Para ler poesia basta ter calma, Para ler Poesia basta ter paixão, deixe-a incidir subcutânea, trama das retinas à veia aorta para faxina do coração. Colaboração voluntária : PIX - maurogmaciel@hotmail.com
Citações
A palavra é o fio de ouro do pensamento.
SÓCRATES
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Pizza ( Banguelê )
O que se faz de cultura de massa
Hoje é cultura em massa
Amassa, amassa, amassa
Uma pasta retrátil e elástica
Podendo romper ou conter cultura.
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O mar quando Quebra ( Mamulengo)
Fotografia: Os Homens e o mar-Mrsuigeneris
Tem Hora
que o mar
de dentro
da gente
é maior
que o mar
Lá de fora
O mar
inconsciente
É rede
É rente
Fervente
Ressaca
quando
evapora
É sede
Vidente
E sente
O outro
é indiferente
Somente
quebra
Insolente
Ontem
amanhã
E agora.
.
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que o mar
de dentro
da gente
é maior
que o mar
Lá de fora
O mar
inconsciente
É rede
É rente
Fervente
Ressaca
quando
evapora
É sede
Vidente
E sente
O outro
é indiferente
Somente
quebra
Insolente
Ontem
amanhã
E agora.
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domingo, 26 de setembro de 2010
Ilú ( Mamulengo)
Para quem tem olhar de araque!
Recomendo ouvir O Mundo,
na voz da banda do André, o Karnak.
Para se olhar, para se enchergar a valer.
Para ouvir-se, ouvindo o Ilú, o Atabaque.
No que soa Candomblé na fala Alabê.
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Cadê ( Mamulengo)
Talvez o que procuro,
esteja nos olhos do ciclone.
Se talvez lá não esteja,
esteja na língua sem nome,
dos lábios finos de sorrisos.
Como a esconder avisos.
Nas ondas do mar mais maduro,
no escuro arriscado esconjuro,
no caminhar casuísmo,
do meu próprio tsunami.
Talvez o que procuro,
seja eu mesmo nesse escuro,
já tendo perdido o liame.
Por isso, caso não me encontre,
ao pronunciar o meu nome,
eu tenha um codinome,
para acomodar os cinismos.
Caminhos de passos duros,
sem as aparas dos seguros.
Modo estrangeiro de viver.
Talvez o que procuro,
eu traga nos olhos dos murros,
dados nas pontas das facas,
com o perfume de alfavaca,
na carne dos inseguros,
para fazer o acontecer.
Nos tratos de submundo
os rasgos calam profundo,
quebrando pontas de estacas,
com as gargalhadas de prazer.
.
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sábado, 25 de setembro de 2010
Na linha
entre jogadores
no futebol do peito
.
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sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Revelação ( Olhos nus)
Fotografia: Inconsciente-Cecília Hudec
Se a linguagem não diz tudo,
no conteúdo das palavras,
tem um pedaço que é mudo,
é escuro,
é secreto.
Esse pedaço silêncio,
esconde no seu concreto
um misto de atitude,
revelação e afeto.
Por trás do comportamento,
preserva o seu absurdo.
Parte que não se pensa,
aparece em corpo desnudo.
São atos soltos no vento.
Revelados amiúde,
no seu passar desatento.
Como algo grafado em latim,
na tessitura dos vetos.
Histórias, fatos sem língua,
memórias caladas em medos.
Qual vegetação de restinga
espalham-se em interditos.
Lá o poeta entra, e briga,
para buscar o poema
do olhar, que hora lhe acena,
mas que ainda não foi descrito.
.
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Se a linguagem não diz tudo,
no conteúdo das palavras,
tem um pedaço que é mudo,
é escuro,
é secreto.
Esse pedaço silêncio,
esconde no seu concreto
um misto de atitude,
revelação e afeto.
Por trás do comportamento,
preserva o seu absurdo.
Parte que não se pensa,
aparece em corpo desnudo.
São atos soltos no vento.
Revelados amiúde,
no seu passar desatento.
Como algo grafado em latim,
na tessitura dos vetos.
Histórias, fatos sem língua,
memórias caladas em medos.
Qual vegetação de restinga
espalham-se em interditos.
Lá o poeta entra, e briga,
para buscar o poema
do olhar, que hora lhe acena,
mas que ainda não foi descrito.
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quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Será a tarde? ( Mamulengo)
Quando a primavera chega,
é claro, é cor.
Iluminação de todos,
claridade de entrudo.
Calor de felicidade.
Vaidosa a natureza
invade em delicadeza
tudo, tudo, tudo.
Perfume de todo mundo,
semeadura de liberdade.
Estação de alegria
Violinos de Vivaldi
na flor da diversidade.
Quando a primavera chega,
é claro e estou.
Ouvidos, visão, olfatos, sentidos....
No tato do seu calor,
alguma parte me arde.
Será a tarde?
Será Gullar?
Será?
.
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é claro, é cor.
Iluminação de todos,
claridade de entrudo.
Calor de felicidade.
Vaidosa a natureza
invade em delicadeza
tudo, tudo, tudo.
Perfume de todo mundo,
semeadura de liberdade.
Estação de alegria
Violinos de Vivaldi
na flor da diversidade.
Quando a primavera chega,
é claro e estou.
Ouvidos, visão, olfatos, sentidos....
No tato do seu calor,
alguma parte me arde.
Será a tarde?
Será Gullar?
Será?
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quarta-feira, 22 de setembro de 2010
De grife
Fotografia: Caricatura-Carlos Barcellos
Quando o sarau é de grife,a poesia não resiste.
Se por lá chega,
rapidamente evapora.
Deixando só um esquife
de conteúdo pobre.
Sem qualidade longeva,
feito de cascas de palavras,
cujo sentido se deprava,
no cheiro, numa bandeja.
O que essas cascas encobrem,
na fantasia de nobre
é o caricato da cena.
São tatuagens de rena,
Versos que não valem a pena,
A que dão o nome de poema
onde a poesia foi embora.
.
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terça-feira, 21 de setembro de 2010
Mamulengo
O universo do universo,
deixo para os astrônomos.
O universo da terra,
Cava-o os agrônomos.
Uni o verso de peito,
ao peito de quem é anônimo
ao sub do sol que é urbano.
Fulano, Beltrano, Sicrano.
Sou um poeta mamulengo,
solto no corpo de pano.
A costura do meu poema
é o universo humano.
.
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deixo para os astrônomos.
O universo da terra,
Cava-o os agrônomos.
Uni o verso de peito,
ao peito de quem é anônimo
ao sub do sol que é urbano.
Fulano, Beltrano, Sicrano.
Sou um poeta mamulengo,
solto no corpo de pano.
A costura do meu poema
é o universo humano.
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segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Virando a mesa
faz parte da minha natureza.
Se a vista não lhe for curta,
faça do lençol "tereza."
Tire dos olhos a burca,
Salte da janela de si.
A vida fora das presas
foi feita para fluir.
Não guarde pó de tristezas,
agora tenho que ir.
Eu vivo de virar a mesa.
O amor é um trago no fim.
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domingo, 19 de setembro de 2010
Depois do Jantar ( Imails da Jò)
Fotografia:Amantes- Cristina Matos
Imail enviado por Jô a Escrava do amorQuando suas mãos vêm me visitar
com dedos de urbe,
tato de púbis,
hálito de bar.
Quando o coração trafega no olhar
meu Deus como pude?
Depois do jantar!
Eu tinha jurado por tudo que há.
Você me descobre, me cobre,
e come.
Consome,
você me faz delirar!
Quando sua boca me vem ofegar.
por trás do pescoço, colosso,
alvoroço.
Falando vulgar,
de língua
de gato
de bruços
de quatro
de fato,
de lado,
faz eu me virar.
Então viro outra,
ponho-lhe na boca,
aos beijos de docas
de louca,
de portas
de entrar.
Quando você vem,
e chama, e chupa.
Perco a conduta,
me escuta,
me escuta,
eu fico sem ar.
Se a vida é tão curta,
eu digo que sim.
Quero não.
Eu digo que não.
Quero sim.
Fico devoluta de mim,
por razão.
Então você vem e cutuca
de mansinho assim.
Tirando-me as cercas,
machuca, executa,
plantando a paixão.
Ao cabo da luta,
eu fico tão puta.
Da fadiga justa
sobrou-me
o suor,
no assoalho da sua invasão.
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Olhos de pedra ( o analfabeto poético)
Fotografia: plataforma 1
Meu poema ambiental teve a palavra queimada.
Meu verso de ouro teve a impureza lavada no mercúrio fluvial.
Minha rima caçada de tráfico, veio silvestre bioma passarada.
O meu rio se sorrio, é assoreo; Ausência ciliar no capinzal.
Minha poesia foi sina, foi biodiversidade menina, roubada de prima,
foi mina de lavra, foi palavra de eucalípto no Fantástico.
Sou um poeta de usina suja e natureza alagada, fogo e matagal.
Há amor em mim, eu o acho, entre o chorume e o lençol freático.
Comi da genética poética, com o semem transmodificado Monsanto.
A energia fóssil queimou meus olhos monóxidos.
A industria suja surge rude na fronteira Bric de araque.
Fazendo a palavra mais fácil de ser comprada, é prático.
A lógica não precisa da realidade, mas do Descartes mágico.
A vida é simples quando vem com lacre, plastificada.
A face do homem que sou, teve a numeração raspada.
A beleza do consumo é a classe média engalanada.
Mídia Deusa minha, bem ou mal, boca falada.
A madeira dessa farpa no meu peito,
teve algum jeito de nunca ser certificada.
O ar de sobra do amianto fez chiar meu canto.
De fuligem, de barro, de cigarro e de carros,
fez-se a vida na fumaça sonora.
Máxima alegoria no ouvido culto dos satisfeitos.
O lixo estrangeiro veio perfumar narinas com seu cheiro.
Nos containeres fazem rima aqui na Bolívia ou na África.
Na extinção do animal humano o poeta sobra.
A sirene avisa o avanço das águas fáticas
O mar pega fogo de óleo negro e morte,
talvez a vida resista sobre meus olhos de pedra.
sábado, 18 de setembro de 2010
Desfile
Fotografia: - Sem tempo- Pedro soares
Só pra você saber.A magica do tempo
não esta em ve-lo passar,
está no acontecer.
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Fui ( Mamulengo)
Fui daqui embora,
tendo pouco pra falar.
Mais que pouco tendo nada,
que possa compartilhar.
Levei metade de abraços,
um quadro do Síloé,
lembranças e embaraços.
Carranca que não assusta,
e os espíritos do Rio.
Um São Jorge, nenhum tusta.
No fim eu me principío.
Você vai ficar com o Fusca.
Eu vou de peito baldio
do seu apreço de mulher.
Na despedida que custa,
Se a saudade lhe vier,
aperte-a com uma das mãos.
Ponha um calço no fogão,
e aprenda a fazer café.
A vida reinicío
num bico de pena leve,
que se asa tambem tivesse,
não ia me acompanhar.
Voaria em céu Brigadeiro
antes de mim primeiro,
numa corrente de ar.
Ah...escultura de neve
que é o amor!
Vive tão breve
e tem o sabor
derretendo-se no olhar.
Não levarei nenhum tempo,
que o tempo nunca se leva.
O tempo anda sozinho,
não sei para que lado vai.
Também não levo os carinhos,
que foram feitos em par.
Pois todos foram doados,
aos ventos apaixonados
dessa janela sobre o mar.
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Não ( Mamulengo)
No raso do pensamento
onde a palavra se esconde.
Por trás do alumbramento
com a estatura de longe
Os olhos que te descrevem,
no que a boca repudia,
são desejos roçando a pele,
na face que os negaria.
No temor do novo intento,
aonde o amor se queria,
o corpo comportamento
guardou sua poesia.
Desnuda pelves palavra,
tão clara no seu silêncio.
Mostrando cara com cara,
um assustado intenso.
Comum ao lenço do medo,
cuja vontade escondia.
O olhar pedinte dos beijos,
atravessando a harmonia.
Nesse íntimo tal universo
onde o humano se fia,
temeu o seu próprio verso,
traiu sua própria alegria.
Lá vem! Esse ser abissal.
Sorrateiro que é o homem,
entrando pelo quintal,
pronunciando seu nome.
Mesmo que não se faça,
o amor que o olhar pedia.
Mesmo que se acovarde,
o abraço na coisa fria.
Restará nesse um olhar
certezas mais que pungentes,
do sal que há nesse mar,
no sol que houvera quente.
O desejo quando defeito,
deixa um rastro, um rio.
É fogo que implode o peito
sem acender o pavio.
Então se rompeu o afeto,
no que dele é a esquiva.
Derivamos no incerto,
descemos no ralo do dia.
Mas esse olhar inquieto,
fecundo e sem calmaria.
No que falar de completo,
vai dizer o que queria.
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Amor de intelectuais
"Na penumbra
ela me toca os orgãos.
Em um rasgo,
a mim fode.
...Atravessam a noite
as estrelas...
Em quadris do diabo,
dançam rumba.
Enquanto a lua
Lê a Freud”
Amanheceu e ela dorme....
ela me toca os orgãos.
Em um rasgo,
a mim fode.
...Atravessam a noite
as estrelas...
Em quadris do diabo,
dançam rumba.
Enquanto a lua
Lê a Freud”
Amanheceu e ela dorme....
Miame ( Mamulengo)
AH Cuba!
Deixa que eu entre com meus iPhones, com meus Hamburguers,
com meus dinheiros.
Deixa que eu te abrace de amante, pelas commodities primeiro.
Faremos amor em Guantânamo e atravessaremos o mar,
sem precisar de balseiros.
_Lembra do Al Capone?
_O Corleone?
Ainda trago esse perfume, esse cheiro, deixa eu voltar!
Abre a porta de trás , chegarei sorrateiro.
Se você deixar eu juro que não brigo, vamos tratar nossas manchas
com solução para vitiligo.
De presentinho, pra te agradar, trago um sotaque de gringo Flórida,
para misturar com rebolado Habaneiro.
Juro que não embargo mais no seu traseiro, me chame de charme,
me chame, me chame.
Ouça esse reclame!
Dou-lhe meu nome latino agora, é Miami!
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Tequila ( Imails da Jô)
Imail enviado por Jô a escrava do amor
Ah! Quem dera,
eu fosse aqui nessa paquera
a sua bela.
Ah! Quem dera,
aqui nessa pontinha
de olhar.
A primeira
Quem me dera,
mulher nenhuma
alem de mim,
fosse seu fim,
fosse eu aqui seu par.
Seria eu a outra,
da historia outra,
desse outro lugar.
Ah! Quem dera,
vindo nas entranhas
soçobrasse a fera
indo até o talo
Seu beijo ruím
fosse meu regalo.
Molhasse-me toda a mais.
Retirando a minha páz.
Faço-te reparo.
Que te olhar assim.
Que te desejar.
Que há nesse mar.
Quê de se alagar.
Mestre do meu corpo, arrais
Eu já faço planos,
há no amor enganos,
por baixo dos panos,
mesa de bilhar.
Meu amado.
Meu profano.
Taco todo meu,
quitute suburbano.
Deixa-a pra lá,
vem brincar de amar.
O amor é velhaco.
Diz que sim,
às vias de fato,
vem para cá.
Antes que outro fim
faça-o ir embora,
e pague a conta,
sem levar em conta
esse olhar.
Vem que estou ficando tonta.
Vem-me, vem, me desapronta.
Vem fazer eu me cansar.
Vem entra e não pensa.
Vem, veja, vare e vença.
Vem, intenta.
Vem que eu vim intensa.
Vem brilhar.
Vem e vem correndo.
Vem, que estou ardendo agora.
Vem que estou querendo.
Não! Não vá embora.
Não! Não está na hora.
Deixa aberta a porta.
Deixa eu te sonhar.
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sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Música (O analfabeto poético)
Capa de disco/Design for LP cover: Chega de Mágoa/No More Sorrow, Vários/Various- Elifas Andreato
Em memória de Chico Mário
A língua da música esta lambendo meus ouvidos agora,
Isso tira cracas de dentro dos meus pensamentos.
Notas musicais organizam minha paz de dentro para fora.
Mudam os gabaritos que engenharam o indivíduo a tempos.
Quando uma música toca, em mim dilui qualquer tormento,
restaurando os tons à vida pelas claves soltas mais sonoras.
Se um instrumento toca é algo maior que brisa a vento.
Sobre as pautas dançam em harmonias, minha alma junto com o meu centro.
Um solo de guitarra grafa a fender fotos de porta retratos;
Prometendo o salto surpresa implícito no rítimo dessa nau felicidade.
Entra o conversar de cordas, couros, paletas e metais, tudo me invade.
Metamorfoses singram meu espírito e a calma é o tento.
Até que esse velho marinheiro de cais, cidadão de corpo hiato,
voe emoções chorando um improviso Sebastian Bach de alarde.
Como um pássaro de sons impregnado desses instrumentos.
Tudo então se alinha ao salto, à solução fina do sax Pixinguinha.
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Em memória de Chico Mário
A língua da música esta lambendo meus ouvidos agora,
Isso tira cracas de dentro dos meus pensamentos.
Notas musicais organizam minha paz de dentro para fora.
Mudam os gabaritos que engenharam o indivíduo a tempos.
Quando uma música toca, em mim dilui qualquer tormento,
restaurando os tons à vida pelas claves soltas mais sonoras.
Se um instrumento toca é algo maior que brisa a vento.
Sobre as pautas dançam em harmonias, minha alma junto com o meu centro.
Um solo de guitarra grafa a fender fotos de porta retratos;
Prometendo o salto surpresa implícito no rítimo dessa nau felicidade.
Entra o conversar de cordas, couros, paletas e metais, tudo me invade.
Metamorfoses singram meu espírito e a calma é o tento.
Até que esse velho marinheiro de cais, cidadão de corpo hiato,
voe emoções chorando um improviso Sebastian Bach de alarde.
Como um pássaro de sons impregnado desses instrumentos.
Tudo então se alinha ao salto, à solução fina do sax Pixinguinha.
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terça-feira, 7 de setembro de 2010
Crooner (O analfabeto poético)
A voz do Milton
é trompete de Miles.
Parece um rio
de sonoridade.
O trompete
Miles na voz
do Milton,
enche o vazio,
dá felicidade.
O Milton Miles.
O Miles Milton.
Mil tons.
Mil Davis.
Mil dádivas.
O improviso é o sopro
Para quem quer se soltar........
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