Fotografia: voo sincronizado- PPS
Os meus olhos trazem ao vivo
O que do mundo puderem olhar.
Observam teus olhos altivos
do universo da libido,
qual uma explosão solar.
Meus olhos estão contidos,
nos olhos que são os teus.
Meus olhos só têm ouvidos
para todos os mil sentidos,
de descortinar os teus véus.
Meus olhos não tremem sustos
com os barulhos dos céus.
Não fazem conta dos custos,
nem se escondem nos arbustos
das trilhas do mundaréu.
O amor que trago comigo
foi colhido no olhar teus olhos
neles colho meus sentidos
deles faço meus abrigos
nas tormentas dos abrolhos
Não temas medos antigos,
os vãos, as intrigas do tempo.
Estarei sempre contigo
aonde fores, a sigo
independente dos ventos.
Para ler poesia basta ter calma, Para ler Poesia basta ter paixão, deixe-a incidir subcutânea, trama das retinas à veia aorta para faxina do coração. Colaboração voluntária : PIX - maurogmaciel@hotmail.com
Citações
A palavra é o fio de ouro do pensamento.
SÓCRATES
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
Atenção ( O olhar da carranca)
Fotografia: Mau tempo, Bom tempo- Paulo Dias
Com a vida se passando, na escola do simplesmente, é que pude desvendar em mim mesmo, aquilo que de mim não sabia; Pois dos outros tenho sempre a informação vencedora a título de realidade, é o aparente do mundo ao meu lado, nunca o velado.
Foi preciso acalmar assombros, foi vital soerguer escombros, foi legal aprumar os ombros e colher a minha própria solução.
Se a divergência é um universo, minha história é do caminho, do chão, sou divergente manifesto.
Foi preciso aprender a respeitar onde piso, para poder encaminhar mais acurada a atenção do que sou no tempo e espaço.
Foi com a vista se alastrando, com a força do destino, só assim pude laborar o acaso, me apoiando no então do improviso, foi assim mesmo, sem nenhum aviso.
Necessário foi, dissolver os grumos da vergonha instalada à revelia do querer próprio, em água morna, para não encaroçar em ilusão, para não me queimar na fumaça da insegurança, foi pertinente ter opinião, ter atitude, Quebrar a ponta da lança com a minha ginga, com a minha dança, com a pulsação.
Meu tempo é de alegria, de não me afogar no caldo insossego e calado do mundo dos lamentos.
Foi com ciso que aprendi a tirar o guizo do leão do dia, foi com essa alegria, com sorriso, e com tesão.
Na vida é urgente ter peito para achar um jeito sem perder a mão, sem puxar o cão, sem fechar o coração; Nessa lida ponho os olhos nos olhos, ponho as mãos nas outras mãos, ponho corpo a corpo, e no amor presto muita, mas muita tenção.
Com a vida se passando, na escola do simplesmente, é que pude desvendar em mim mesmo, aquilo que de mim não sabia; Pois dos outros tenho sempre a informação vencedora a título de realidade, é o aparente do mundo ao meu lado, nunca o velado.
Foi preciso acalmar assombros, foi vital soerguer escombros, foi legal aprumar os ombros e colher a minha própria solução.
Se a divergência é um universo, minha história é do caminho, do chão, sou divergente manifesto.
Foi preciso aprender a respeitar onde piso, para poder encaminhar mais acurada a atenção do que sou no tempo e espaço.
Foi com a vista se alastrando, com a força do destino, só assim pude laborar o acaso, me apoiando no então do improviso, foi assim mesmo, sem nenhum aviso.
Necessário foi, dissolver os grumos da vergonha instalada à revelia do querer próprio, em água morna, para não encaroçar em ilusão, para não me queimar na fumaça da insegurança, foi pertinente ter opinião, ter atitude, Quebrar a ponta da lança com a minha ginga, com a minha dança, com a pulsação.
Meu tempo é de alegria, de não me afogar no caldo insossego e calado do mundo dos lamentos.
Foi com ciso que aprendi a tirar o guizo do leão do dia, foi com essa alegria, com sorriso, e com tesão.
Na vida é urgente ter peito para achar um jeito sem perder a mão, sem puxar o cão, sem fechar o coração; Nessa lida ponho os olhos nos olhos, ponho as mãos nas outras mãos, ponho corpo a corpo, e no amor presto muita, mas muita tenção.
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
Narciso S/A ( O circo da alma)
Fotografia: Narciso-Brunna Guimarães
Escraviza-se no espelho
imaginário, sem o olhar,
no que se mantem de joelhos,
ensimesmado num altar.
Mas o escravo, por conselho,
não se espelha ao não se ver.
Nesse momento aparelho
sega os olhos ao prazer.
Num tal desvio, nessa onda,
flexiona o seu desejo.
Narcotizado, nessa lombra,
entorpece ao sombrear
a própria sombra,
em satânico cortejo.
Nas pedras paredes de Eco,
do erótico fulcro, o sobejo,
grita à ausência do objeto
tão aclamado, é um adejo.
Sendo o desejo o sabor
que se externa no alheio
no outro há de estar o veio
O doce e o leve do amor
Se a vida é de ser breve,
não se a perde em solipsismos.
Só narciso à imagem deve,
e a solidão é um abismo.
A beleza é uma tênue flor,
O tempo do amor é conciso
Escraviza-se no espelho
imaginário, sem o olhar,
no que se mantem de joelhos,
ensimesmado num altar.
Mas o escravo, por conselho,
não se espelha ao não se ver.
Nesse momento aparelho
sega os olhos ao prazer.
Num tal desvio, nessa onda,
flexiona o seu desejo.
Narcotizado, nessa lombra,
entorpece ao sombrear
a própria sombra,
em satânico cortejo.
Nas pedras paredes de Eco,
do erótico fulcro, o sobejo,
grita à ausência do objeto
tão aclamado, é um adejo.
Sendo o desejo o sabor
que se externa no alheio
no outro há de estar o veio
O doce e o leve do amor
Se a vida é de ser breve,
não se a perde em solipsismos.
Só narciso à imagem deve,
e a solidão é um abismo.
A beleza é uma tênue flor,
O tempo do amor é conciso
sábado, 18 de agosto de 2012
Um pão de Queijo e um beijo (Beco da fome)
Fotografia: Pão de queijo- Sandra Lapertosa
Vou dizer o que aprendi para aguçar o desejo
afrodisíaco souvenir, o afamado pão de queijo
feitos por vovó Bibi, a quem de cá mando beijos.
Tem que ter três copos cheios alem da borda sem medo.
O beijo pode ser doce, mas o polvilho é o azedo.
Um óleo que já bem quente, a mais de um copo, dois dedos.
Escaldada essa fécula com o calor do óleo quente,
deve-se também fazer, com outro tanto em água fervente,
para a goma então formar quase a massa eminente.
Pois que o bom sabor mineiro, seja o que se o aproveite
quem de água não gostar pode usar opção leite.
Uma colher vai de sal, que ao carimã se deite.
Observe o principal, que vem dar ao pão o nome
também é o fundamento do prazer de quem o come
Queijo Minas, Roquefor, Parmesão ou Provolone.
Mussarela, Emmental, misturado ou Mascarpone.
Qualquer queijo vale a pena para o tamanho da fome.
Depois disso vem os ovos, para início quebre cinco
No prato ou batedeira, bata e espume com afinco.
Junte tudo e mão na massa, nosso pão já vem surgindo.
Apalpe, amasse, aperte, use a força se quiser.
Sove, alise, deslize como em bunda de mulher .
Use toda a expertise, a massa pede, ela quer.
Depois, ainda batidos, mais três ovos e vontade.
Continue, mão na massa, até dar cremosidade,
dar leveza ao pãozinho, dar memória, dar saudade.
Para tal, ponha carinho, ponha amor, mas de verdade.
Feito isso não se esqueça de pré aquecer o forno.
Deixe-o quente, quente mesmo, ele não pode ser morno.
Pois se acaso ficar frio, a receita é sem retorno.
Prepare os tabuleiros para receber nosso pão
faça bolinhas esparsas usando as duas mãos
redondas ou ovaladas, a forma não faz questão.
Deixe espaço entre elas para haver crescimento.
ponha então tudo ao forno e dê tempo ao próprio tempo.
De vinte a trinta minutos sem abrir pra não ter vento.
Depois disso é a hora de retirar a iguaria.
Agora deixe ao descanso dois minutos na bacia.
Com café, suco ou chá, fiz o mimo pra Maria.
Vou dizer o que aprendi para aguçar o desejo
afrodisíaco souvenir, o afamado pão de queijo
feitos por vovó Bibi, a quem de cá mando beijos.
Tem que ter três copos cheios alem da borda sem medo.
O beijo pode ser doce, mas o polvilho é o azedo.
Um óleo que já bem quente, a mais de um copo, dois dedos.
Escaldada essa fécula com o calor do óleo quente,
deve-se também fazer, com outro tanto em água fervente,
para a goma então formar quase a massa eminente.
Pois que o bom sabor mineiro, seja o que se o aproveite
quem de água não gostar pode usar opção leite.
Uma colher vai de sal, que ao carimã se deite.
Observe o principal, que vem dar ao pão o nome
também é o fundamento do prazer de quem o come
Queijo Minas, Roquefor, Parmesão ou Provolone.
Mussarela, Emmental, misturado ou Mascarpone.
Qualquer queijo vale a pena para o tamanho da fome.
Depois disso vem os ovos, para início quebre cinco
No prato ou batedeira, bata e espume com afinco.
Junte tudo e mão na massa, nosso pão já vem surgindo.
Apalpe, amasse, aperte, use a força se quiser.
Sove, alise, deslize como em bunda de mulher .
Use toda a expertise, a massa pede, ela quer.
Depois, ainda batidos, mais três ovos e vontade.
Continue, mão na massa, até dar cremosidade,
dar leveza ao pãozinho, dar memória, dar saudade.
Para tal, ponha carinho, ponha amor, mas de verdade.
Feito isso não se esqueça de pré aquecer o forno.
Deixe-o quente, quente mesmo, ele não pode ser morno.
Pois se acaso ficar frio, a receita é sem retorno.
Prepare os tabuleiros para receber nosso pão
faça bolinhas esparsas usando as duas mãos
redondas ou ovaladas, a forma não faz questão.
Deixe espaço entre elas para haver crescimento.
ponha então tudo ao forno e dê tempo ao próprio tempo.
De vinte a trinta minutos sem abrir pra não ter vento.
Depois disso é a hora de retirar a iguaria.
Agora deixe ao descanso dois minutos na bacia.
Com café, suco ou chá, fiz o mimo pra Maria.
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
Aqui jaz Samba 1925-2012 ( Perna bamba é do samba)
Samba- Di Cavalcante 1925
O Samba tinha negritude.
O Samba tinha sol na saia
das femininas virtudes,
também de chapéu de palha.
No brilho a pele morena,
bem antes era toda nua,
o Samba ganhou a cena
nas roupas alvas e cruas.
O Samba era brasileiro
de corpos tão elegantes.
Pierrete veio primeiro,
22 e modernizante.
Antecedeu ao Pierrô,
sem ser menos importante.
Só depois Di Cavalcante
no Samba pôs azul cor.
Havia-lhe um sol maneiro,
pictórico no sabor,
tão mulato, tão inteiro,
cheirando a trabalhador.
À direita um violeiro,
ao fundo um estivador,
dois corpos luzem brejeiros,
são duas mulatas em flor.
Os homens sentados fitam
o que hoje é uma tristeza.
Fumaças ao fundo ditam
o destino dessa riqueza.
Queimada na intimidade
das coleções de cultura,
a irônica privacidade
do patrimônio é a clausura.
Na fuligem, no braseiro,
o azul virou fumaça.
Arquiva a Barata Ribeiro
mais uma ode à desgraça.
Perde um povo em ignorância,
as referências de laia.
nas paredes dessa instância
a relevância desmaia.
O Brasil perde altaneiro
mais uma peça notória.
Num destino traiçoeiro
O Samba virou memória
Do outro lado da praça,
quase de frente ao Metrô.
distante do olhar da massa.
a arte se suicidou.
O Samba tinha negritude.
O Samba tinha sol na saia
das femininas virtudes,
também de chapéu de palha.
No brilho a pele morena,
bem antes era toda nua,
o Samba ganhou a cena
nas roupas alvas e cruas.
O Samba era brasileiro
de corpos tão elegantes.
Pierrete veio primeiro,
22 e modernizante.
Antecedeu ao Pierrô,
sem ser menos importante.
Só depois Di Cavalcante
no Samba pôs azul cor.
Havia-lhe um sol maneiro,
pictórico no sabor,
tão mulato, tão inteiro,
cheirando a trabalhador.
À direita um violeiro,
ao fundo um estivador,
dois corpos luzem brejeiros,
são duas mulatas em flor.
Os homens sentados fitam
o que hoje é uma tristeza.
Fumaças ao fundo ditam
o destino dessa riqueza.
Queimada na intimidade
das coleções de cultura,
a irônica privacidade
do patrimônio é a clausura.
Na fuligem, no braseiro,
o azul virou fumaça.
Arquiva a Barata Ribeiro
mais uma ode à desgraça.
Perde um povo em ignorância,
as referências de laia.
nas paredes dessa instância
a relevância desmaia.
O Brasil perde altaneiro
mais uma peça notória.
Num destino traiçoeiro
O Samba virou memória
Do outro lado da praça,
quase de frente ao Metrô.
distante do olhar da massa.
a arte se suicidou.
domingo, 5 de agosto de 2012
Silente ( Perna bamba é do samba)
Fotografia: Ausência - Inka
Ai como dói uma ausência na gente,
como machuca um estrago de amor.
Quando eu trago um sorriso nos dentes,
tão somente evidente, escondendo a dor.
Se a alegria que vês é janela aparente,
tem semente em algo que machucou.
Essa festa do fim é dos quase contentes,
são as sobras frias e silentes de calor.
Como reflete esse espelho, essa lente,
mostrando o real fato no fino pente,
essa imagem restante, sem sal, sem sabor.
Nem de longe lembra as juras ardentes,
ai como dói esse fim comovente,
quando não se sabe sequer quem errou.
Nessa farsa em brinde o chope é quente,
quem saúda o ruim da paixão diferente,
quebra um verso onde a rima assim acabou.
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Micróbio do Samba ( Perna bamba é do Samba)
Fotografia: Amor de Cavaquinho- PP de Almeida
Se o seu peito chorar baixinho,
com a sequencia afinada em Si,
vá nas cordas de um cavaquinho,
até a tristeza cansar, desistir.
Ouvir samba pode ser caminho,
para a vida voltar a sorrir,
no perfume sonoro do pinho,
um bom samba vai te redimir,
Cincopado ou no Miudinho.
No contágio maior da alegria.
Se o dissabor se tornar vizinho,
houver dor onde não mais havia,
deixe o samba assumir seus carinhos
melhor mesmo é cair na folia
e deixar o sofrimento sozinho.
Se o seu peito chorar baixinho,
com a sequencia afinada em Si,
vá nas cordas de um cavaquinho,
até a tristeza cansar, desistir.
Ouvir samba pode ser caminho,
para a vida voltar a sorrir,
no perfume sonoro do pinho,
um bom samba vai te redimir,
Cincopado ou no Miudinho.
No contágio maior da alegria.
Se o dissabor se tornar vizinho,
houver dor onde não mais havia,
deixe o samba assumir seus carinhos
melhor mesmo é cair na folia
e deixar o sofrimento sozinho.
Meia Boca (O olhar da carranca)
Fotografia: Verdades? Onde? João Zero
A vida como ela é,
pode bem vir a ser outra.
O tempo é uma porta aberta,
e o agora é coisa pouca.
Quem fala meia verdade,
guarda metade na boca.
Essa verdade encoberta,
se vista com acuidade,
silente,calada, quieta,
com face de coisa morta,
aparentemente incerta,
outra verdade denota.
Se uma parece incorreta,
a outra verdade é torta.
Uma na outra se infecta
numa atitude devota.
Se a primeira não despe fé
a segunda já pouco importa.
A vida como ela é,
pode bem vir a ser outra.
O tempo é uma porta aberta,
e o agora é coisa pouca.
Quem fala meia verdade,
guarda metade na boca.
Essa verdade encoberta,
se vista com acuidade,
silente,calada, quieta,
com face de coisa morta,
aparentemente incerta,
outra verdade denota.
Se uma parece incorreta,
a outra verdade é torta.
Uma na outra se infecta
numa atitude devota.
Se a primeira não despe fé
a segunda já pouco importa.
terça-feira, 24 de julho de 2012
Bifocal ( A olhos nus)
Fotografia:Escrevo sem pensar- Skarlath
Meu ramo de atividade,
agora sem gritaria,
é fazer da poesia
a minha realidade.
Sem menor leviandade,
sem falsa aleivosia,
me sirvo dessa alegria,
talvez por necessidade.
É capa pra ventania,
fragmentos em clivagem,
blasfêmia contra a heresia,
coisa de alta voltagem.
Descarga de energia.
É lente à visão miopia,
luz de sol meio dia,
outro jeito, outra abordagem.
Nela eu busco valia,
unindo minhas metades,
nessa verbal cirurgia
destilo afetividade.
Até quando não queria,
em minha adversidade,
de mim ela faz serventia,
quando me invade.
A palavra em libertinagem
Vem como a teimosia.
Causada por bruxaria,
silenciosa e em alarde.
O inconsciente a guia,
da corpo, contagia,
na forma e fisionomia,
retraduzida em linguagem.
segunda-feira, 16 de julho de 2012
Laço vivo ( A olhos nus)
Fotografia: Quando a vida é cor de rosa- MLSP

O mundo dos laços cor de rosa, trazendo a vida às sérias
de mim fizera à Tirésias, prever femininas vitórias.
Na força afeita à alegria mais sólida e luminosa,
muito mais forte se cria à mais saudável trajetória
Carcinoma é anomalia da célula indecorosa,
que perderá teimosia, sumindo na ventania
como a erosão das falésias, perseverando as Magnólias.
No mundo, os laços das Rosas desafiando a insurreta crise,
o refazer é uma expertise estampada em peito e prosa.
Em cada novelo de linha, em cada ideal de cuca,
uma coragem novinha se alinha à nova peruca.
Revisionando as histórias, fortalecendo as meninas,
em preciosa auto estima a vida vem valiosa.
Nessas mulheres guerreiras há uma cadência zelosa
de ternura em laço rosa, ventura em boa companhia.
Se vida é coisa venosa, perpetuante é a cura.
E em cada olhar leitura o movimento se entrosa
Pois quem aposta na vida jamais a vê perigosa.
Na força que está unida à bossa de ser gostosa.
A vida boa de briga é a mesma vida dengosa.
Abram alas na avenida de abraços aqui e agora
São solidárias queridas com soluções amorosas.
Em atitudes proativas as moças dos laços rosa,
que sigam sempre altivas, de suas vidas senhoras.

O mundo dos laços cor de rosa, trazendo a vida às sérias
de mim fizera à Tirésias, prever femininas vitórias.
Na força afeita à alegria mais sólida e luminosa,
muito mais forte se cria à mais saudável trajetória
Carcinoma é anomalia da célula indecorosa,
que perderá teimosia, sumindo na ventania
como a erosão das falésias, perseverando as Magnólias.
No mundo, os laços das Rosas desafiando a insurreta crise,
o refazer é uma expertise estampada em peito e prosa.
Em cada novelo de linha, em cada ideal de cuca,
uma coragem novinha se alinha à nova peruca.
Revisionando as histórias, fortalecendo as meninas,
em preciosa auto estima a vida vem valiosa.
Nessas mulheres guerreiras há uma cadência zelosa
de ternura em laço rosa, ventura em boa companhia.
Se vida é coisa venosa, perpetuante é a cura.
E em cada olhar leitura o movimento se entrosa
Pois quem aposta na vida jamais a vê perigosa.
Na força que está unida à bossa de ser gostosa.
A vida boa de briga é a mesma vida dengosa.
Abram alas na avenida de abraços aqui e agora
São solidárias queridas com soluções amorosas.
Em atitudes proativas as moças dos laços rosa,
que sigam sempre altivas, de suas vidas senhoras.
segunda-feira, 9 de julho de 2012
Na lata ( O trago da seda)
Fotografia: Da lata- O Globo 14-07-2012
Quando eu me chamar saudade
Ja não serei mais que uma data
A vida não tem estorno, nem errata
ao fim, a aventura real é inexata;
Sujeita ao ajuste impuro da liberdade
Se saudade for, não serei bravata saudade
Mas enquanto eu me chamar idade
não passarei meu tempo em casamata.
Trago na pele madura a textura tacta,
sem a forca de seda e nu de gravatas.
De encontros é o meu caminho, minha verdade.
De tantas outras pegadas se faz estrada,
tão múltipla, e tão infinita é a veracidade.
Se ontem fui levedura, hoje sou pura nata,
a cada nova ternura, ou cada bala de prata,
sou ácido e o meu carinho é grão Ciabatta.
Em poema um ruim o verso não desata
perdido no pavio e meio da casualidade
sincronicidade,em Jung, parece mesmo cascata
Alguma coisa que lembra o verão da lata,
inundado num mar de alegria e felicidade regata
Quando eu me chamar saudade
Ja não serei mais que uma data
A vida não tem estorno, nem errata
ao fim, a aventura real é inexata;
Sujeita ao ajuste impuro da liberdade
Se saudade for, não serei bravata saudade
Mas enquanto eu me chamar idade
não passarei meu tempo em casamata.
Trago na pele madura a textura tacta,
sem a forca de seda e nu de gravatas.
De encontros é o meu caminho, minha verdade.
De tantas outras pegadas se faz estrada,
tão múltipla, e tão infinita é a veracidade.
Se ontem fui levedura, hoje sou pura nata,
a cada nova ternura, ou cada bala de prata,
sou ácido e o meu carinho é grão Ciabatta.
Em poema um ruim o verso não desata
perdido no pavio e meio da casualidade
sincronicidade,em Jung, parece mesmo cascata
Alguma coisa que lembra o verão da lata,
inundado num mar de alegria e felicidade regata
sábado, 7 de julho de 2012
Gabo ( O trago da seda)
Fotografia: Gabo- Alexandre Torezan
O fantástico de Gabriel faz história
no realista, o poder de ser mais que o real.
Na língua branca paginada do Latino papel,
lembranças perdidas não matam memória.
A imagem literária tem escala anormal
ao trançar as alturas desatadas de um rapel.
Em cujas linhas o humor é a carta precatória
e o simpático Garcia assim se afia em jornal.
Da Colômbia Macondo a cor é do azul céu.
Vivem avó desalmada e sua neta notória,
nas mágicas vestes verdes trópico bananal,
nos lombos de Arcádio caminha todo tropel.
Tais vidros de tais espelhos refletem a história,
Márques bem soube criar uma obra genial
nas sombras do amor dos tempos do cólera.
Assim, que mais ninguém escreva ao coronel
O fantástico de Gabriel faz história
no realista, o poder de ser mais que o real.
Na língua branca paginada do Latino papel,
lembranças perdidas não matam memória.
A imagem literária tem escala anormal
ao trançar as alturas desatadas de um rapel.
Em cujas linhas o humor é a carta precatória
e o simpático Garcia assim se afia em jornal.
Da Colômbia Macondo a cor é do azul céu.
Vivem avó desalmada e sua neta notória,
nas mágicas vestes verdes trópico bananal,
nos lombos de Arcádio caminha todo tropel.
Tais vidros de tais espelhos refletem a história,
Márques bem soube criar uma obra genial
nas sombras do amor dos tempos do cólera.
Assim, que mais ninguém escreva ao coronel
quinta-feira, 5 de julho de 2012
Viva São João ( O trago da seda)
Fotografia- noite de são joão- Cristina Neves
O frio é elegante na festa de São João
Laços e botas, chapéu de palha e terno.
Saias rodadas giram os tempos modernos,
sem terra é asfalto e passeata em céu aberto.
Nas cidades se agregam a refinaria e o balão.
Desgraça pouca é uma bobagem atrevida
saltando fogueira e pisando os pés na brasa.
A natureza tem suas digitais corrompidas,
o fogo é de morro abaixo, a água é poluída
na desventura da realidade carcomida.
A vida dos ventos fica no crivo das asas.
Nesse instante de sanfona e de baião,
grande é a noite abraçando a madrugada.
Olha pro céu meu amor, diz o refrão,
chama e calor provento a solução.
Serei ao seu lado, mesmo caindo ao chão,
nocivas são as vias aéreas constipadas.
Brisas juninas pedem frio à madrugada.
Olhe para o céu que a tristeza acabou.
Full HD em lua despedaçada
na cinegrafia da imagem privada
há de haver quadrilhas imaginárias
pela mirada do olhar que as filmou.
O frio é elegante na festa de São João
Laços e botas, chapéu de palha e terno.
Saias rodadas giram os tempos modernos,
sem terra é asfalto e passeata em céu aberto.
Nas cidades se agregam a refinaria e o balão.
Desgraça pouca é uma bobagem atrevida
saltando fogueira e pisando os pés na brasa.
A natureza tem suas digitais corrompidas,
o fogo é de morro abaixo, a água é poluída
na desventura da realidade carcomida.
A vida dos ventos fica no crivo das asas.
Nesse instante de sanfona e de baião,
grande é a noite abraçando a madrugada.
Olha pro céu meu amor, diz o refrão,
chama e calor provento a solução.
Serei ao seu lado, mesmo caindo ao chão,
nocivas são as vias aéreas constipadas.
Brisas juninas pedem frio à madrugada.
Olhe para o céu que a tristeza acabou.
Full HD em lua despedaçada
na cinegrafia da imagem privada
há de haver quadrilhas imaginárias
pela mirada do olhar que as filmou.
terça-feira, 3 de julho de 2012
É aqui Ó ( Banguelê)
Imagem - AFP
A partícula de Deus
brevemente anunciada,
esta em qualquer calçada.
Já seguem suas pegadas
os cientistas e eu.
Argila pré-animada
Fração de Prometeu,
Divina tese ao ateu,
última vela no breu,
pedaço de quase nada.
O universo é meu e seu,
na origem despedaçada.
Da ciência revoltada,
até a próxima Intifada
entre a Judeia e o Caldeu.
Nas explosões do Nobel
da ciência consagrada
a vida surge atinada,
sai dúvida enamorada
de como o universo se deu.
Da heresia de Galileu
até a última charada.
Por vaticínio a escada,
assim vai, sendo escalada
ao Bóson de Higgs europeu
segunda-feira, 2 de julho de 2012
Mariatos ( Olhos nus)
Fotografia:Desejo de Arsénio Melo
Todo olhar é um desejo debruçado na janela
basta observar os olhos com o lustre da flanela
vai-se notar o salto ornamental que há nas ideias
Se os olhos falam tamanho, mais parecem tagarelas,
para quem os observa não existem palavras meias
Pois olhos sabem sorrir, sabem chorar, sabem ser veias
Os seus em particular me soam canto à capela,
bandeiras, são Mariatos falando entre o mar e a terra.
Todo olhar é um desejo debruçado na janela
basta observar os olhos com o lustre da flanela
vai-se notar o salto ornamental que há nas ideias
Se os olhos falam tamanho, mais parecem tagarelas,
para quem os observa não existem palavras meias
Pois olhos sabem sorrir, sabem chorar, sabem ser veias
Os seus em particular me soam canto à capela,
bandeiras, são Mariatos falando entre o mar e a terra.
terça-feira, 19 de junho de 2012
O sol à mão ( Barril Diógenes)
Fotografia: O sol na minha mão-Manuel Joaquim Bastos
Desejar ter amigos
não é ter amizades.
A acessibilidade
àquilo que é abrigo,
na essência e no perigo,
custa a afetividade.
Amigos de verdade
provêm duo arrimo,
sem o susto do limo
das adversidades.
Cultuado na saudade,
o afeto é um dom divino.
A amizade é um exercício
bem maior que seu desejo.
Projeção é só um almejo
do real, que é mais difícil.
Aonde o temor é vício
limita-se o solfejo.
À palavra branda,
uma outra é esbravejo.
Seguem o mesmo realejo.
Se a amizade se espanta,
é que a graça não é tanta
em um pequeno gracejo.
A amizade é um braço
antes do precipício,
ante o chão movediço,
a forma do afeto é um laço,
como a cama e o cansaço,
elo em ouro maciço.
Zelo e o calor do abraço.
Desejar ter amigos
A acessibilidade
àquilo que é abrigo,
na essência e no perigo,
custa a afetividade.
Amigos de verdade
provêm duo arrimo,
sem o susto do limo
das adversidades.
Cultuado na saudade,
o afeto é um dom divino.
A amizade é um exercício
bem maior que seu desejo.
Projeção é só um almejo
do real, que é mais difícil.
Aonde o temor é vício
limita-se o solfejo.
À palavra branda,
uma outra é esbravejo.
Seguem o mesmo realejo.
Se a amizade se espanta,
é que a graça não é tanta
em um pequeno gracejo.
A amizade é um braço
antes do precipício,
ante o chão movediço,
a forma do afeto é um laço,
como a cama e o cansaço,
elo em ouro maciço.
Zelo e o calor do abraço.
quinta-feira, 14 de junho de 2012
Apresto ( O olhar da carranca)
Fotografia: Apresto-Antonio Costa
Minha vida não cabe em um pôster.
O meu corpo não gosta de palco.
Minha poesia não é um "Blocbuster",
meu verso descamba em socalco.
Se apenas é um manifesto,
não tendo censura ou recalque,
descrevo num rosto sem talco
as marcas que o sombreiam; De resto
não faço disso um embuste,
por mais que isso me custe.
Nem tudo que brilha é ilustre,
às vezes sobra o indigesto.
Tenho versos que parecem chiques,
tenho outros aonde eu não presto.
Como finanças a pique,
somo o descarte imodesto.
Com um Descartes moderno,
depois de os ler verifique,
o que lhe restou de apresto.
Minha vida não cabe em um pôster.
O meu corpo não gosta de palco.
Minha poesia não é um "Blocbuster",
meu verso descamba em socalco.
Se apenas é um manifesto,
não tendo censura ou recalque,
descrevo num rosto sem talco
as marcas que o sombreiam; De resto
não faço disso um embuste,
por mais que isso me custe.
Nem tudo que brilha é ilustre,
às vezes sobra o indigesto.
Tenho versos que parecem chiques,
tenho outros aonde eu não presto.
Como finanças a pique,
somo o descarte imodesto.
Com um Descartes moderno,
depois de os ler verifique,
o que lhe restou de apresto.
terça-feira, 29 de maio de 2012
É o bicho pagando( Perna bamba é do samba)
fotografia: Museu da Polícia civil

Sobre o céu azul das terras brasileiras,
na asa delta do descobridor Cabral.
Nas cascatas e nas grandes cachoeiras,
tanta agua e tanta sede nos jornais.
Contra o vento banham muitos animais,
avestruz, águia, burro, borboleta,
nessa nau fantasma qual Catarineta,
o zoológico contábil faz Carnaval,.
Tem cachorro, tem cabra, e tem carneiro,
tem político atolado em atoleiro,
tem perilo, pirâmide, tem um mal cheiro,
empreiteiro fornicando no quintal.
Na corcova do camelo entra a cobra,
superfaturando a custo nossas obras,
Da cartola do coelho o capital.
Agneologia é algo escondido,
a cidade de Queiroz tem um zumbido,
tem cavalo dado com cela e estribo,
solapando o fràgil erário nacional.
Pra cacique cavalgar como elegante,
misto público e privado é gritante.
O elefante esta escondido no embornal.
Senador ganhando mimos de regalo,
esse almoço devo lhes dizer é caro,
cada cidadão aqui perde um galo,
para o gato ficar rico no final.
Desse jeito a sociedade é ré,
sofre o custo da mordida ao Jacaré.
Nos impostos, e em tantos outros custos,
onde a seca faz sofrer lá no Assaré.
Aonde a agua molha a mão mais que aos pés,
a saúde e educação tem gastos curtos.
É preciso desvendar a solução.
O desvio morde mais que o leão,
tem macaco pendurado no arbusto.
As divisas decolam do aeroporto,
depois voltam da offshore bem mais limpinhas.
São de ouro os ovos dessa galinha,
A tomada não é focinho do porco.
O ladrão de colarinho não tem rosto,
se me perguntarem, nego, eu digo não.
O meu voto anda valendo tão pouco,
colorida e azul é a calda do pavão.
CPI é um senado em fogo morto,
cheio de pau velho que já nasceu torto,
pleiteando a arte na televisão.
Nessa jogatina o pobre entra com o cu,
sete e sete à oitenta entra peru.
A gaiola das loucas toma o tesouro,
do eleitor presado que não é panaca.
A gente não tem cara de babaca,
aceitar isso é aparecer mais tolo.
É preciso tourear, vencer o touro,
é melhor chutar o pau dessa barraca.
Na vitória e no feijão ficam os louros,
para ver se a política progride.
Tantas fezes ha nos ombros desse tigre,
pois escrevo indignado com a caca.
Nos sabemos distinguir o amigo urso,
quando descobrimos roubo deslavado.
Depois vem o senador e o deputado
dizer aquilo que lhes parece justo.
Às dezenas, ás centenas, blá, blá,blá.
Corrupção é algo feito em par.
Nas apostas desse assunto delicado,
servidor anda se servindo um bocado,
faz a vida na propina do milhar.
Ha mais chifre de cavalo em veado,
por consórcio os quatro lados são cercados,
dominando o sistema do cerrado,
basta olhar num sobrevoo ao governar.
Poesia é uma absurda maritaca,
a palavra é um bom drible da vaca,
conta a história do Real de algum lugar.
domingo, 27 de maio de 2012
Afago ( O olhar da carranca)
Fotografia: Afago Sereno- Pedro Antônio Scharam
Nasci da linhagem do anjo torto
das avenidas de nuvens, mas no fundo
o chão é a prótese do meu corpo.
O bonde que hoje passa, é perigo.
Expande o viés trágico do mundo,
nas máquinas doidas de caçar niqueis.
Cresci na aragem de pedra desse porto.
Já o conheço tanto, já o conheço pouco.
Os que têm abrigo que se curvem,
a ousadia é mais que conforto.
No tempo da estiagem não trago sorriso morto.
Meu amor briga, quer paparico.
Ela tem dores até na alma, eu a sigo
aonde o amor cala mais fundo.
Ah... minha amada, o amor é louco!
É aonde estão as asas, o resto é aborto.
Muitos amam mesmo é a si, e não ao outro.
Choram, sofrem, gozam o desgosto.
A tranquilidade é um susto, mas é algo rico.
Eu preciso ficar atento, meu amor quer paparico.
Não tenho sete faces que embaralhem meu rosto
Não conheço nada fácil, às vezes me complico.
Num único olhar procuro deixar tudo exposto.
Ninguém leu a minha mão, o mundo é o ombro amigo.
Trago-lhe as flores da primavera de agosto.
Quem não tem coragem de amar, não põe o bico.
Deixando isso bem claro diante do aviso rouco,
sei do sussurro do corpo muito mais que do grito.
Sei da vontade de amar se meu amor quer paparico.
Nasci da linhagem do anjo torto
das avenidas de nuvens, mas no fundo
o chão é a prótese do meu corpo.
O bonde que hoje passa, é perigo.
Expande o viés trágico do mundo,
nas máquinas doidas de caçar niqueis.
Cresci na aragem de pedra desse porto.
Já o conheço tanto, já o conheço pouco.
Os que têm abrigo que se curvem,
a ousadia é mais que conforto.
No tempo da estiagem não trago sorriso morto.
Meu amor briga, quer paparico.
Ela tem dores até na alma, eu a sigo
aonde o amor cala mais fundo.
Ah... minha amada, o amor é louco!
É aonde estão as asas, o resto é aborto.
Muitos amam mesmo é a si, e não ao outro.
Choram, sofrem, gozam o desgosto.
A tranquilidade é um susto, mas é algo rico.
Eu preciso ficar atento, meu amor quer paparico.
Não tenho sete faces que embaralhem meu rosto
Não conheço nada fácil, às vezes me complico.
Num único olhar procuro deixar tudo exposto.
Ninguém leu a minha mão, o mundo é o ombro amigo.
Trago-lhe as flores da primavera de agosto.
Quem não tem coragem de amar, não põe o bico.
Deixando isso bem claro diante do aviso rouco,
sei do sussurro do corpo muito mais que do grito.
Sei da vontade de amar se meu amor quer paparico.
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