arte, e é dela mesma seu algoz.
Rápida a inércia dourada da crítica marca sua posição,
definindo o que vale a pena ser ao fim o som da bela voz.
Nessa feira tão fugaz os cegos são os mágicos de Oz.
de maneira que talvez a massa, nisso tudo, seja pó aluvião.




quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Ressaca ( Banguelê)


Fotografia_ Vinho_ Jorge Simão Meira

O sorriso banhado a álcool tem segredos,
como cebola descascada, é escamadiço.
Liberta a natureza matriz dos homens
em poliedro cheio de luzes de brinquedo.
Foca hoje as lembranças, devoradas ontem.
Endorfina em dose cheia aos goles da alegria.
O sorriso desfaz tramas, afastando os medos.
lúdico,lírico e veio de outras mil magias.

É um sorriso feito em face dos vinhedos,
fermentado em barris de uva tardia.
Tem nos dentes xistos dos rochedos,
vem no jeito e na cor da ventania.
O Deus Baco apoia o céu com os dedos,
aonde amigos trazem serventia.
Mas,  volátil, acaba bem mais cedo;
E a ressaca é da melancolia..

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Reza forte ( Banguelê)

Fotografia_ São Jorge e o dragão_Filomena Manuela C. F. Teixeira.
.
Jorge, o santo guerreiro, hoje me guarda em sua altura,
nas rédeas do meu caminho de homem brasileiro.
Sem os determinismos do domínio do dinheiro,
põe sobre seu cavalo o ser, a sabedoria, a cura.
Com a lança da busca, que venha a maior ternura,
por onde meus pés procurem  caminhos mais inteiros.

Jorge me liberta sempre do meu único cativeiro,
quando parte as grades da melancolia com bravura.
Conduzindo de novo a mina vida à sua aventura,
fonte cristalina da diguinidade em águas mais puras,
cujo domínio com a coragem busco o paradeiro.

Quando tudo escurece, a ele acima me dirijo sempre.
Quando a paz me esquece, dela quero ser merecedor.
Quando minha amada vai embora deixa em mim a flor,
com o perfume da alegria dela mesma pertinente.
A calma volta com as armas, que ela me presenteou.

Quando miro a cor azul do Rio de Janeiro,
Jorge faz com que eu, de mim mesmo, seja o condutor.
Dando ordem ao meu caminho e força de estivador,
das mazelas me protege sempre esse guerreiro.
Trago a ele nesse poema pequeno meu louvor.



Múltipla epiderme ( O olhar da carranca )

Fotografia- Rostos na multidão- Pedro Moreira
 
Vou caminhando, e comigo mesmo
sou essa multidão que há em mim.
Múltiplo e único dentro da vida,
a cada passo há um quem, saltando o trampolim.
Cada olhar renova, no outro, meu contesto,
onde piso vislumbro o rumo de outra avenida.

No tempo, a existência veste tantas roupas,
muitas vezes não sei bem o que despir.
Quantas peles podem traduzi-me ao fim,
se tantas vozes contradizem roucas,
tantas ideias compõem o que já vivi.
Quanta gente, na gente mesmo, se parecem loucas.

Se sou eu, esse eu é minha luta de classes.
Transformando a pessoa em tal ou qual  situação,
sou de mim mais que evoca ao sol minha realidade,
comigo mesmo trago a mais um todo, toda uma cidade,
Na unicidade sempre em bruma há multiplicação.

domingo, 14 de agosto de 2011

MP ( Olhos nus)


Fotografia: Ascenção do homem em desintegração:  Emília Duarte
Homem que bate em mulher merece lenha
Isso não é normal, é sanha de covardia,
tem que se explicar à senhora Maria da Penha
Hoje não há mais lugar para falsa valentia