Para ler poesia basta ter calma, Para ler Poesia basta ter paixão, deixe-a incidir subcutânea, trama das retinas à veia aorta para faxina do coração.
Citações
A palavra é o fio de ouro do pensamento.
SÓCRATES
quinta-feira, 12 de dezembro de 2013
Pressuposto e previsível ( Barril Diógenes)
Na boa!
Os rios da minha cidade
não são o do Fernando Pessoa.
O Rio, a minha aldeia,
ninguém sabe para onde vai.
O Tejo entra no mar em Portugal;
O Rio, a minha aldeia, é um lamaçal.
Ele pertence a menos gente,
infelizmente a coisa é feia,
e o fato já é uma tristeza modal.
Porque pertence a menos gente,
essa menos gente se alheia.
Aos outros Rios sobra o assoreamento,
muita lama e muita areia, muito lamento.
Mas os rios e o Rio são muitos assombramentos
se juntam em algum mar inteiro, em alagados alentos.
Na calamidade contínua, e também inteira, são os deslisamentos.
Sobra a falta de solução, faltam bueiros, sobram plúvios lamentos.
Tudo é desastre, tudo é banheira, desaba muito.
Tudo é o muito, é o de sempre, repete a maneira.
Voltamos ao velho trauma, de novo ao velho assunto
E os rios calamitosos se sobrepõem ao Rio minha cidade.
Colhemos os donativos comuns ao descaso, á caridade
E ao Rio comunidade sobra então o refazer, o estar junto.
domingo, 8 de dezembro de 2013
Gente (O circo da alma)
Fotografia: Bunda dos calcanhares- Charles Stuck
Diferente do senso comum,
o ato involuntário
não faz acordo nenhum.
É um revolucionário,
e está dentro de qualquer um.
Abrigado do pensamento,
provoca á lente, faz zum.
Agente, como o vento,
foca o real do momento
como quem mostra o bumbum
sábado, 7 de dezembro de 2013
Eu vou ( O olhar da carranca)
Rua Antônio Vieira no Leme
Ijexá
Afoxé
Vou rezar
Vou ter fé
Abará
Candomblé
Vou voltar
a andar
Vou correr
qual Pelé
Nas calçadas
do mar.
Vou rumar
os meus pés.
Ver o sol acordar
Ver a lua mulher
Quem viver me verá.
Como um homem qualquer.
Vou daqui
Chego la
Caminho Guarani
eu vou te caminhar.
quarta-feira, 20 de novembro de 2013
Zumbi dos escravos (Barril Diógenes)
Fotografia: O Globo- cais do Valongo
Consciência negra
é da cor do tiziu.
É cafuza, é mulata,
é da cor do Brasil.
Foi queimada com brasa
reduzida a servil.
Transportada em navios,
a ferros, foi mercantil.
Das senzalas pros morros
quem te vê? quem te viu?
Hoje em pontos de ônibus,
igualdade em antônimos,
e o salário caiu.
Estatística é o quanto
se esconde, no manto,
o preconceito imbecil.
Nos modernos feitores,
fardados de amores,
apartada a fuzil.
Essa pedra de toque,
lúmpen do black Block,
essa cor varonil.
Quem são eles?
Quem são elas?
Quantos serão Mandela?
Quantos Gilberto Gil?
De gravata, de chinelas,
do asfalto às favelas,
misturada e febril.
Consciência é coisa crítica,
é um saber refinado,
é atitude política,
é o Zumbi dos escravos.
segunda-feira, 11 de novembro de 2013
Ponto de vista (A puta me contou)
Fotografia: Rodando a Baiana- Cláudia Jaguaribe
só canta se for show
só chuta se for gol
Faz zomba do amor
só samba rock'n roll
pensa que sabe viver
mas ainda nem começou
só canta se for show
só chuta se for gol
Faz zomba do amor
só samba rock'n roll
pensa que sabe viver
mas ainda nem começou
sábado, 9 de novembro de 2013
A confiança no circo da alma
Fotografia: Eu do tamanho- Amélia lourenço
A confiança
sempre esta
aonde a coloque
a coragem de ser
indivíduo consciente
de si mesmo
e plural no universo
de todos.
E nessa andança
faz o lugar.
Sem ter recalque,
encara o tal que
a história
há de coser.
ponta de lança
salto da dança
perseverança
com um sorriso
nos dentes.
E sem ter aviso
do improviso
dói como um ciso
abrindo espaço
na gente.
Vai simplesmente
seguindo, em frente
do eu que habita você.
A confiança
sempre esta
aonde a coloque
a coragem de ser
indivíduo consciente
de si mesmo
e plural no universo
de todos.
E nessa andança
faz o lugar.
Sem ter recalque,
encara o tal que
a história
há de coser.
ponta de lança
salto da dança
perseverança
com um sorriso
nos dentes.
E sem ter aviso
do improviso
dói como um ciso
abrindo espaço
na gente.
Vai simplesmente
seguindo, em frente
do eu que habita você.
terça-feira, 5 de novembro de 2013
A arquibancada no circo da alma
Fotografia: Dia do Circo - Diógenes Santos
A amizade no circo da alma
tem nas mãos o riso das palmas,
o esquecimento de todo trauma,
entre a chama aclamada nos sons.
A amizade é uma troca de somas
que inflama na mesma lona,
o afeto bom e o prazer..
Unindo o picadeiro
ao solidário braseiro
da arquibancada em você,
O amigo traduz com calma
a força desse amálgama
dileto, de cuja álgebra
resulta em ser e estar com.
A amizade, se longa ou breve
ocorre no que descreve
o abraço do acontecer
deixando em cada pele
um pouco que se revele
da fraternidade do ser
sábado, 2 de novembro de 2013
Calhau ( O olhar da carranca)
Fotografia: Marcos Estrella
Com o tempo e com peito aberto, é o que penso,
com a experiência viva das datas tantas passadas,
aprende-se, assim, a identificar preconceitos;
Quando lâminas afiadas na pedra amolada do silêncio.
Rasgam a realidade, de um só jeito, disforme.
evidente no que o corte é exposto e pre-propenso.
A nudez é trajada de medo do momento
a atitude é gritante e fria, mais velada.
A desumanidade individual humana toma assento,
ou é o que dela resta, como leito seco do prévio ou do nada.
Desce o rio que corre em silencioso intento,
de quem quer se socorrer no incorrer da falha,
e sem saber, já de pronto descortina a imagem revelada.
Pintura reluzente e redundante, sempre a denunciar como um calhau o obscuro universal do particular
Com o tempo e com peito aberto, é o que penso,
com a experiência viva das datas tantas passadas,
aprende-se, assim, a identificar preconceitos;
Quando lâminas afiadas na pedra amolada do silêncio.
Rasgam a realidade, de um só jeito, disforme.
evidente no que o corte é exposto e pre-propenso.
A nudez é trajada de medo do momento
a atitude é gritante e fria, mais velada.
A desumanidade individual humana toma assento,
ou é o que dela resta, como leito seco do prévio ou do nada.
Desce o rio que corre em silencioso intento,
de quem quer se socorrer no incorrer da falha,
e sem saber, já de pronto descortina a imagem revelada.
Pintura reluzente e redundante, sempre a denunciar como um calhau o obscuro universal do particular
quinta-feira, 17 de outubro de 2013
Militarização e questão social ( Barril Diógenes)
Uma nova estética de protesto se instalou na sociedade brasileira.
A juventude nos aponta, nessa nova forma, uma latente revolta popular.
Os velhos instrumentos militares conservadores são insistentemente usados,
criminalizando-a, mas já não têm efeito funcional como inibidores de movimentos sociais.
O estado democrático de direito deve ser o maestro desse embate entre forças.
A polícia e a política novamente se abraçam, se é que já se desenlaçaram um dia.
O velho e o novo se chocam, são batalhões em ação e reação, o que é Liberdade?
A consistência jurídica construída como proteção dessas relações
é rompida a pedradas e a bala aonde a constituição é pequeno detalhe,
num embate entre a borracha e as pedras portuguesas do Brasil.
A vida segue seu rumo, há truculência no meio da rua, está pegando fogo.
A coisa é pública..
domingo, 13 de outubro de 2013
Bactéria doida (O olhar da carranca)
1999- Sebastião Salgado
No teto o branco, sob a sanca, o lustre,
de cuja luz vazia escorre o tempo e só.
A vida para sua atitude, plena e física,
e a realidade contaminada, é tísica,
como é o bacilo a ser derrota, o Koch.
Nesse vazio reina a bactéria doida,
reina invasiva, lerda e lesionária.
Comum aos pobres povos ela se acoita,
entre o descaso e a saúde precária.
Invasiva, deletéria tanatológica e afoita.
Sob o teto calvo do homem resta a sede,
aonde o antibiótico é de domínio público.
Essa solidão madruga e tece tais paredes,
formando as janelas qual o vão mais lúcido.
Retirando a fórceps esse intruso súbito.
Quanta introjeção, fisioterapia,
lenta solução, falta de harmonia,
de cuja vazão jaz sentido único.
Tanta é a solidão, tanta é a alopatia
tanta é expectativa de uma solução.
A jogar no chão essa tal moléstia,
muita paciência, quase tibetana.
Quando isso é tudo o quase que me resta,
trágico contágio, desvirtude urbana,
fora com essa besta bacteriana.
No teto o branco, sob a sanca, o lustre,
de cuja luz vazia escorre o tempo e só.
A vida para sua atitude, plena e física,
e a realidade contaminada, é tísica,
como é o bacilo a ser derrota, o Koch.
Nesse vazio reina a bactéria doida,
reina invasiva, lerda e lesionária.
Comum aos pobres povos ela se acoita,
entre o descaso e a saúde precária.
Invasiva, deletéria tanatológica e afoita.
Sob o teto calvo do homem resta a sede,
aonde o antibiótico é de domínio público.
Essa solidão madruga e tece tais paredes,
formando as janelas qual o vão mais lúcido.
Retirando a fórceps esse intruso súbito.
Quanta introjeção, fisioterapia,
lenta solução, falta de harmonia,
de cuja vazão jaz sentido único.
Tanta é a solidão, tanta é a alopatia
tanta é expectativa de uma solução.
A jogar no chão essa tal moléstia,
muita paciência, quase tibetana.
Quando isso é tudo o quase que me resta,
trágico contágio, desvirtude urbana,
fora com essa besta bacteriana.
terça-feira, 9 de julho de 2013
O príncipe pelado ( Barril Diógenes)
Fotografia: protestos- O Globo
Os livros que li me observam todos.
A mulher que amei já me quer ao longe.
Como Santa Teresa descarrilada de bondes,
a cidadania provoca à praça os moços.
Querem os dias felizes desprovidos de engôdos.
E tudo o que sei não passou de história,
e tudo o que sei foi costurado, na memória
do tempo de sol da sabedoria dos tolos.
Da casa sem cal, que é moradia nos morros,
descem todos para a avenida.
A cara sem sal, de decência desprovida,
dos políticos enxameia para a briga.
É o povo, muito povo, todo o povo.
Governantes querem os líderes que não são.
Eles não entendem nada dos claros recados
não entendem o que não querem,
mas os fatos gritam irados
explicitados na multidão.
Eles, os velhos mesmos, não virão para as ruas
Eles, os velhos mesmos, atordoados
não querem entender a nação.
Mesmo assim haverá mudanças.
Mesmo assim algo vai mudar, esta mudando, esta mudado.
O príncipe moderno, diversionista, esta pelado.
Os livros que li me observam todos.
A mulher que amei já me quer ao longe.
Como Santa Teresa descarrilada de bondes,
a cidadania provoca à praça os moços.
Querem os dias felizes desprovidos de engôdos.
E tudo o que sei não passou de história,
e tudo o que sei foi costurado, na memória
do tempo de sol da sabedoria dos tolos.
Da casa sem cal, que é moradia nos morros,
descem todos para a avenida.
A cara sem sal, de decência desprovida,
dos políticos enxameia para a briga.
É o povo, muito povo, todo o povo.
Governantes querem os líderes que não são.
Eles não entendem nada dos claros recados
não entendem o que não querem,
mas os fatos gritam irados
explicitados na multidão.
Eles, os velhos mesmos, não virão para as ruas
Eles, os velhos mesmos, atordoados
não querem entender a nação.
Mesmo assim haverá mudanças.
Mesmo assim algo vai mudar, esta mudando, esta mudado.
O príncipe moderno, diversionista, esta pelado.
terça-feira, 25 de junho de 2013
O analfabeto funcional ( o olhar da carranca)
O analfabeto funcional
tem sua consistência política,
quebrada na rua a pau
de forma bem pouco artística.
Maracanã sem geral ,
família sem hospital,
escola vai muito mal,
parou o trem da central,
como é que ele se explica?
O analfabeto funcional
sabe aonde a corda estica,
ficou sem plano real,
não sabe ler um jornal,
falta-lhe o fundamental,
mas bem conhece o lalau,
e quer saber como fica.
É o cenário nacional.
No que é consciência crítica,
tem gente que sabe os clássicos,
tem gente que vê Fantástico.
tem gente que é o escambau.
Com seu salário enxuto,
Sem inclusão digital,
põe fogo no matagal
e são chamados de brutos.
A classe C, alijada,
se mostra bem calejada,
na força provoca sustos
enquanto ganha merreca.
Joga as pedras das calçadas,
Vê Dólar em outra cueca,
no tanto que a PEC peca.
melando a marmelada.
No tanto que diz não sei,
desconhece a cura gay.
Ao pobre só resta a lei,
da farda ou da Milícia.
Sem ter a doce delícia,
tão sub- reptícia,
explode como seus custos.
Cansada dos três e vinte
Grita forte: É o seguinte!
Levanta-se contra o acinte
deseja um Brasil mais justo.
A multidão, como em Meca,
não quer mais corrupção.
O que ela quer é escola,
não aceita bolsa esmola,
quer ter mais educação.
Enquanto quebra a vidraça
mostra o quanto perdeu graça,
vandalizando a questão.
Desnuda mais um mistério,
quer público o ministério,
e grita com o pau na mão.
Escolhe quebrar o banco
enquanto o banco lhe quebra.
No ato que foge à regra,
o milagre perde o santo.
O povo é o bem de raiz
que reconstrói o pais.
Povo, mais povo em fúria,
um ao outo vis a vis.
Renega assim os desmandos
da politicagem espúria.
Explode em força e bando,
assim descobre o manto
social das suas penúrias.
Deixando de ser passivo,
com sua voz de gigante
todo o Brasil grita vivo,
heroico e retumbante.
Esse ato forte é ativo
entra na história e nos livros,
de forma pura e nua.
Um aviso, é um aviso, é um aviso.
É o povo tomando as ruas
exigente e importante.
É o povo, esse gigante,
é vasão, é um povo vivo.
sábado, 22 de junho de 2013
A espinha do peixe ( Barril Diógenes)
Fotografia: Manifestação em 20/06/2013 no Rio de Janeiro
Spray de pimenta
é o affair play do bope
do governador.
O povo aguenta
pelo feito imoral
do senador.
A massa esquenta,
sai da letargia, do torpor.
A revolta venta,
e varre o choque
da falta de hospital
para sua dor.
Bomba de efeito.
Esse é o grave jeito
sem doutor.
Não tendo leito,
sem educação,
sem professor.
Bala de borracha
acha o jornalista
e o cidadão.
Voa sem pista
contra a voz que grita
quero não.
Esse é o sândalo.
Eu que não sou vândalo,
passei por.
A rua canta
o que tem na garganta
e não passou.
A rua manda
nesse mar de gente seu valor;
E nessa enchente
faz Brasil corrente
meu amor.
Spray de pimenta
é o affair play do bope
do governador.
O povo aguenta
pelo feito imoral
do senador.
A massa esquenta,
sai da letargia, do torpor.
A revolta venta,
e varre o choque
da falta de hospital
para sua dor.
Bomba de efeito.
Esse é o grave jeito
sem doutor.
Não tendo leito,
sem educação,
sem professor.
Bala de borracha
acha o jornalista
e o cidadão.
Voa sem pista
contra a voz que grita
quero não.
Esse é o sândalo.
Eu que não sou vândalo,
passei por.
A rua canta
o que tem na garganta
e não passou.
A rua manda
nesse mar de gente seu valor;
E nessa enchente
faz Brasil corrente
meu amor.
sábado, 1 de junho de 2013
GPS- Para Cláudio Upiano " in memoria" ( Barril Diógenes)
Fotografia: GPS-Querubim Moreira
A literatura é a tentativa,
ou mais, é a iniciativa
de criar um procedimento
constituindo rotas
para o pensamento.
No que podemos chamar
de amplitude maior
dos passos do homem,
em um processo
de coordenadas para a vida,
na impossível retenção
da viagem humana
no tempo espaço.
Alem do limite contemporâneo
há um pré e um pós
em qualquer tópico
ou ponto ótico.
São bases, são suposições,
das afinidades históricas
e das finitudes existenciais,
nada menos e nada mais.
A literatura é a tentativa,
ou mais, é a iniciativa
de criar um procedimento
constituindo rotas
para o pensamento.
No que podemos chamar
de amplitude maior
dos passos do homem,
em um processo
de coordenadas para a vida,
na impossível retenção
da viagem humana
no tempo espaço.
Alem do limite contemporâneo
há um pré e um pós
em qualquer tópico
ou ponto ótico.
São bases, são suposições,
das afinidades históricas
e das finitudes existenciais,
nada menos e nada mais.
quinta-feira, 30 de maio de 2013
Transmutação ( A olhos nus)
Fotografia: Um grupo de indígenas Waurá pesca na lagoa Piyulaga,Sebastião Salgado
O tempo de esperaé uma página do amor
cuja leitura deve ser calma.
É preciso saber ler as ausências,
os silêncios e as distâncias.
Este é um tempo antena
de saudade da convivência.
Transitando à distância lado a lado:
Os sentidos sem palavras,
as medidas sem trenas,
as paisagens sem as cenas,
de um espaço delicado
restante, do que agora é apenas
a falta no que nos doí à carne.
Mas por mais que cause trauma,
por mais que faça água,
por mais que produza dor,
essa dor é um desarme
na essência a se supor.
É preciso ter paciência,
paciência, paciência,
paciência de pescador.
É preciso guardar as utopias.
É preciso agradar a alegria.
É preciso força, dínamo, vetor.
O tempo de espera é frio,
e tem o barulho de um rio
que vai passando em fio;
Como quem aguarda o momento
da natureza do brilho
do mar, que é o delírio natural
do abrir de uma flor.
quarta-feira, 22 de maio de 2013
Pavana ( O olhar da carranca)
Certa feita me disseram evitando o olhar:
_ O que não tem solução, solucionado está.
No desvio, na negação, no vazio, na covardia,
na ausência da inclusão a solução é se virar.
Resistência tem arrabaldes alem limites e cercanias.
A aranha que tece a teia pode se perder na ventania.
Quem quiser quebrar barreiras tem que sorrir poesia.
Se é triste o haver da morte, essa tristeza pesa no ar
E para navegar o impreciso não se pode temer o mar.
O mar tem caminhos próprios, suspensos, quando ousadia.
Na tormenta a solução sempre é manter a cabeça fria.
Pavana em Copacabana, e a gente samba para não sambar.
Quem se levanta da solidão constrói assim a sua guia.
Ser próprio na opinião tem um só condão, o da valentia.
A vida, essa grande dama, sempre nos chama, saravá!
A busca da solução vai bem mais do aonde a mão alcançar.
Se a dor tem a sua cor, também faz a arte da sinergia.
Que seja a felicidade sempre a maior parte da biografia.
sexta-feira, 17 de maio de 2013
X da questão ( Perna bamba é do samba)
Fotografia: Cartola-Walter Firmo
Às vezes parece que a vida me passa
por entre os dedos abertos das mãos
A vida é vasta e parece a caça
correndo na raça em busca do em vão
O futuro é o tempo de caráter misto
de fato não passa de uma abstração
Assim também é o passado, é um rabisco,
já foi o presente e é um rastro no chão.
Às vezes não sei o que ocorre comigo
O crime e o castigo é a solidão
Se os braços dela não são mais abrigo
o que hoje me abraça é somente a razão
E sendo a razão só uma filosofia
que muda com o tempo conforme a ilusão
Não sei mais o que possa ser alegria
Nem o que fazer com o meu coração.
Sem os seus abraços as noites são frias
parecem um freezer gelando o colchão
Em toda manhã é nublado o dia
e essa saudade é o X da questão
quarta-feira, 15 de maio de 2013
Catástrofe ( Barril Diógenes)
Fotografia: Refugiados Palestinos-1948
Nakba
Acaba
ou não
acaba?
É diáspora
ou intifada?
Foto: ABBAS-MOMANI/AFP -2013sábado, 11 de maio de 2013
Capiroto ( A olhos nus)
Fotografia:Vaqueiro encourado-Brasil invisível-Valdemir Cunha
Eu cuja vida já me avança
Franquiei-me em Sancho Pança
escudeiro do porque.
Eu quase assim pessoa mansa
tenho em mim a esperança
de reaver seu prazer.
Meu é o tudo que lhe tenho
mas se faltar um desenho
pinto a cor do zabelê.
Zeus esse Deus que não desdenho
é deserto jalapenho
de sonar cateretê.
Venho eu apenas e meu corpo
parte ereta, parte torto
tenho o salmo do incorreto.
Beijo o que a vida traz de perto
trago a água e o deserto.
tenho o amor a lhe fazer.
Parto do incerto em parte horto.
melhor vida que aborto
Sou bem mais do que se vê.
Eu cujo filme a censura
esconde no que esconjura
na falta do acontecer.
Sou eu apenas rosa boto
parente do capiroto
tenho o olhar que sabe ler
Sou detetive do Belotto
o que não me dizem noto
desvendando-me em você.
Eu cuja vida já me avança
Franquiei-me em Sancho Pança
escudeiro do porque.
Eu quase assim pessoa mansa
tenho em mim a esperança
de reaver seu prazer.
Meu é o tudo que lhe tenho
mas se faltar um desenho
pinto a cor do zabelê.
Zeus esse Deus que não desdenho
é deserto jalapenho
de sonar cateretê.
Venho eu apenas e meu corpo
parte ereta, parte torto
tenho o salmo do incorreto.
Beijo o que a vida traz de perto
trago a água e o deserto.
tenho o amor a lhe fazer.
Parto do incerto em parte horto.
melhor vida que aborto
Sou bem mais do que se vê.
Eu cujo filme a censura
esconde no que esconjura
na falta do acontecer.
Sou eu apenas rosa boto
parente do capiroto
tenho o olhar que sabe ler
Sou detetive do Belotto
o que não me dizem noto
desvendando-me em você.
quinta-feira, 9 de maio de 2013
Et cétera ( A puta me contou)
Fotografia: Vamos Andando- Manuel Oliveira
Não se preocupe tanto,
que o tempo é único,
ele é um só.
Cuide de não haver tristeza,
mas se ela houver,
que não lhe dê um nó.
Não se renda á angústia,
porque ela assusta
e vai virando dó.
Busque mais alegria,
aonde ela se cria
é que brilha o sol.
Respeite o cansaço,
ele é o abraço
da luta maior.
Abrace forte à esperança,
ela e a contradança,
do que há de melhor.
Vamos, nada será mal.
O Et cétera é o tal
é qualquer assunto.
Vamos que tudo é plural.
Se estamos juntos,
o certo é ao final.
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