Para ler poesia basta ter calma, Para ler Poesia basta ter paixão, deixe-a incidir subcutânea, trama das retinas à veia aorta para faxina do coração.
Citações
A palavra é o fio de ouro do pensamento.
SÓCRATES
quinta-feira, 17 de outubro de 2013
Militarização e questão social ( Barril Diógenes)
Uma nova estética de protesto se instalou na sociedade brasileira.
A juventude nos aponta, nessa nova forma, uma latente revolta popular.
Os velhos instrumentos militares conservadores são insistentemente usados,
criminalizando-a, mas já não têm efeito funcional como inibidores de movimentos sociais.
O estado democrático de direito deve ser o maestro desse embate entre forças.
A polícia e a política novamente se abraçam, se é que já se desenlaçaram um dia.
O velho e o novo se chocam, são batalhões em ação e reação, o que é Liberdade?
A consistência jurídica construída como proteção dessas relações
é rompida a pedradas e a bala aonde a constituição é pequeno detalhe,
num embate entre a borracha e as pedras portuguesas do Brasil.
A vida segue seu rumo, há truculência no meio da rua, está pegando fogo.
A coisa é pública..
domingo, 13 de outubro de 2013
Bactéria doida (O olhar da carranca)
1999- Sebastião Salgado
No teto o branco, sob a sanca, o lustre,
de cuja luz vazia escorre o tempo e só.
A vida para sua atitude, plena e física,
e a realidade contaminada, é tísica,
como é o bacilo a ser derrota, o Koch.
Nesse vazio reina a bactéria doida,
reina invasiva, lerda e lesionária.
Comum aos pobres povos ela se acoita,
entre o descaso e a saúde precária.
Invasiva, deletéria tanatológica e afoita.
Sob o teto calvo do homem resta a sede,
aonde o antibiótico é de domínio público.
Essa solidão madruga e tece tais paredes,
formando as janelas qual o vão mais lúcido.
Retirando a fórceps esse intruso súbito.
Quanta introjeção, fisioterapia,
lenta solução, falta de harmonia,
de cuja vazão jaz sentido único.
Tanta é a solidão, tanta é a alopatia
tanta é expectativa de uma solução.
A jogar no chão essa tal moléstia,
muita paciência, quase tibetana.
Quando isso é tudo o quase que me resta,
trágico contágio, desvirtude urbana,
fora com essa besta bacteriana.
No teto o branco, sob a sanca, o lustre,
de cuja luz vazia escorre o tempo e só.
A vida para sua atitude, plena e física,
e a realidade contaminada, é tísica,
como é o bacilo a ser derrota, o Koch.
Nesse vazio reina a bactéria doida,
reina invasiva, lerda e lesionária.
Comum aos pobres povos ela se acoita,
entre o descaso e a saúde precária.
Invasiva, deletéria tanatológica e afoita.
Sob o teto calvo do homem resta a sede,
aonde o antibiótico é de domínio público.
Essa solidão madruga e tece tais paredes,
formando as janelas qual o vão mais lúcido.
Retirando a fórceps esse intruso súbito.
Quanta introjeção, fisioterapia,
lenta solução, falta de harmonia,
de cuja vazão jaz sentido único.
Tanta é a solidão, tanta é a alopatia
tanta é expectativa de uma solução.
A jogar no chão essa tal moléstia,
muita paciência, quase tibetana.
Quando isso é tudo o quase que me resta,
trágico contágio, desvirtude urbana,
fora com essa besta bacteriana.
terça-feira, 9 de julho de 2013
O príncipe pelado ( Barril Diógenes)
Fotografia: protestos- O Globo
Os livros que li me observam todos.
A mulher que amei já me quer ao longe.
Como Santa Teresa descarrilada de bondes,
a cidadania provoca à praça os moços.
Querem os dias felizes desprovidos de engôdos.
E tudo o que sei não passou de história,
e tudo o que sei foi costurado, na memória
do tempo de sol da sabedoria dos tolos.
Da casa sem cal, que é moradia nos morros,
descem todos para a avenida.
A cara sem sal, de decência desprovida,
dos políticos enxameia para a briga.
É o povo, muito povo, todo o povo.
Governantes querem os líderes que não são.
Eles não entendem nada dos claros recados
não entendem o que não querem,
mas os fatos gritam irados
explicitados na multidão.
Eles, os velhos mesmos, não virão para as ruas
Eles, os velhos mesmos, atordoados
não querem entender a nação.
Mesmo assim haverá mudanças.
Mesmo assim algo vai mudar, esta mudando, esta mudado.
O príncipe moderno, diversionista, esta pelado.
Os livros que li me observam todos.
A mulher que amei já me quer ao longe.
Como Santa Teresa descarrilada de bondes,
a cidadania provoca à praça os moços.
Querem os dias felizes desprovidos de engôdos.
E tudo o que sei não passou de história,
e tudo o que sei foi costurado, na memória
do tempo de sol da sabedoria dos tolos.
Da casa sem cal, que é moradia nos morros,
descem todos para a avenida.
A cara sem sal, de decência desprovida,
dos políticos enxameia para a briga.
É o povo, muito povo, todo o povo.
Governantes querem os líderes que não são.
Eles não entendem nada dos claros recados
não entendem o que não querem,
mas os fatos gritam irados
explicitados na multidão.
Eles, os velhos mesmos, não virão para as ruas
Eles, os velhos mesmos, atordoados
não querem entender a nação.
Mesmo assim haverá mudanças.
Mesmo assim algo vai mudar, esta mudando, esta mudado.
O príncipe moderno, diversionista, esta pelado.
terça-feira, 25 de junho de 2013
O analfabeto funcional ( o olhar da carranca)
O analfabeto funcional
tem sua consistência política,
quebrada na rua a pau
de forma bem pouco artística.
Maracanã sem geral ,
família sem hospital,
escola vai muito mal,
parou o trem da central,
como é que ele se explica?
O analfabeto funcional
sabe aonde a corda estica,
ficou sem plano real,
não sabe ler um jornal,
falta-lhe o fundamental,
mas bem conhece o lalau,
e quer saber como fica.
É o cenário nacional.
No que é consciência crítica,
tem gente que sabe os clássicos,
tem gente que vê Fantástico.
tem gente que é o escambau.
Com seu salário enxuto,
Sem inclusão digital,
põe fogo no matagal
e são chamados de brutos.
A classe C, alijada,
se mostra bem calejada,
na força provoca sustos
enquanto ganha merreca.
Joga as pedras das calçadas,
Vê Dólar em outra cueca,
no tanto que a PEC peca.
melando a marmelada.
No tanto que diz não sei,
desconhece a cura gay.
Ao pobre só resta a lei,
da farda ou da Milícia.
Sem ter a doce delícia,
tão sub- reptícia,
explode como seus custos.
Cansada dos três e vinte
Grita forte: É o seguinte!
Levanta-se contra o acinte
deseja um Brasil mais justo.
A multidão, como em Meca,
não quer mais corrupção.
O que ela quer é escola,
não aceita bolsa esmola,
quer ter mais educação.
Enquanto quebra a vidraça
mostra o quanto perdeu graça,
vandalizando a questão.
Desnuda mais um mistério,
quer público o ministério,
e grita com o pau na mão.
Escolhe quebrar o banco
enquanto o banco lhe quebra.
No ato que foge à regra,
o milagre perde o santo.
O povo é o bem de raiz
que reconstrói o pais.
Povo, mais povo em fúria,
um ao outo vis a vis.
Renega assim os desmandos
da politicagem espúria.
Explode em força e bando,
assim descobre o manto
social das suas penúrias.
Deixando de ser passivo,
com sua voz de gigante
todo o Brasil grita vivo,
heroico e retumbante.
Esse ato forte é ativo
entra na história e nos livros,
de forma pura e nua.
Um aviso, é um aviso, é um aviso.
É o povo tomando as ruas
exigente e importante.
É o povo, esse gigante,
é vasão, é um povo vivo.
sábado, 22 de junho de 2013
A espinha do peixe ( Barril Diógenes)
Fotografia: Manifestação em 20/06/2013 no Rio de Janeiro
Spray de pimenta
é o affair play do bope
do governador.
O povo aguenta
pelo feito imoral
do senador.
A massa esquenta,
sai da letargia, do torpor.
A revolta venta,
e varre o choque
da falta de hospital
para sua dor.
Bomba de efeito.
Esse é o grave jeito
sem doutor.
Não tendo leito,
sem educação,
sem professor.
Bala de borracha
acha o jornalista
e o cidadão.
Voa sem pista
contra a voz que grita
quero não.
Esse é o sândalo.
Eu que não sou vândalo,
passei por.
A rua canta
o que tem na garganta
e não passou.
A rua manda
nesse mar de gente seu valor;
E nessa enchente
faz Brasil corrente
meu amor.
Spray de pimenta
é o affair play do bope
do governador.
O povo aguenta
pelo feito imoral
do senador.
A massa esquenta,
sai da letargia, do torpor.
A revolta venta,
e varre o choque
da falta de hospital
para sua dor.
Bomba de efeito.
Esse é o grave jeito
sem doutor.
Não tendo leito,
sem educação,
sem professor.
Bala de borracha
acha o jornalista
e o cidadão.
Voa sem pista
contra a voz que grita
quero não.
Esse é o sândalo.
Eu que não sou vândalo,
passei por.
A rua canta
o que tem na garganta
e não passou.
A rua manda
nesse mar de gente seu valor;
E nessa enchente
faz Brasil corrente
meu amor.
sábado, 1 de junho de 2013
GPS- Para Cláudio Upiano " in memoria" ( Barril Diógenes)
Fotografia: GPS-Querubim Moreira
A literatura é a tentativa,
ou mais, é a iniciativa
de criar um procedimento
constituindo rotas
para o pensamento.
No que podemos chamar
de amplitude maior
dos passos do homem,
em um processo
de coordenadas para a vida,
na impossível retenção
da viagem humana
no tempo espaço.
Alem do limite contemporâneo
há um pré e um pós
em qualquer tópico
ou ponto ótico.
São bases, são suposições,
das afinidades históricas
e das finitudes existenciais,
nada menos e nada mais.
A literatura é a tentativa,
ou mais, é a iniciativa
de criar um procedimento
constituindo rotas
para o pensamento.
No que podemos chamar
de amplitude maior
dos passos do homem,
em um processo
de coordenadas para a vida,
na impossível retenção
da viagem humana
no tempo espaço.
Alem do limite contemporâneo
há um pré e um pós
em qualquer tópico
ou ponto ótico.
São bases, são suposições,
das afinidades históricas
e das finitudes existenciais,
nada menos e nada mais.
quinta-feira, 30 de maio de 2013
Transmutação ( A olhos nus)
Fotografia: Um grupo de indígenas Waurá pesca na lagoa Piyulaga,Sebastião Salgado
O tempo de esperaé uma página do amor
cuja leitura deve ser calma.
É preciso saber ler as ausências,
os silêncios e as distâncias.
Este é um tempo antena
de saudade da convivência.
Transitando à distância lado a lado:
Os sentidos sem palavras,
as medidas sem trenas,
as paisagens sem as cenas,
de um espaço delicado
restante, do que agora é apenas
a falta no que nos doí à carne.
Mas por mais que cause trauma,
por mais que faça água,
por mais que produza dor,
essa dor é um desarme
na essência a se supor.
É preciso ter paciência,
paciência, paciência,
paciência de pescador.
É preciso guardar as utopias.
É preciso agradar a alegria.
É preciso força, dínamo, vetor.
O tempo de espera é frio,
e tem o barulho de um rio
que vai passando em fio;
Como quem aguarda o momento
da natureza do brilho
do mar, que é o delírio natural
do abrir de uma flor.
quarta-feira, 22 de maio de 2013
Pavana ( O olhar da carranca)
Certa feita me disseram evitando o olhar:
_ O que não tem solução, solucionado está.
No desvio, na negação, no vazio, na covardia,
na ausência da inclusão a solução é se virar.
Resistência tem arrabaldes alem limites e cercanias.
A aranha que tece a teia pode se perder na ventania.
Quem quiser quebrar barreiras tem que sorrir poesia.
Se é triste o haver da morte, essa tristeza pesa no ar
E para navegar o impreciso não se pode temer o mar.
O mar tem caminhos próprios, suspensos, quando ousadia.
Na tormenta a solução sempre é manter a cabeça fria.
Pavana em Copacabana, e a gente samba para não sambar.
Quem se levanta da solidão constrói assim a sua guia.
Ser próprio na opinião tem um só condão, o da valentia.
A vida, essa grande dama, sempre nos chama, saravá!
A busca da solução vai bem mais do aonde a mão alcançar.
Se a dor tem a sua cor, também faz a arte da sinergia.
Que seja a felicidade sempre a maior parte da biografia.
sexta-feira, 17 de maio de 2013
X da questão ( Perna bamba é do samba)
Fotografia: Cartola-Walter Firmo
Às vezes parece que a vida me passa
por entre os dedos abertos das mãos
A vida é vasta e parece a caça
correndo na raça em busca do em vão
O futuro é o tempo de caráter misto
de fato não passa de uma abstração
Assim também é o passado, é um rabisco,
já foi o presente e é um rastro no chão.
Às vezes não sei o que ocorre comigo
O crime e o castigo é a solidão
Se os braços dela não são mais abrigo
o que hoje me abraça é somente a razão
E sendo a razão só uma filosofia
que muda com o tempo conforme a ilusão
Não sei mais o que possa ser alegria
Nem o que fazer com o meu coração.
Sem os seus abraços as noites são frias
parecem um freezer gelando o colchão
Em toda manhã é nublado o dia
e essa saudade é o X da questão
quarta-feira, 15 de maio de 2013
Catástrofe ( Barril Diógenes)
Fotografia: Refugiados Palestinos-1948
Nakba
Acaba
ou não
acaba?
É diáspora
ou intifada?
Foto: ABBAS-MOMANI/AFP -2013sábado, 11 de maio de 2013
Capiroto ( A olhos nus)
Fotografia:Vaqueiro encourado-Brasil invisível-Valdemir Cunha
Eu cuja vida já me avança
Franquiei-me em Sancho Pança
escudeiro do porque.
Eu quase assim pessoa mansa
tenho em mim a esperança
de reaver seu prazer.
Meu é o tudo que lhe tenho
mas se faltar um desenho
pinto a cor do zabelê.
Zeus esse Deus que não desdenho
é deserto jalapenho
de sonar cateretê.
Venho eu apenas e meu corpo
parte ereta, parte torto
tenho o salmo do incorreto.
Beijo o que a vida traz de perto
trago a água e o deserto.
tenho o amor a lhe fazer.
Parto do incerto em parte horto.
melhor vida que aborto
Sou bem mais do que se vê.
Eu cujo filme a censura
esconde no que esconjura
na falta do acontecer.
Sou eu apenas rosa boto
parente do capiroto
tenho o olhar que sabe ler
Sou detetive do Belotto
o que não me dizem noto
desvendando-me em você.
Eu cuja vida já me avança
Franquiei-me em Sancho Pança
escudeiro do porque.
Eu quase assim pessoa mansa
tenho em mim a esperança
de reaver seu prazer.
Meu é o tudo que lhe tenho
mas se faltar um desenho
pinto a cor do zabelê.
Zeus esse Deus que não desdenho
é deserto jalapenho
de sonar cateretê.
Venho eu apenas e meu corpo
parte ereta, parte torto
tenho o salmo do incorreto.
Beijo o que a vida traz de perto
trago a água e o deserto.
tenho o amor a lhe fazer.
Parto do incerto em parte horto.
melhor vida que aborto
Sou bem mais do que se vê.
Eu cujo filme a censura
esconde no que esconjura
na falta do acontecer.
Sou eu apenas rosa boto
parente do capiroto
tenho o olhar que sabe ler
Sou detetive do Belotto
o que não me dizem noto
desvendando-me em você.
quinta-feira, 9 de maio de 2013
Et cétera ( A puta me contou)
Fotografia: Vamos Andando- Manuel Oliveira
Não se preocupe tanto,
que o tempo é único,
ele é um só.
Cuide de não haver tristeza,
mas se ela houver,
que não lhe dê um nó.
Não se renda á angústia,
porque ela assusta
e vai virando dó.
Busque mais alegria,
aonde ela se cria
é que brilha o sol.
Respeite o cansaço,
ele é o abraço
da luta maior.
Abrace forte à esperança,
ela e a contradança,
do que há de melhor.
Vamos, nada será mal.
O Et cétera é o tal
é qualquer assunto.
Vamos que tudo é plural.
Se estamos juntos,
o certo é ao final.
segunda-feira, 6 de maio de 2013
Número Cinco ( A Puta me contou)
Fotografia: Chega de saudade- Patrícia
Durmo contigo à noite,
contigo é à noite o sonho.
Nele eu penso que ponho,
na ausência, no aceiro,
o mais penoso aloite
entre mim e o travesseiro.
Deixo que a noite me vença.
Entre ela e eu há o cansaço;
E a solidão por sentença,
brutalizada em ausência,
me faz sonhar com os afagos.
E neles eu sinto o seu cheiro,
neles com seu cheiro eu brinco.
Como se o mundo inteiro,
como eu, fosse prisioneiro
do Channel número cinco.
E antes que o sonho acabe
no reino da menor descrença,
la aonde a desavença
mostra seu corte de sabre,
o amor nos faça defensa.
Como da corte é a rainha,
o sonho é da realidade.
É no universo da saudade
que a lembrança principia,
trazendo aromaticidade.
Fazendo a diferença,
eliminando as distâncias,
nessa hora tão imensa,
qual poética licença,
que vença a felicidade.
sábado, 4 de maio de 2013
segunda-feira, 29 de abril de 2013
Nós e eles ( Barril Diógenes)
Fotografia: Notícias daqui-Luciana Capiberibe
Peconhas, Limpa folhas
Angelins vermelhos, Sapos garimpeiros
Maçarandubas, Brilhos de fogo
Faveiras, Bromélias, Orquídeas
Arapaçús, Formigueiros de topete
Capitães da mata, migrante Maranhão
A floresta nata é da Nação
Uirapurus, Oiapoque
Que ninguém os toque
Façam contenção
E que os escroques
não lhes ponham mãos.
Maracujás da mata, Tracajás
Caranguejeiras gigantes
Peçonhas, serra do navio
Venenos, Jacús-Ciganos
Sucuris, Monólitos e remédios
Ouro, bio piratas, diamantes.
Nascente dos rios.
Jari, Araguari, Amapari
Corais, muitos Euro nacionais, até demais
Cigarrinhas, Macacos-prego, Ariranhas
Micos mão de ouro, Cuxiú
Fumaça do Arú, Acapu
Tumucumaque e Mandioqueiras
Estendidos nas fonteiras
Ongs Armstrongs
Louros e outros louros
E uma vila chamada Brasil
No verde setentrional do azul anil
Aqui somos todos, nós e eles.
Peconhas, Limpa folhas
Angelins vermelhos, Sapos garimpeiros
Maçarandubas, Brilhos de fogo
Faveiras, Bromélias, Orquídeas
Arapaçús, Formigueiros de topete
Capitães da mata, migrante Maranhão
A floresta nata é da Nação
Uirapurus, Oiapoque
Que ninguém os toque
Façam contenção
E que os escroques
não lhes ponham mãos.
Maracujás da mata, Tracajás
Caranguejeiras gigantes
Peçonhas, serra do navio
Venenos, Jacús-Ciganos
Sucuris, Monólitos e remédios
Ouro, bio piratas, diamantes.
Nascente dos rios.
Jari, Araguari, Amapari
Corais, muitos Euro nacionais, até demais
Cigarrinhas, Macacos-prego, Ariranhas
Micos mão de ouro, Cuxiú
Fumaça do Arú, Acapu
Tumucumaque e Mandioqueiras
Estendidos nas fonteiras
Ongs Armstrongs
Louros e outros louros
E uma vila chamada Brasil
No verde setentrional do azul anil
Aqui somos todos, nós e eles.
sábado, 27 de abril de 2013
Do seu próprio jeito ( O trago da seda)
Epigrafado de uma tradução de My way - Frank Sinatra
.
Para que serve um homem ao final do dia, para que serve um homem ao final de si, ao final do seu tempo, aonde há o laço com o que é infinito. Aonde a forma recordação abraça o eterno, e essa tinta mandala, quadriculada no imagístico gesto, veste assim a última homenagem da vida toda.
Toda ela completa do individual e de todos, do seu próprio jeito.
Os registros serão o perfume exalado da memória incorporada de histórias, das mínimas recordações desses todos.
E o agora é pensar que ele fez tudo isto, e devemos dizer que foi esse o seu jeito, agora um legado da sua trajetória única.
Sem timidez, foi esse o seu jeito. Rápido; Rápido de amor e de sorriso, rápido de choro e de lágrimas, mas também rápido das alegrias, das viagens todas nos caminhos do que há de mundo no mundo.
E tudo foi divertido, e tudo foi até onde tudo é e mais, muito mais, sem arrependimentos eu devo dizer: Do seu próprio jeito.
De pé e coragem tudo foi enfrentado no xadrez do corpo, tudo foi enfrentado por inteiro.
E agora o fim não é o fim, o fim é outra história a ser contada com as coisas sonoras da lembrança encharcada do afeto construído no sem fim, alem do tempo cronológico.
No coração esse é o desafio exposto claramente.
Meu amigo, o caso é que uma vida nunca fica completa, ela segue nos outros, nos amigos, e nos amigos dos amigos também ela se expande.
Nessa época da memória tudo se refaz nas outras formas, nesse mapa os planos são outros a cada passo, no ocorrer do atalho por fim, tenho certeza, foi esse o seu jeito.
quinta-feira, 25 de abril de 2013
Abstrações ( O trago da seda)
Fotografia: Feira livre- Rique Ferreira
A fuzarca da feira e o frio de outono
são frutas que como na brisa que me abraça.
O preço da praça em sobra, em abandono,
é o grito neo tono da luta em Gaza.
Mingau pelas beiras, bobagem, besteira.
Alegria inteira na voz pechincheira.
E o poema cheira a fogo sem brasa.
De qualquer maneira, na falta de sono,
num verso sem dono o poeta é a fumaça.
A fuzarca da feira e o frio de outono
são frutas que como na brisa que me abraça.
O preço da praça em sobra, em abandono,
é o grito neo tono da luta em Gaza.
Mingau pelas beiras, bobagem, besteira.
Alegria inteira na voz pechincheira.
E o poema cheira a fogo sem brasa.
De qualquer maneira, na falta de sono,
num verso sem dono o poeta é a fumaça.
terça-feira, 23 de abril de 2013
Alvorada do guerreiro ( A olhos nus)
Fotografia: Camisas vermelhas- Fernando Quevedo / O Globo
A alvorada queima fogos em Quintino,
os devotos se aglomeram na sacada,
bem mais cedo amanhece a madrugada,
lá no Império Serrano o samba é o hino.
Na cultura brasileira o sincretismo
dessa crença se traduz apaixonada.
Salve Jorge o cavaleiro das quebradas.
Santo forte contra todo mal destino.
Esse santo em seu cavalo é guerreiro
tem no manto o vermelho, a cor da vida,
cunha a força em faze-la aguerrida,
e é de todos o motivo, o padroeiro.
Que me venha, e a todos, conduzindo
desfazendo os temores sob a lança.
Protegendo com sua força os caminhos
com a calma e a boa perseverança.
Salve Jorge cuja fé é mais que a lenda.
Cujo tanto de fervor é sempre inteiro.
Sempre é nele que a esperança se inventa,
descrevendo em fé o Rio de Janeiro.
A alvorada queima fogos em Quintino,
os devotos se aglomeram na sacada,
bem mais cedo amanhece a madrugada,
lá no Império Serrano o samba é o hino.
Na cultura brasileira o sincretismo
dessa crença se traduz apaixonada.
Salve Jorge o cavaleiro das quebradas.
Santo forte contra todo mal destino.
Esse santo em seu cavalo é guerreiro
tem no manto o vermelho, a cor da vida,
cunha a força em faze-la aguerrida,
e é de todos o motivo, o padroeiro.
Que me venha, e a todos, conduzindo
desfazendo os temores sob a lança.
Protegendo com sua força os caminhos
com a calma e a boa perseverança.
Salve Jorge cuja fé é mais que a lenda.
Cujo tanto de fervor é sempre inteiro.
descrevendo em fé o Rio de Janeiro.
segunda-feira, 22 de abril de 2013
Espaguete à reciclagem ( O beco da fome)
Fotografia: Reciclagem- Lucy Juliana
Vamos pelar uns tomates excluindo-lhes as sementes.
Se não me falha a memória por falta de calafate,
as sobras da geladeira serão de um alto quilate.
Meio pimentão murcho, o que sobrou da chicória,
uma abobrinha é luxo, uma berinjela é a glória.
Uma cebola inteira picadinha é excelente,
amassagado bastante de alho vão cinco dentes.
Aquele champinhom de ontem, guardado e resistente,
dará ao molho nobreza francesa por arremate.
Uma colher de manteiga ao azeite leniente,
refogados em conjunto pimenta e sal à vontade.
Se a carne sobrou moída é bem vinda no empate.
Proteína prometida provem porem paridade.
Salsinha e cebolinha vão trazer perfume às partes.
Uma colher de mostarda, se puder seja Dijon;
Juntar à ela o caldo tropical de uma laranja,
dará assim um total sabor cítrico por franja.
Numa pitada de açúcar a acidez perde o tom,
vamos somar mais massa do tomate que é bom.
No fogo brando uma hora toda coisa se arranja,
Com um dedinho de moça vermelhinha igual batom.
Por fim a pasta ao dente não pode passar do ponto,
de seis a oito minutos na água já bem fervente.
Salgada ao gosto de mar, quem dele sabe o sente,
na textura deverá ela ficar sem desconto.
Pois é nesse paladar que o prazer faz seu apronto.
Da Itália esse manjar se come até ficar tonto,
servido com parmesão ralado bem fartamente.
Vamos pelar uns tomates excluindo-lhes as sementes.
Se não me falha a memória por falta de calafate,
as sobras da geladeira serão de um alto quilate.
Meio pimentão murcho, o que sobrou da chicória,
uma abobrinha é luxo, uma berinjela é a glória.
Uma cebola inteira picadinha é excelente,
amassagado bastante de alho vão cinco dentes.
Aquele champinhom de ontem, guardado e resistente,
dará ao molho nobreza francesa por arremate.
Uma colher de manteiga ao azeite leniente,
refogados em conjunto pimenta e sal à vontade.
Se a carne sobrou moída é bem vinda no empate.
Proteína prometida provem porem paridade.
Salsinha e cebolinha vão trazer perfume às partes.
Uma colher de mostarda, se puder seja Dijon;
Juntar à ela o caldo tropical de uma laranja,
dará assim um total sabor cítrico por franja.
Numa pitada de açúcar a acidez perde o tom,
vamos somar mais massa do tomate que é bom.
No fogo brando uma hora toda coisa se arranja,
Com um dedinho de moça vermelhinha igual batom.
Por fim a pasta ao dente não pode passar do ponto,
de seis a oito minutos na água já bem fervente.
Salgada ao gosto de mar, quem dele sabe o sente,
na textura deverá ela ficar sem desconto.
Pois é nesse paladar que o prazer faz seu apronto.
Da Itália esse manjar se come até ficar tonto,
servido com parmesão ralado bem fartamente.
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