Quando um botequim fecha, a cena é loquaz, temos três identidades de gênero humano: Os profissionais que limpam as mesas com a maior certeza que o ser humano pode ter na finitude temporária da valia maior de suas forças. Os bêbados com a simplicidade alcoólica tropeçando sua dignidade vulnerável evaporada em cauderetas, taças ou copos americanos adictos ; São seres embriagados em decomposição histórica, sobre os quais não há salvação, pouco resta e menos nos vale a pena qualquer comentário diante da grandeza iluminada dos terceiros, os namorados novos , esses sim cumpliciados no sagrado. Extremados externam toda objetividade afetiva e sem dúvidas salvarão a humanidade no amanhecer com a eternidade de fim de noite delineada nos seus beijos apaixonados .
Para ler poesia basta ter calma, Para ler Poesia basta ter paixão, deixe-a incidir subcutânea, trama das retinas à veia aorta para faxina do coração. Colaboração voluntária : PIX - maurogmaciel@hotmail.com
Citações
SÓCRATES
domingo, 13 de junho de 2021
domingo, 6 de junho de 2021
Supremacista Caboclo
Sou Branco como areia, quem quiser ver basta olhar.
Não trago samba na veia mas recebi um Candeia
vindo de algum orixá.
Ele me disse na veia, com a voz negra que aconselha
sentado na mesa de um bar.
Você que pensa que é branco, guardado na Torre do Tombo
tem o outro pé no quilombo de outra origem além mar
O inconsciente é um jongo de atabaque candongueiro
Não há ariano dinheiro que o possa camuflar.
vem mestiçagem primeiro, banhada em agua de cheiro
do sul até o Amapá.
Portanto caro parceiro, como o povo brasileiro
é feito de se misturar, você é variante etnia
unida por tantas guias da genética popular.
Bem maior que as utopias de furta-cor supremacia, ao fim nosso povo se fia
no tear das alegrias de uma história singular.
Para que não haja sofisma ou dominação por falácia,
a escravidão de Anastácia como batismo e crisma.
se mantém na eficácia regenerando a cisma
mantendo um povo sem rima mostrando o que há por lutar
sábado, 10 de outubro de 2020
Barca dos corações partidos
Eu estava no meu canto escondido
quando um grupo comovido
me chamou para escutar
Era uma barca de corações repartidos
alegrando meus ouvidos
como a lua alegra o mar
Seus instrumentos de bemois tão sustenidos
são afagos aos ouvidos
obrigado e saravá
Pedindo benção a Jackson do pandeiro
patrimônio brasileiro
sanfonia e maracás
Iluminados com platinelas de brilhos
a alegria volta aos trilhos
nesse valor popular
Eu que sozinho me escondendo do Covid
dezenove não são vinte
tudo isso vai passar
Aqui escornado num sofá de quase elite
aceitei esse convite
de acelerar coração
Posso dizer, neles o Brasil reside
como eixo e revide
forró coco e samba bom
Se me permitem desejo aos barqueiros merda
pois a vida anda lerda
deles temos precisão
Esteja certa toda gente que nos cerca
que o pandeiro seja a seta
e Jackson a solução
quinta-feira, 15 de novembro de 2018
Boca do Jacaré
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Povo da periferia
se liga na solução
e foca na sinergia
domingo, 16 de setembro de 2018
Parachoque contenção
Esse seu feitio polvora e pavio
desencapa o fio, despe meu olhar.
Pobre, Rio pobre , Vai bonde sem trilho,
general sem brilho, cascos de avatar
Pobre esse gentio cuja faca em fio,
forjada em granito , desagua no mar.
Mas que Rio é esse cujo interesse,
mesmo com estresse, brilha igual luar?
Como fosse um peixe agarrado em rede,
sol rimando a sede, sangra o popular.
Rio do apartheid, dos pés de havaianas,
Julios de Adelaides, do poder sacana.
Das comunidades planas, das favelas,
Vem para a cidade Quem será por elas.
Boca das delícias, trampa no buzão,
tropa da milícia, corre é arrastão.
Rio chapa quente, do asfalto nobre.
Praias indolentes, chope em pé no bar.
A veracidade é quase inclusiva,
faz ser a verdade nua a se mostrar.
Têmpora de um povo sempre resiliente ,
farol sobre o novo mesmo à faca ao dente.
Nesse desmazelo da malemolência
se escondem segredos, Forjam resistências.
O tempo não para no perdeu playboy,
no olhar que azara, se eu sorrio dói
sono nas calçadas, tanto é três por cinco
sofro quase nada, nisso quase minto.
Rio camarada levado de boa
Perigo é roubada, sudeste de proa
Sobre as montanhas cheias de casebres
A pipa que voa avisa os moleques
Cara carioca, cara do Brasil
Caveirão sufoca, a tv não viu
entrar pé na porta desse cidadão
somente amarrota, não é solução.
Quem te salvará dos fuzis da ira?
Quem resgatará das falsas mentiras.
Quando o sol se põe, pontal ou macumba,
surgem chapadões, não desistem nunca.
Minha solidão cidadela, é o Rio.
Aonde o meu estio vem por adoção.
Hoje já maduro digo a toda gente:
Resiste ao sombrio, bate coração.
segunda-feira, 3 de setembro de 2018
Repouso eterno
Luzia, o fossil humano mais antigo das américas.
Arde na quinta coluna , sem boa vista, é labareda;
Tanta indiferença caustica, tanta desgraça cínica,
para uma pátria que mesmo interna a sí degreda.
O fogo lambe a historia ,e sem história só aremeda.
Esfinge de humanidade, espelho opaco, luz periférica.
Luzia o fossil humano segue o rumo,quase colérica.
Pobre e tosca luzia, que alem de sí não vê veredas
Não haverá futuro, pobre luzia, sem seu passado
dentro dessa fogueira sobram as cinzas sobra o esbulho.
Não haverá presente, pobre luzia, está tudo errado.
Como se toda gente, pobre Luzia, fosse o entulho.
Os dentes da engrenagem são presentes em todo lado.
Fogo, terra arrasada, não sobra nada nenhum orgulho.
Quantas de tí Luzia ainda restam, povo coitado.
Quantas olham pro chão sem ter semblante, só o enfado.
Morreu Luzia de duas mortes ,de duas mortes foi seu legado.
Juntos morrem Marias, Morrem Joões, morrem Josés, morrem Bernardos.
Féretro de um povo inteiro, sem ter dinheiro foi calcinado.
Terra jogada em sal, terra da pá de cal, nada aqui há de ser plantado?
Não à cultura, à coisa cívica, não se atura história ibérica.
Não há memória, não há Nação só a noção mais cadavérica.
E foi Luzia juntar-se aos seus, levou consigo minha história
E foi luzia juntar-se aos seus, levou consigo nenhuma glória.
quarta-feira, 18 de julho de 2018
Colarinho das horas
La mujer en llamas- Guy Breton
Meu coração luz vermelhaàs vezes desaconselha,
são coisas de solidão.
Sem ter assim quem o queira,
surtado de vida inteira
disfarça de solução.
Meu coração distrambelha,
sorri de orelha a orelha,
por coisa que é nada, em vão.
Há nele nada na telha
em busca dessa centelha
e a sobra é a desilusão.
É musculo muito abusado,
vivendo sempre enganado,
batendo na contra mão.
E nessa disritimia
colide com a alegria
Ironizando a questão
A vida assim o devora,
por conta de tal senhora
que é ouro de aluvião.
No colarinho das horas
o seu batom evapora
Quando ela diz hoje não
sábado, 15 de outubro de 2016
Pólen
divulgando a floração.
A Lapa, de multi focos
do Rio, é a nova estação
Poesia fáz o Polem
do amigo Marcelo Mourão.
Os poetas para lá correm
reinventando a razão
Aonde versos socorrem
como a fome e o pão
fermentando toda prole
e saciando o coração.
quinta-feira, 16 de junho de 2016
Camisa amarela (TROUXINHA)
Vestiu uma camisa amarela e saiu por aí.
Danou-se de bater em panelas e não tem do que rir.
Pensou que o golpe era prá ela e ficou foi na mão.
Calada no papel de otária apoiou o ladrão.
Lixou-se para a democracia pois não sabe pensar
e gritou como uma louca varrída o fora Dilmá,
tacanha, o fora Dilmá, eu quero fora Dilmá.
Levava da fiesp um patinho como um gury bobão
E mugia quando o povo dizia: É golpe à nação, é golpe à nação.
Sobrou prá classe média inocente, sobrou fazer só careta
A elite vai ficar é com tudo, o golpe era bandalha
Vai abrir ao mercado o país e vender por comissão.
E até dar cabo dessa lavoura, com o tal do Serra mascate,
quer fazer um leilão.
Agora a boa moçada está protestando
Não deixam isso assim é um acinte,
golpear assim
Porque aos entreguistas nossas coisas
não se pode dedicar
Coxinha apoiando picareta,dançou foi a falseta
jurís-parlamentar.
Brincando com Assis Valente
domingo, 3 de abril de 2016
Golpe no direito de decisão
O que está em jogo agora não é se retiramos do poder esse ou aquele mandatário(a) eleito democráticamente desse ou daquele partido político ou vertente ideológica , é muito mais. O que não
podemos perder de vista é a tentativa de reduzir direitos do cidadão brasileiro a um mínimo suportavel pelas elites (1%) que dominam e sempre dominaram no Brasil. A conquista da cidadanía e a consequente exigência de ,com ela, repartir um mínimo de decisões sobre os caminhos políticos e econômicos que devemos seguir como Naçao é o cerne da questão agora.
O povo brasileiro exige por meio das manifestações contra a tentativa de golpe de estado com face jurídico\midiático\parlamentar que seu direito de cidadão seja absolutamente respeitado.
A cidadanía foi reconquistada ao custo de muitos, o poder decisório não pode ser surrupiado de forma abusiva, na mão grande.
A corrupção histórica brasileira deve e vai ser combatida por uma sociedade civil que se quer dona do seu nariz, e não por narizes seletos empoeirados de branco. Nossa realidade exige a participação de todos nas decisões nacionais. Quando a boca do Brasil profundo começa a gritar NÃO VAI TER GOLPE, ela está avisando que não abre mão de seu espaço para os impolutos de carreira, para os juizes do sem juizo final, para os corrúptos de avental mede em U.S.A que se atrevem a tentar reduzir direito de voto a pequeno detalhe.Não, de novo não. Não se resolve os graves problemas nacionais apequenando os domínios de um povo até os limites dos interesses de alguns pouco. Somos um país que lutou muito pela democracia, á ela não permitiremos que nos asaltem de novo, NÃO DE NOVO NÃO.
domingo, 27 de março de 2016
Peixe na bagunça ( beco da fome)
Caiu na rede é peixe, de sardinha a tubarão.
Na pimenta do reino deite, com a aguinha de um limão.
Sal grosso de moinho ajeite, na médida da pressão.
Bagunça ao paladar vem das ervas do pilão.
Caiu na rede em azeite, bem fácil de preparar
Pimentão, alho, cebola, cenoura não vem do mar
um pouco de vinho branco, perfeito pra deglaçar
o fundinho da panela, tem sabores de avatar
As ervas alucinantes, páprica, açafrão terra
Pimenta dedo de moça, manjerona que só ela.
Louro e capim limão, solução que nunca erra
Tomilho ,sálvia e tudo ao gosto dessa quimera.
Não podemos esquecer de picar bons dois tomates
O qüentro com talo e tudo, salsinha por arremate,
umas gotas de pimenta de esconjurar o covarde.
Leite, de côco mesmo, natural tem mais quilate
Fritando a posta em amido, no azeite já bem quente.
Depois a cebola, o alho, pimentão e cenoura ao dente
no banho de vinho branco, de valor mais condizente
voltando postas ao fogo, baixo agora, menos quente.
Um creme então se forma, é gostoso de colher.
Sabores à alma afloram, acredite quem quizer
com arroz branco, senhores, não sobra nem pro café.
Esse é o peixe na bagunça, é de bater palmas em pé.
domingo, 31 de janeiro de 2016
Fantasiando a lógica
Se o corpo não puder mais
que a alma se escancare
em todos carnavais,
segunda-feira, 25 de janeiro de 2016
Surto de classe
Após o japones virar marchinha,
o juiz Moro algemar o cerveró;
Se o Aecinho tem poeira nas naritas,
Zezé Perrela não tem nada a ver com pó.
O rio Doce ganhou lama lá de Minas.
Prender o Cunha não é fácil, vejam só.
O fora Dilma é golpe na gasolina,
pôs a direita furiosa de dar dó.
Enquanto isso vou sambar no simpatia,
fantasiado de moralista gogó,
pois sou playboy bancado pela família,
no restaurante, sou facista, sou cotó.
Se faço parte da matilha financista,
sou onanista de política menor.
Eu dou risada da piada humanista,
Eu faço pista na imprensa fiofó.
Lá no Leblon eu brigo de brasilianista,
esse sou eu dentro dessa patriazinha,
se minha vista so minha alma avizinha,
nem faço ideia de onde fica Piancó.
Na zona sul não sei mais patavina,
quinta coluna americana, sou bozó.
Agora dizem que meu nome está na lista
pela propina no meu angú com giló.
domingo, 24 de janeiro de 2016
O cético pio
O saber faz o cérebro
atlético
aonde o conhecimento
é peripatético.
domingo, 3 de janeiro de 2016
Maracutaia
Fogos de artificio a eclodir o ovo.
Um mar de gente aqui, em busca de ano novo.
Parecem sorrir por satisfação.
Mas tem gente achando estar tudo horroroso,
fosse só elite, era mais gostoso,
porque dividir com essa multidão?
O movimento é forte contra essa corrente,
pois o povo é mais, povo é muita gente,
grupos sociais movendo união.
O politiqueiro roubou alguns cobres;
Brasil brasileiro é muito mais nobre,
não quer ser parceiro dessa servidão.
Hoje tudo explode; Céu de brigadeiro.
O calor é forte, o verão vem cheio,
quem não sente o mote forte da nação?
Corre um vasto mundo no meio da rua.
Vem quem é Raimundo, quem compactua,
e o brasil profundo busca solução.
A direita age, resta furiosa,
passa uma mensagem defumando as rosas.
É só sacanagem, é só ilusão.
Da alguns espirros, putreficam prosa,
mas são zica vírus, moscas venenosas.
Não conhecem livros Esquecem a história.
quinta-feira, 16 de julho de 2015
A Bolha
Para Dra. Maria Lúcia Fattorelli
Deus me afaste dos Bad Banks
dos ardis de Luxemburgo.
Papel podre não tem sangue,
empurram ao frágil o expurgo.
Quarta frota não se zangue,
dos bilhões sobram esbulhos.
Mas o vício é ainda ativo
e ao mercado, essa entidade,
não importa se é lesivo,
o dragão de papel maldade.
Com o nome derivativo,
santo nu de sua roupagem.
Desse jeito criativo,
dessa cerebral lavagem,
esse método malígno,
dívida sem personagem.
Esse mito tem motivo,
expoliar aonde invade.
Mostra a pura sacanagem
financeira, essa usina,
gesta a tal alavancagem
lesa pátria concertina,
prescrevendo na blindagem
solução que é só ladina.
Falsidade quase lúdica,
eu diria que nem tanto,
essa tal dívida pública,
que tanto nos causa espanto,
tem engenharia única
feita para salvar bancos.
sábado, 30 de maio de 2015
Banzo
A vida pouco me atiça.
Sentado só no sofá,
vou cultivando preguiça,
quieto no meu lugar,
Um verso me profetiza;
_nenhum chamego vem cá.
Tem coisa que quando enguiça
é dificil consertar,
E nesse concerto desdita
quanta hora se vomita.
Sobra ter que esperar.
A rua me reboliça
a saudade de estar lá.
O sorriso da lua avisa:
_Madrugada é salutar.
E a vida me economiza
quando mais quero gastar.
Mas a realidade é concisa,
aonde o desejo é um mar,
de onde respiro a brisa
que entra breve, e tão lisa
e janela o décimo andar.
sábado, 23 de maio de 2015
Pulsar
Eu não sou prumo,
alinhado permanente.
Por vigor resiliente,
não me acostumo
com a corrente
aguilhoada dos apuros.
Coração de núcleo duro
esconde a gente.
da emoção emergente
do olhar impuro.
As minhas horas
têm vertiginadas portas,
duvidar não me amarrota
tão simplesmente.
O meu resumo
nunca é indiferente,
possuo o inconveniente
nas minhas rotas.
Há chapa quente
no sorriso dos meus dentes
meu desejo é sangue ardente
para carótidas.
E no conforto contraforte
das montanhas permanentes
meu remar contra corrente
é a minha cota.
Sou ser vivente.
Tenho a consciência por norte;
E na minha lente
a mirada é mais á frente.
Por mais que a vida me entorte,
eu sou coerente.
Não tenho absolutamente
nenhum acordo com a morte.
quinta-feira, 23 de abril de 2015
Aliás
Parte do Brasil é uma classe média infame.
Seus princípios não têm força de república.
Não se preocupa que o pais se dane,
è conivente com uma visão pútrida,
desde que possa comprar em Miame.
Parte dessa pátria salta de madame,
mostra mais que os indícios despidos da túnica.
Esconde os motivos reais dos reclames;
Mas quem não é bobo já sabe a rubríca,
não compra papo furado que o engane.
A maior parte brasileira segue outro ditame;
Quer, na democracia, uma participação mais rica.
Busca nisso maior igualdade, e a reinvindica,
num embate cabo de guerra em farpa de arame.
















