É do tipo que dá para eu ir com meu carro alegórico ? Ou é lá longe, no Recreio, depois da pirambeira, no caminho proctológico, no precipício das beiras, na mais alta das ladeiras aonde até a alma derrapa na dura gentil do rapa ? Lá onde ninguém escapa de levar um tombo feio, onde a cabeça fica tonta e a birita faz apronta na queda e seus recheios? Perguntei porque receio, se caso não possa ir contribuirei com algum provento para o sucesso do evento, que a festa anda muito escassa. Faça a banda, vá na raça, toque apito. Se puder vou, se não puder fico, mas se o cortejo rolar, mesmo na minha ausência, de alguma forma ficarei rico, de fato pela essência e de afeto farei presença. Na ideologia da farra algo em mim se desamarra e passo procuração, toque por mim seu trompete pois meu coração derrete só de ouvir a função!
Para ler poesia basta ter calma, Para ler Poesia basta ter paixão, deixe-a incidir subcutânea, trama das retinas à veia aorta para faxina do coração. Colaboração voluntária : PIX - maurogmaciel@hotmail.com
Citações
SÓCRATES
sábado, 30 de abril de 2022
domingo, 3 de abril de 2022
Bolero de olhares
Joan Miró- Dançarina
Olhei nos seus olhos no que eles nos dizem
por entre reparos, pequenos deslises,
detalhes sonoros, pequenos esporos
deixados, felizes.
Embora a semente não vá muito à frente
e não se realize, o que eles sentem
ficou evidente num certo decerto
sem que haja reprise.
O quanto de medo te mata mais cedo
no que te reprime,
olhando para vida qual quem se embaralha
na cena do crime.
É o imaginário despindo um cismo,
te faz preconceito.
E sem comentários fico hediondo,
é falso abismo, então não tem jeito.
Envão dou de ombros diante de escombros
no que diz respeito.
O real vira um sonho
e o poema é bisonho,
eu o desconcidero.
Como algo não houve
na pressão peço um chope,
coração bolero .
E hoje componho no que te suponho,
parece moderno.
quinta-feira, 11 de novembro de 2021
Boi de piranha
FUI TOMAR UMA GELADA NAQUELA CALÇADA LÁ DOS IMORTAIS, QUANDO UMA VELHA MALUCA DESPIA DA CUCA OS SEUS GENERAIS.
Babava ovos malditos aos tempos aflitos, aos tempos letais.
loira cabelos farmácia, a velha cebácea de odores fecais, bradava torpes delirios em nome de cristo e os neo pentecostais
Babava ela num cio, cadela sem brilho,sem amor, sem paz. Surtada a olhos vistos, rosnava aos seus mitos que são irreais. Mas sem ter Bala na agulha a velhota pulha falava aos gritos, soprando neo fascio apito soava esquisito, milícia, patrulha.
como fosse uma cartilha girava uma bíblia em uma das mãos. sem ler sequer um versículo era meio ridículo a sua solidão.
de fato nesse ato perverso e ausente completo de cidadania, berrava a néscia pessoa impropérios descrentes de democracia.
Jorrando fezes ao vento a fera supunha obter seguidores, camisa verde amarela a besta só era carente de amores.
As truculentas palavras apenas soavam nulidades críticas, eram uma cópia que ouvira em redes sociais de origens vazias.
Mostravam por dentro o nexo entre a falta de sexo e tamanhas dores, falo sem falsa ironia, sem Ter empatia cuspia horrores.
Asim como veio a danosa nefasta senhora, sem sal, sem sabores, assim como veio foi embora a tal catapora, tão cheia de manha. A pobre tacanha ignora, Sequer se percebe ser boi de piranha.
terça-feira, 2 de novembro de 2021
Anel liberal
segunda-feira, 4 de outubro de 2021
O homem lobo do homem
O homem lobo do homem não dorme sob marquise,
em povo que não consome a fome vira reprise.
Mas a energia não some, fica um recado que avise.
O homem lobo do homem vocifera á sua volta,
é ódio puro de nexo, recalco de coisa morta,
raiva que vem de léxico guardado atraz da porta.
O homem lobo do homem deve temer onde pise
pois haverá quem o dome no rastro de uma revolta.
Por mais que o tolo se esconda no calço de fracas botas,
ainda que falseie fatos travestidos em lorotas.
Tal foro tão reduzido é flagrado em mal deslize,
entre togas e gandolas gangora o disse e me disse.
O homem lobo do homem há de pagar muito caro,
brada a trombeta Dos Anjos ante o comércio da fé
dos trambiqueiros mundanos, esses novos coronéis ,
assaltantes do Estado, qual bando roubando anéis,
pois sabemos bem esse beijo, é a véspera do escarro.
Em postos de gasolina terão corpos pendurados.
O homem lobo do homem pagará o que semeia
ao mercar vida de um povo subjulgando a Nação.
Há de pagar ´por tal peia, ´por tal degeneração,
por golpear vida alheia não viverá o perdão.
Perante letal ladrão teremos sangue nas veias,
uma força maior já diz não e esse não incendeia.
domingo, 19 de setembro de 2021
A consciência no circo da alma
sexta-feira, 10 de setembro de 2021
domingo, 5 de setembro de 2021
O desamparo no circo da alma
Nã0 que o feijão seja rico, Não que o fuzil seja o embalo.
Ossos agora vendidos engrossam nosso desamparo.
O estado desmilinguido, o povo desempregado.
Mesmo o Gullar tendo ido, o que de fato é uma pena,
O arroz continua subindo por isso nem vem ao poema.
Nas calçadas , desguarnecidos, há corpos em quarentena.
Dormindo já combalidos sem teto que os proteja
enquanto mandam os bandidos e a república se desgrenha.
Bananeira e desdentada, chamada de patriótica,
a Nação cai nesse conto Vigário para idiotas.
Fios de cobre vendidos fazem do pobre sem trem
joguete de outro sentido, não rimam versos também.
Precária cidadania, corroida nesse ato
produziu carcomida teoria chamada domínio dos fatos.
Como se a terra batida fosse culpa dos sapatos.
Assim nossa pátria abatida é sugada por carrapatos,
em golpes dentro de golpes entre tantos golpes já dados.
Esse vírus já conhecido destruindo os anteparos.
Eles vão queimando os silos produzindo mais desamparo.
Mas cães babando latidos de raiva , serão travados,
enquanto o povo unido reverterá os roubados.
Em tempos vis, corrompidos, de valores tão lavados.
Nublando tanto os sentidos não se vê a lua em minguados.
A verdade é nua e crua, se o direito não se situa,
Cabe ao povo ir às ruas a reverter esse estado.
de coisa torpe indecente, de crime impertinente,
entre o fascio e o mais trágico fardo.
Quem não cala aqui não consente, se essa terra é da gente,
se o interesse é nacional, há que exigir urgente,
há que unir toda gente, para se vencer no final.
domingo, 13 de junho de 2021
Perenal
Quando um botequim fecha, a cena é loquaz, temos três identidades de gênero humano: Os profissionais que limpam as mesas com a maior certeza que o ser humano pode ter na finitude temporária da valia maior de suas forças. Os bêbados com a simplicidade alcoólica tropeçando sua dignidade vulnerável evaporada em cauderetas, taças ou copos americanos adictos ; São seres embriagados em decomposição histórica, sobre os quais não há salvação, pouco resta e menos nos vale a pena qualquer comentário diante da grandeza iluminada dos terceiros, os namorados novos , esses sim cumpliciados no sagrado. Extremados externam toda objetividade afetiva e sem dúvidas salvarão a humanidade no amanhecer com a eternidade de fim de noite delineada nos seus beijos apaixonados .
domingo, 6 de junho de 2021
Supremacista Caboclo
Sou Branco como areia, quem quiser ver basta olhar.
Não trago samba na veia mas recebi um Candeia
vindo de algum orixá.
Ele me disse na veia, com a voz negra que aconselha
sentado na mesa de um bar.
Você que pensa que é branco, guardado na Torre do Tombo
tem o outro pé no quilombo de outra origem além mar
O inconsciente é um jongo de atabaque candongueiro
Não há ariano dinheiro que o possa camuflar.
vem mestiçagem primeiro, banhada em agua de cheiro
do sul até o Amapá.
Portanto caro parceiro, como o povo brasileiro
é feito de se misturar, você é variante etnia
unida por tantas guias da genética popular.
Bem maior que as utopias de furta-cor supremacia, ao fim nosso povo se fia
no tear das alegrias de uma história singular.
Para que não haja sofisma ou dominação por falácia,
a escravidão de Anastácia como batismo e crisma.
se mantém na eficácia regenerando a cisma
mantendo um povo sem rima mostrando o que há por lutar
sábado, 10 de outubro de 2020
Barca dos corações partidos
Eu estava no meu canto escondido
quando um grupo comovido
me chamou para escutar
Era uma barca de corações repartidos
alegrando meus ouvidos
como a lua alegra o mar
Seus instrumentos de bemois tão sustenidos
são afagos aos ouvidos
obrigado e saravá
Pedindo benção a Jackson do pandeiro
patrimônio brasileiro
sanfonia e maracás
Iluminados com platinelas de brilhos
a alegria volta aos trilhos
nesse valor popular
Eu que sozinho me escondendo do Covid
dezenove não são vinte
tudo isso vai passar
Aqui escornado num sofá de quase elite
aceitei esse convite
de acelerar coração
Posso dizer, neles o Brasil reside
como eixo e revide
forró coco e samba bom
Se me permitem desejo aos barqueiros merda
pois a vida anda lerda
deles temos precisão
Esteja certa toda gente que nos cerca
que o pandeiro seja a seta
e Jackson a solução
quinta-feira, 15 de novembro de 2018
Boca do Jacaré
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Povo da periferia
se liga na solução
e foca na sinergia
domingo, 16 de setembro de 2018
Parachoque contenção
Esse seu feitio polvora e pavio
desencapa o fio, despe meu olhar.
Pobre, Rio pobre , Vai bonde sem trilho,
general sem brilho, cascos de avatar
Pobre esse gentio cuja faca em fio,
forjada em granito , desagua no mar.
Mas que Rio é esse cujo interesse,
mesmo com estresse, brilha igual luar?
Como fosse um peixe agarrado em rede,
sol rimando a sede, sangra o popular.
Rio do apartheid, dos pés de havaianas,
Julios de Adelaides, do poder sacana.
Das comunidades planas, das favelas,
Vem para a cidade Quem será por elas.
Boca das delícias, trampa no buzão,
tropa da milícia, corre é arrastão.
Rio chapa quente, do asfalto nobre.
Praias indolentes, chope em pé no bar.
A veracidade é quase inclusiva,
faz ser a verdade nua a se mostrar.
Têmpora de um povo sempre resiliente ,
farol sobre o novo mesmo à faca ao dente.
Nesse desmazelo da malemolência
se escondem segredos, Forjam resistências.
O tempo não para no perdeu playboy,
no olhar que azara, se eu sorrio dói
sono nas calçadas, tanto é três por cinco
sofro quase nada, nisso quase minto.
Rio camarada levado de boa
Perigo é roubada, sudeste de proa
Sobre as montanhas cheias de casebres
A pipa que voa avisa os moleques
Cara carioca, cara do Brasil
Caveirão sufoca, a tv não viu
entrar pé na porta desse cidadão
somente amarrota, não é solução.
Quem te salvará dos fuzis da ira?
Quem resgatará das falsas mentiras.
Quando o sol se põe, pontal ou macumba,
surgem chapadões, não desistem nunca.
Minha solidão cidadela, é o Rio.
Aonde o meu estio vem por adoção.
Hoje já maduro digo a toda gente:
Resiste ao sombrio, bate coração.
segunda-feira, 3 de setembro de 2018
Repouso eterno
Luzia, o fossil humano mais antigo das américas.
Arde na quinta coluna , sem boa vista, é labareda;
Tanta indiferença caustica, tanta desgraça cínica,
para uma pátria que mesmo interna a sí degreda.
O fogo lambe a historia ,e sem história só aremeda.
Esfinge de humanidade, espelho opaco, luz periférica.
Luzia o fossil humano segue o rumo,quase colérica.
Pobre e tosca luzia, que alem de sí não vê veredas
Não haverá futuro, pobre luzia, sem seu passado
dentro dessa fogueira sobram as cinzas sobra o esbulho.
Não haverá presente, pobre luzia, está tudo errado.
Como se toda gente, pobre Luzia, fosse o entulho.
Os dentes da engrenagem são presentes em todo lado.
Fogo, terra arrasada, não sobra nada nenhum orgulho.
Quantas de tí Luzia ainda restam, povo coitado.
Quantas olham pro chão sem ter semblante, só o enfado.
Morreu Luzia de duas mortes ,de duas mortes foi seu legado.
Juntos morrem Marias, Morrem Joões, morrem Josés, morrem Bernardos.
Féretro de um povo inteiro, sem ter dinheiro foi calcinado.
Terra jogada em sal, terra da pá de cal, nada aqui há de ser plantado?
Não à cultura, à coisa cívica, não se atura história ibérica.
Não há memória, não há Nação só a noção mais cadavérica.
E foi Luzia juntar-se aos seus, levou consigo minha história
E foi luzia juntar-se aos seus, levou consigo nenhuma glória.
quarta-feira, 18 de julho de 2018
Colarinho das horas
La mujer en llamas- Guy Breton
Meu coração luz vermelhaàs vezes desaconselha,
são coisas de solidão.
Sem ter assim quem o queira,
surtado de vida inteira
disfarça de solução.
Meu coração distrambelha,
sorri de orelha a orelha,
por coisa que é nada, em vão.
Há nele nada na telha
em busca dessa centelha
e a sobra é a desilusão.
É musculo muito abusado,
vivendo sempre enganado,
batendo na contra mão.
E nessa disritimia
colide com a alegria
Ironizando a questão
A vida assim o devora,
por conta de tal senhora
que é ouro de aluvião.
No colarinho das horas
o seu batom evapora
Quando ela diz hoje não
sábado, 15 de outubro de 2016
Pólen
divulgando a floração.
A Lapa, de multi focos
do Rio, é a nova estação
Poesia fáz o Polem
do amigo Marcelo Mourão.
Os poetas para lá correm
reinventando a razão
Aonde versos socorrem
como a fome e o pão
fermentando toda prole
e saciando o coração.
quinta-feira, 16 de junho de 2016
Camisa amarela (TROUXINHA)
Vestiu uma camisa amarela e saiu por aí.
Danou-se de bater em panelas e não tem do que rir.
Pensou que o golpe era prá ela e ficou foi na mão.
Calada no papel de otária apoiou o ladrão.
Lixou-se para a democracia pois não sabe pensar
e gritou como uma louca varrída o fora Dilmá,
tacanha, o fora Dilmá, eu quero fora Dilmá.
Levava da fiesp um patinho como um gury bobão
E mugia quando o povo dizia: É golpe à nação, é golpe à nação.
Sobrou prá classe média inocente, sobrou fazer só careta
A elite vai ficar é com tudo, o golpe era bandalha
Vai abrir ao mercado o país e vender por comissão.
E até dar cabo dessa lavoura, com o tal do Serra mascate,
quer fazer um leilão.
Agora a boa moçada está protestando
Não deixam isso assim é um acinte,
golpear assim
Porque aos entreguistas nossas coisas
não se pode dedicar
Coxinha apoiando picareta,dançou foi a falseta
jurís-parlamentar.
Brincando com Assis Valente
domingo, 3 de abril de 2016
Golpe no direito de decisão
O que está em jogo agora não é se retiramos do poder esse ou aquele mandatário(a) eleito democráticamente desse ou daquele partido político ou vertente ideológica , é muito mais. O que não
podemos perder de vista é a tentativa de reduzir direitos do cidadão brasileiro a um mínimo suportavel pelas elites (1%) que dominam e sempre dominaram no Brasil. A conquista da cidadanía e a consequente exigência de ,com ela, repartir um mínimo de decisões sobre os caminhos políticos e econômicos que devemos seguir como Naçao é o cerne da questão agora.
O povo brasileiro exige por meio das manifestações contra a tentativa de golpe de estado com face jurídico\midiático\parlamentar que seu direito de cidadão seja absolutamente respeitado.
A cidadanía foi reconquistada ao custo de muitos, o poder decisório não pode ser surrupiado de forma abusiva, na mão grande.
A corrupção histórica brasileira deve e vai ser combatida por uma sociedade civil que se quer dona do seu nariz, e não por narizes seletos empoeirados de branco. Nossa realidade exige a participação de todos nas decisões nacionais. Quando a boca do Brasil profundo começa a gritar NÃO VAI TER GOLPE, ela está avisando que não abre mão de seu espaço para os impolutos de carreira, para os juizes do sem juizo final, para os corrúptos de avental mede em U.S.A que se atrevem a tentar reduzir direito de voto a pequeno detalhe.Não, de novo não. Não se resolve os graves problemas nacionais apequenando os domínios de um povo até os limites dos interesses de alguns pouco. Somos um país que lutou muito pela democracia, á ela não permitiremos que nos asaltem de novo, NÃO DE NOVO NÃO.
domingo, 27 de março de 2016
Peixe na bagunça ( beco da fome)
Caiu na rede é peixe, de sardinha a tubarão.
Na pimenta do reino deite, com a aguinha de um limão.
Sal grosso de moinho ajeite, na médida da pressão.
Bagunça ao paladar vem das ervas do pilão.
Caiu na rede em azeite, bem fácil de preparar
Pimentão, alho, cebola, cenoura não vem do mar
um pouco de vinho branco, perfeito pra deglaçar
o fundinho da panela, tem sabores de avatar
As ervas alucinantes, páprica, açafrão terra
Pimenta dedo de moça, manjerona que só ela.
Louro e capim limão, solução que nunca erra
Tomilho ,sálvia e tudo ao gosto dessa quimera.
Não podemos esquecer de picar bons dois tomates
O qüentro com talo e tudo, salsinha por arremate,
umas gotas de pimenta de esconjurar o covarde.
Leite, de côco mesmo, natural tem mais quilate
Fritando a posta em amido, no azeite já bem quente.
Depois a cebola, o alho, pimentão e cenoura ao dente
no banho de vinho branco, de valor mais condizente
voltando postas ao fogo, baixo agora, menos quente.
Um creme então se forma, é gostoso de colher.
Sabores à alma afloram, acredite quem quizer
com arroz branco, senhores, não sobra nem pro café.
Esse é o peixe na bagunça, é de bater palmas em pé.
















