Citações

A palavra é o fio de ouro do pensamento.


SÓCRATES

sábado, 23 de março de 2013

Âmago (A olhos nus)

Fotografia: Em viagem-Joca


...O poeta é o seu silêncio interior.
Seja qual for a poesia,
ela é metáfora dessa dor...

sexta-feira, 22 de março de 2013

Outra maneira ( O olhar da carranca)

Fotografia: Tristeza- Maria Marques

O ato ultimo pode ser tão forte,
na vida a coisa final, derradeira.
Um pai deve achar seu norte,
quando ao filho se lhe chama a morte
e do mundo leva embora a um menino.
Lembranças sejam o que lhe conforte
no vazio da forma a mais inteira.
Desse desvio em tamanho porte,
a natureza humana inverte o corte
e a esse pai elege a tal destino.
A dor tem nela mesma o aporte
da energia, a força na algibeira.
Se a cobra vida preparou o bote
faço da rima a estima frente à sorte
e o abraço, em alma, dessa outra maneira.


quinta-feira, 21 de março de 2013

Mundo da lua ( O olhar da carranca)

Fotografia:Rio de Janeiro-Luiz Antônio Ricci

Ponho meus pés na rua,
já me observam os carros.
Dura natureza de ferro.
Gritam seus códigos berros
na algazarra confusa.

Ponho minhas pernas duras
nos caminhos sem anteparos.
Tropeço meu olhar na lua,
que humanizada é gazua,
para um poema de Manuel de Barros.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Abjeto exorcizado ( Barril Diógenes)

Fotografia: Evandro Éboli- O Globo

Vejam vocês como é a rapaziada!
O segredo está por debaixo dos planos.
Lambança também pode ser cagada,
faltar com respeito aos direitos humanos.

Sentaram um sujeito pessoa errada,
na cadeira a alcunha de Feliciano.
Toda a sociedade está embasbacada,
alguém sem conduta sequer ilibada,
parece mais ser mais um homem leviano.

Racista em conduta, não gosta de negros.
Rejeita também as opções sexuais.
Talvez possa haver nele muitos segredos,
segredos guardados que venham de traz.

Parece haver mesmo um grande arremedo,
a dar tratamento às questões nacionais.
Mas a população já reage sem medo,
exige a saída desse desenredo,
nas manifestações em todas capitais.

Não se pode enganar sociais militâncias,
com a deselegância e arroubos verbais.
Esse parlamentar representa as instâncias
do obscurantismo de outros carnavais.

É o oportunismo tecendo as tramas.
Invade o Estado em aromas fecais.
A democracia não é coisa insana,
cabe ao povo lutar desfazendo chicanas
extirpando condutas tão pouco morais.

O congresso deve tirar o pé da lama
responder aos clamores populacionais
cuidar das comissões que são primordiais
com o respeito civil que a causa reclama.

Objeto político é a praça do Estado.
No embate a conquista ou o come quieto,
Não se deve entender como fato isolado,
o interesse escuso a ser questionado,
na ocupação do espaço por ser abjeto.





terça-feira, 19 de março de 2013

O humor no circo da alma

Fotografia: Bom Humor!!- Eva Pinto
O humor é um ato espontâneo,
contínuo e maior quanto mais leve.
Um olhar gaiato sobre o instantâneo,
quando o coração já é meio moleque.
Surge de repente como um ato falho,
colcha de retalhos da imaginação.
Afiado ao dente, riso de escangalho,
vem quebrando o galho como solução.

Nobreza corcunda no seu baronato,
um  autorretrato  nobre, o Itararé.
Tem da ironia todo bom olfato,
olhar de um gaiato, sábio é o que ele é.

Pobre é o sujeito sem esse valor,
quem toca o hilário, toca a humanidade.
Todo humorista ri da própria dor,
pobre sou eu mesmo de comicidade.
Minha veia acena para outra vontade.
Sofro o enfisema desse mal de humor,
pois de engraçado tenho na verdade,
somente a metade, a outra me escapou.






domingo, 17 de março de 2013

O leão no circo da alma


Fotografia:Signo Leão- Jorge Simões

O desejo é o leão na jaula dos corpos bem educados.
De certo sua liberdade é unida à nossa cultura.
Na carnadura de ideias do edifício da criatura,
o desejo pode ser regrado para não queimar em fervura.
Sendo tolhido na origem forma o existir acanhado
Pode ficar  na vertigem, contaminado é a loucura,
queimado traz na fuligem a origem do que o segura.
Ele é aonde o ser restaura sua existência madura.
Encorporando o então, vivo, no pleno realizado.


terça-feira, 12 de março de 2013

Roupa nova ( Barril Diógenes)

Fotografia:  Capela Sistina-L'osservatore Romano

As Roupas novas do Papa, se roupas de papa novo,
terma de ideias modernas contemporâneos contornos.
Terão linho conservado? Serão panos renovados?
Fomentos dos tempos dados na costura de seu povo.
Absoluto o Monarca, ofertando o pão e o vinho,
desse povo em paz de espírito será líder do caminho.
No palácio Vaticano o líder mor episcopal.
Sobre a pedra o cristalino do vermelho Cardeal.
Na clausura da Sistina a filosofia é fina
política e oficina de um líder espiritual.
Na surdina tem a banca cuja fumaça se assina,
no ocidente das finanças rimando com as batinas.
Tem escândalo sexual no solidel da família.
Tem padres com filho e filha, orgia vista em jornal.
Abuso em pedofilia é coisa antinatural.
Assim, na praça São pedro, esperam pelo segredo
Cúria em dedo Michelangelo, se tarde agora ou cedo,
o católico ritual  se firma em rearranjos do poder pontificial.

domingo, 10 de março de 2013

Muito obrigado ( O olhar da carranca)

Fotografia: mãos e flores- Marina Aguiar


Para Maria da Conceição Fernandes e Márcia Mendes 


Ainda é assim mesmo, diante de uma dificuldade.
Soando como um solfejo elegantes com suas forças
ouço vir duas mulheres encantadas de habilidades.
São duas damas inteiras, duas personalidades.
Unidas por causa alheia, avante vão essas moças,
com atos de tal grandeza, transcendem humanidade.

Ainda, é assim mesmo, que a mim a vida as concede,
sou gratidão em apreço, não sei se tanto as mereço
atitude que não se esquece, afeto que não tem preço.
Venha-lhes por tal bondade, grandeza de coração,
muito em tudo a felicidade por conta dessa razão.
As duas somam em mim nesse ato que agradeço
pela frente pelos lados por fora, dentro e avesso.

O homem, companheiro, pai, poeta e amigo, calados,
esperam que a gratidão a dizer pelo ancho abrigo
caiba na simplicidade, pequena, de um obrigado.
Dois cérebros combativos, exemplos de atividade.
Que bom te-las ao meu lado, conforto trazem consigo.
Nada nelas é pouco, são lindas, o são de verdade
dois corações criativos, exemplos, solidariedade.




terça-feira, 5 de março de 2013

Fresta Rave ( O trago da seda)


O gosto da juventude está franzido
no rosto da jovial adrenalina.
O diurno é a noturna anfetamina
sintetizada e sem virtude de sentido.
E tudo ocorre nessa cápsula do vento,
tão disponível no macabro do cardápio.
Sede é o vazio transpassado pelo gládio.
Contracultura do letal descabimento.

No movimento Tecno-Pop abobamento
do indivíduo, em vendaval é seduzido
à busca frágil do comercial divertimento.
Num ritual das aparências é detido.
Frenético, suado, o móbil abduzido.
É anulado da persona no mercado dos banidos.

O corpo rápido para no tempo, sem estima,
dissociado à luz do sol da Cetamina,
lúdico ilógico nas Pic-Ups diluído.
Fálico, clubber, palco espelho, nu da cina.
Ao som do funk, seu primo pobre, se turbina.

E o sujeito, vulto do eu, nele mesmo é cindido.
Fica mais breve de prazer, mais deprimido.
As tais pastilhas fazem jus ao estranhamento.
GHB e álcool juntam brilho ao colorido.

Toxicomania em massa nessa praça faz assento,
sem as margens criativas são limites encardidos.
Resta em cal o ponto final do alheamento,
má diversão na solidão de um drogadiço.
Devassidão libidinal consome o tal em prejuízo.
Dizendo não compra a ilusão  pelos ouvidos.






sexta-feira, 1 de março de 2013

Rio de Janeiro 450 ( A olhos nus)

Fotografia: Rio que eu amo- Mariza Cristina de Araujo
 

Nossa cidade do Rio de Janeiro.
Farol brasileiro de embarcação.
Faz aniversário, vai ter feijoada,
batuque em boteco, carne no braseiro.
Santo padroeiro, lendário Engenhão.
Cidade que a mim é sempre capital.
Da praia do Leme e do Boqueirão.
Aldeia campista, Estácio e Central.
Da escada da Penha, da Vista Chinesa.
De Santa Teresa, de açúcar no pão.
Rio de afetos, Rio carioca,
daqui se evoca o clamor nacional.
Cidade despida em suas belezas,
mistura de gente na orla que beiro.
Do sorriso largo, do jeito maneiro,
presente, cordato e também brincalhão.

Pois essa senhora, que hoje é nossa,
tem no santo nome São sebastião.
Hoje comemora com seu jeito prosa,
com ginga no passo, faceira e gostosa,
pulsando energia é toda coração.
A maravilhosa já se diz canção.
É ela a menina que passa na cena,
ela que fascina, ela é Ipanema.
Cidade de areia de pedra e de mar.
Cidade de samba e suor popular.
Cidade que é minha, e sua, e de todos.
Vila Kosmos de gente Leblon e Vaz lobo.
Cidade floresta de comunidades,
mais bela que é esta entre todas cidades.
Quadricentenária do engenho novo.
Tão feita de sol e de chope no bar.
Feição colorida, pagode em Irajá.
Cidade centelha, alegria de um povo.
Cidade que eu sempre haverei de amar.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Forno íntimo ( O olhar da carranca)

Fotografia: Forno do Gabriel


Meti a mão na cartola
e não saiu o coelho.
Corri no fio das horas
do esmeril do ferreiro.
Bati no ferro a bigorna,
busquei mil e um conselhos.

Tentei fazer a macumba
mas me faltou o terreiro.
Desfilei em cinco escolas
e não achei o pandeiro.
O pique não vai embora
porque ombreia o guerreiro

É a minha vida na mola,
na correria danada.
Agora é que fuma a cobra,
dentro do cesto enrolada.
Se a roda não colabora
com os buracos da estrada.

Não adianta revolta,
não adianta intifada.
Zerando no noves fora
a conta não está fechada.
Dentro do calor do agora
a solução é assada.


domingo, 24 de fevereiro de 2013

Na mosca azul ( A puta me contou)

Fotografia: Mídia Global_ Sílvio Feitosa

Perfídia!
Quem decide o que é arte,
é a mídia.
-

Um puro ( A olhos nus)

                                                                      Fotografia: O globo- Yoni maquiada

A blogueira cubana veio a Copacabana  beber uma água de coco
Dizem que ela fez fama na onda de quem reclama.
A dissidência da um troco.

A chiadeira deu lastro, o ocidente deu prêmio.
Ela arrecada nos louros descompustura nos Castro
Algo na ilha e nefasto para essa líder do grêmio.

A moça da cabeleira trouxe na voz Havaneira
a fúria do Malecon.
Se há quem goste de vê-la, a outros é barraqueira,
não sei se é ruim ou bom.

A desidratada ilhéu desempenha o seu papel,
talvez lhe seja um dom.
Políticos em tropel querem um gole do mel
na mídia em alto som.
Fazendo-lhe aparato recolhem de um simples fato
a buzina foron-fon.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Água na boca ( A puta me contou)

Lá se foram os anéis
coisa tão tola
Micaram os papéis
Choro eu às cebolas
Sobrou desse revés
o burro e a cenoura
Lá se foram os mil Réis
dessa parca lavoura.
Grito em mil decibéis
minha vóz ficou rouca
não me foram fieis
ou fui eu, marquei touca
comeram meus pastéis
ficou a água na boca.
.

Terferência ( O olhar da carranca)

Fotografia: Rave- Daniel

Perdi o sono e o sonho
produtos de uma minha alegria.
Cujo consumo tão rápido
foi raptado nos fatos do hoje em dia.

Tudo se foi, eu suponho,
qual juventude da mercadoria.
E hoje eu me recomponho
do conteúdo trágico,
de um real que eu não queria.

Mas, o negar por ser medonho,
ou no mínimo enfadonho,
não mesmo, não poderia.
Portanto minhas mãos lhe ponho
resoluto e pragmático.
Vou fazer desse antipático
uma outra fisionomia.

Dessa prisão, com a teresa,
sairei virando a mesa,
transformado em valentia.
Resgatando com magia,
com a força que há na certeza,
do tombo farei firmeza,
do estrago sabedoria.
Acabada essa tristeza,
não haverá tibieza,
Eu vou fazer o outro dia.




segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Gastrópoda ( O circo da alma)

                                                                                       Fotografia: Cais do porto RJ-Lorena  Brandão de Araujo

Depois de um pedaço já gasto da vida,
já se pode desfazer a mala de sustos.
A cada peça de roupa saída
é uma ideia esfoliada nas marcas da pele.
Mais leves ficam meus ossos.
Mais livre e comprometida
com a dignidade, fica a face encrespada.
Mais claros ficam os pensamentos do incerto.

Evidentes e calmos, os meus olhos
aprenderam a olhar, em silêncio.
Depois de um pedaço de vida já gasto,
aprende-se a respirar a paz mais de frente.
A respeitar o tempo deposto, mas figurado de sol.

Nesse pedaço da vida,
as mensagens do mar
já não cabem nas garrafas.

Elas grafam aos ouvidos com as mãos
aproximadas em concha.
assim elas falam os havidos
da imprecisão marinha e do cais.
É nas histórias dos filhos
que estão inscritos os pais.





sábado, 16 de fevereiro de 2013

Passos ( A olhos nus)


Fotografia: Erros de arbitragem- Cesar Prata


O quanto erramos no tanto, é fissura de nos mesmos.
Comuns enganos são dados das posturas meio a esmo.
Às vezes planos guardados, na arquitetura aonde os lemos,
provocam danos de fato, como a gordura é torresmo.

Se no entanto o tempo avisa a tempo antes tais erros,
por mais ou maior espanto que no real soprem os ventos,
saber voltar ao principio é o caminho mais inteiro.
Somente plenos, inteiros, é que nos vem sabedoria

Mercadoria que não o é, pois não se vende ou se compra.
Também se sabe, na vida, ela não vem coisa pronta,
a sua origem total esta no que não se sabia.
Há que busca-la aqui, outra hora é ali seu paradeiro.
Pois a ninguém é dado ao fim, nem a mim, sua moradia


sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Pelas barbas do poeta ( Olhos nus)


Maria pede um poema.
Eu tento dar conta ao recado.
De livre, o poeta vagueia
no leme do barco da veia,
num tema para o Eduardo.

Esse homem semeador
cultiva à sua maneira,
nas noites da quarta feira,
a poesia de fato.
E a brisa do mar vem cheia,
quem quiser então que a leia,
ao se expressar nesse ato.

Os versos fazem cadeia,
um no outro tece a teia,
e a beleza entra no tom.
A palavra em pleno sabor,
ali como quem faz feira,
de forma bem brasileira,
poder se expressar é bom.

Poesia campeia em concerto
no ofício do  mercador,
e os versos sendo libertos,
no microfone abertos,
vão a quem queira estar com.
De toda e qualquer maneira,
fazem fundo, meio e beira.
Azuis, vermelhos, marrons.

Que a trilha nunca se apague,
do sério à brincadeira,
com a qual o peito se afague,
do pai ao filho Tornague,
de forma tão verdadeira.

Então esse afamado,
contemporâneo fadado,
de olhar e alma inquieta,
mudando a vida de lado,
em jeito apaixonado
Tornague entorna o poeta.

Maria que tando lhe gosta,
a pura amizade arrosta,
essa homenagem lhe presta.
De forma simples, modesta,
faz dessa pequena amostra,
pequeno carinho em festa.

No verso eu galo a briga.
Em riba, Humanos direitos,
a todo e qualquer efeito.
Sou o mais humilde escriba.
Agora me aproveito.
De forma bem manifesta,
no pedacinho que resta,
dou um braço à essa cantiga.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Olhos nus (Olhos nus)

Fotografia: - O Globo

Quando acordo no cedo do dia com o sol arranhando a janela,
não é raro haver poesia, mesmo que eu nem procure por ela.
Sempre vem, eu não sei qual a roupa ela tenha no corpo vestido,
faço versos  que saem da boca, porque acham no peito o sentido.
Ser poeta é de fato um defeito para o qual não existe oficina.
Verso bom vem como água da mina, na qual lavo minhas mazelas.
Carnaval que me afeta às retinas, esse jeito de olhar de outro jeito,
ateando em mim  gasolina, cujo fogo é em palavras sinceras.

Essa trama me acorda, e a aceito, com a força fecunda me guia.
Logo eu fujo das academias, uso short e arrasto as chinelas.
Faço a rima da dor com a alegria em um poema na mesma panela.
Nunca sei se o sagrado me afia, ou o profano é minha alma na dela.
Desse amor abraçado no leito, dessa força que a mim me sacia,
vem a luz com que o verso foi feito, iluminando a fisionomia.
Capoeira tem o seu preceito, ante a luta um ao outro se espera.
À poesia dedico respeito  porque ela me é coisa séria.

Para mim não é frase de efeito cuja soma final sempre zera.
Os meus olhos rimando o espelho, fazem rima ao real por tabela.
Como a realidade é primeira, meus poemas têm cheiro de terra.
Fazem de mim verdade inteira, pois de fato são fotografias
evidentes dessa valentia, com a força solar como vela.
Um no outro essa luz alumia como um flash na língua da ibéria.
Se não sei se  é errada ou certa, a questão é de cardiologia,
mas aonde um poema se avia, quem habita a palavra é o poeta.












sábado, 9 de fevereiro de 2013

Bela da tarde (Olhos nus)

Fotografia: Rio-Angra dos Reis- José Cardoso Cunha

Teu dorso no teto do espelho
das águas tranquilas da angra.
Deitando tantos segredos
corava a cor de pitanga.
Se desinibia dos medos
na tarde solar das paredes,
ardia de seca na sede,
vertendo o doce da manga.
Na cabeceira vermelha,
incendiada em maneiras,
minava de água na boca.
A casa de beira de estrada,
como oltdoor por reclame,
dizia-te:_Vem amada,
a vida é tão curta, tão pouca,
matar junto com o teu homem,
a sede de que um corpo fala
na carne a que o outro come.