Citações

A palavra é o fio de ouro do pensamento.


SÓCRATES

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Solução ( Perna bamba é do samba)

Fotografia: Enredo do meu Samba-Leila Lage
Quando a tristeza persiste Te fazendo triste
não tem jeito não.
Tem que beber de um samba fundo de quintal
para achar solução.

Solução....

Quando o desejo é um beijo, deseja desejos 
de um samba canção.
O amor esbarra nas línguas vibrando
como cordas de violão.

Solução....

Você que o olha  de longe, no olhar esconde
o calor da paixão.
Não vê que a vida te abraça no corpo aonde
há um toque com as mãos.

Solução...

Vê, vai seguindo sozinha, sem entrar na minha
não tem solução.
Pois este olhar continua te fazendo nua
em exposição.

Solução...

Exposta como lua atravessando a rua
do meu coração.
Tente mudar a conduta que vida é curta
e tem solução.

Solução.....

terça-feira, 29 de março de 2011

Sorriso ao Esteves ( Banguelê)

Fotografia: Trabalho e poesia- Lilian Moura
O dono da tabacaria sorriu para o Esteves.
Não sei muito bem porque, a que propósito.
O universo humano tem suas infinitudes,
mesmo que a humanidade se detenha em paredes.
Certos princípios já nascem com o gene do seu óbito.
Até mesmo o pensamento é vulneravel. Tem latitude e longitude.
A vida é um fato que só se costura no tecido das suas próprias atitudes.
Ainda que o Esteves ganhe um sorriso óbvio,
ainda que a humanidade tenha se limitado em redes.
Tem-se que querer ousar, buscar aos afetos como quem tem sede.
Buscar a felicidade lavando os desejos com os próprios olhos,
a partir daí, somam-se o quantum das virtudes.
Eu não poderia amar à filha de minha empregada,
sequer tive a felicidade real de conhece-la.
Nem a ela e nem á menina de Cacau lambuzada.
Amo a mulher a quem divido com a psicanálise.
Desse amor me faço em chamas verdadeiras, a fundo.
Mais de mim á ela trago no pó da estrada.
Mais que isso, eu não poderei ser nada.
Nada alem do que há em mim, dos sonhos desse mundo.
Ela sim é capaz de ver as coisas que há por baixo das pedras dos seres.
Já eu sei apenas dos sonhos, no que são reais por dentro,
sei apenas dos outros, no que são reais por junto,
sei também dos tantos,  no que são reais por fora.
Pelo tempo, penso que já o saberia.
Saí de casa muito cedo, muito cedo verti poesia.
Eu que quando jovem fui descaso das certezas,
porquanto nunca as tive próximas.
Hoje conquisto o mundo todas as manhãs,
com ou sem a metafísica das pessoas.
Causa porque elas me são mais, sem ringue na sobrevivência,
sem "timing" da concorrência, também  sem proclamas de marketing,
e sem os estragos desumanos do universo financeiro.
Não trago em mim até agora nenhuma desonra nisso.
Quanto à Tabacaria !
Deixo-a aos fumantes que desejam a morte pelos pulmões,
pois o Esteves nunca lá esteve, morava longe de fato.
Por sintonia a mim mesmo, me deixo com os meus desejos
nos abraços de Maria.

quarta-feira, 23 de março de 2011

O bico da Sinuca ( Mamulengo)

Fotografia: Bolas da cinuca- H.Ralf Lundgren
.
Pela bola sete do jogo do amor,
o fio da Gillette é a cicatriz da dor.
Se o sorriso repete as bocas do calor,
são bolhas de confete numa Veuve Clicquot.

Sendo então pela ordem da vez a bola seis,
pontua-se em pano verde as contas do freguês.
Com o perfume da rosa que atenda à sensatez,
O poeta que se cuide no seu bom Português.

A bola cinco azul celeste é cor do céu.
Se acaso for descuido inverta-se o papel.
Sê vinho com veludo, sê gosto como mel.
Pois se o amor é tudo, não tenha dele o fel.

O tempo dos amantes seguirá sempre o tom
das quatro estações, se a bola for marrom.
Se é perto é chamego, se é longe é ponto com.
Pois sendo esse o segredo, há nele o que é bom.

Todos à ela desejam, a três, a bola verde.
Gelada agua de coco é bom para quem tem sede.
Cumplicidade em cama ou balançar de rede.
Queimam-se em chamas entre as quatro paredes.

Segunda bola em jogo. Atentem-se à amarela!
Pois dentro dessa flor afastam-se as quimeras.
O sol tem seu calor e a  China tem chinelas.
Todo romance em cor perfuma a coisa bela.

Quando a prima bola inflama, é vermelha.
Aonde chega invade em presente centelha.
toda mesa se abra, é o que se aconselha.
Se alguém tiver vergonha, queime suas orelhas.

Germina-se um poema no que ele é loquaz.
No bico da sinuca a saída se refaz.
Se a vida é muito curta, amar é ser audaz.
Assim com a bola branca amor eu peço paz

segunda-feira, 21 de março de 2011

Estações ( Perna bamba é do samba)

Fotografia: Época de chuvas-Vicente Parisi
Vem chegando o outono
Tirando o meu sono
Às nove da manhã

Mesmo que alague
Que você me largue
No Maracanã

Nosso amor gigante
É quase elegante
Feito a atriz e o fã

Mesmo que a prosódia
Nessa rapsódia
Pareça tão vã

Vasa o Guandú
Então apaga a Light
A gente se sente "socite"
Na pagina um
Do jornal

Engarrafados
Em pleno bleckout
E dizem que a zona norte
É lama medicinal

Vem chegando o outono
Como o patrono
Desse temporal

Só por um milagre
Não foi pro vinagre
O nosso Carnaval

sexta-feira, 11 de março de 2011

Surreal ( O olhar da carranca)

Fotografia: Às voltas no mundo perdido- Mark Freedom
Eu danço na corda bamba desde o dia em que nasci,
pois no ritmo desse samba eu cheguei até aqui.
Se há amores que choram, também há neles que rir.
Tsunami ou pororoca em New York ou Merití.
Dedo de moça arde e o espinho vem no Pequi.
O amor é coisa de louco em peito de Juquerí,
quem não se arrisca ao seu gozo tem medo de Pirirí,
não se dispondo ao outro, não saberá nem de sí.
Ceição queria um Antônio e Joaquim amava Lilí
O beijo que traz Maria tem gosto de Açaí.
O mundo treme la longe e se aquieta logo ali.
Quando um verso vai embora é que não tinha que vir.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Trilogia no circo da alma ( O circo da alma)

Fotografia: pulsão de vida e morte-Adriano Facuri
O neurótico recalca.
O psicótico delira.
O perverso não sente.

Um é óptico e desloca
O outro é involição ou ira.
O perverso é indecente.

A pulsão realojada em um.
Tresloucada no outro vagueia
Enquanto o perverso se alheia

Ao neurótico a norma decide
O psicótico em dois se cinde
A perversão tem requintes

O último é cálculo à guisa
O segundo em si alucina
O primeiro bem simboliza

Três sementes
em solo de gente
germinam imprecisas
É a vida que se realiza...
.

terça-feira, 1 de março de 2011

Quem vai ficar na berlinda? ( O olhar da carranca)

Fotografia: Gipsy Kings Ghettographik Portraits-Bruno Paixão

Não exijo nada do tempo, que o tempo não possa me dar,
suas exigências são, no momento, o que aguardo na pele visível.
Enquanto tudo que me foi dado, cabe num gesto seu do olhar.
Amo esse ato enviesado, esculpido no seu rosto a cinzel.

Se esse tempo não faz de conta, não finge ser só de vinda,
o viver fica dentro dele, na sua história, como uma foz desagua.
Se o tal tempo da vida é de barro, o afago dele é a cacimba,
não há trégua no espaço, mesmo no mundo das mágoas.

Falar do tempo é vago, se o tempo é por ele, imprevisivel.
Inclemente nesse enclave do que não se sabe onde finda,
para-lo é teima grave , quem tenta esbarra no impossível.
A resistência do amor é que nele refaz uma outra berlinda.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Nonsense ( Barril Diógenes)


                                          Fotografia Pereira Lopes
Da praia do Leblon,
até a praia da Bica,
o fole do Acordeon
vai de Gil à Tiririca.

A cultura tem um som,
o palhaço é a contra-fé,
os votos mostram o tom,
Charles Chaplin da ralé.

O Brasil interno dita
ao congresso meio "Avon",
nossa trilha mais bonita,
congressistas são marrons.

A Internet voa aflita
na rapidez pós-kantiana,
aonde a informação levita,
tanto quanto cai da cama.

A política da imagem
passa a ser maior valor.
Partidos são só bobagens
para lesar eleitor.

Resulta que não se pense
representar cidadãos,
com o que há de "nonsense".
em pose na televisão.
,

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Rastros ( O olhar da carranca)

Fotografia: Museu da Pampulha- Leandro S. Soares
Nas minhas memórias de palha,
onde guardo o que se passou,
achei uma pequena agulha.
Almoço em domingo pirralho,
Dos tempos do tio "Nonô".
Para quem não tinha família,
onde a vida não era uma flor,
Comer bife com ervilhas,
era agua fresca de bilha,
pequeno tempero de amor.
Saudades feitas nas curvas
arquitetadas  da Pampulha,
modernista assim, sem pudor.
Recordo tirando as luvas,
aonde a lembrança fagulha,
do mar, que em que Minas faz turra,
e a infância em mim preservou.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Folia. (Perna Bamba é do Samba)

Fotografia: Ensaio técnico da Portela- Philippe Lima

Foi dada a largada,
libera o cordão.
Vai ter feijoada,
vai ter multidão.
Repique e retreta,
Cacique e Doidão.
Vem pro Bola preta
trombone e trombeta,
polícia e mijão.

Tem banda e bandinha,
Bloco sem noção.
Princesa e rainha,
desfile e ilusão.
Tem carro que enguiça
Badalo ou Sainha,
Desliga a justiça,
turista e punguista,
Vem que sou facinha.

Meninos de Cloves
ou de Bate-bola.
Calor se não chove.
Tem bunda de fora.
Meu bem volto já,
Eu disse que ia.
Vem cá e me da.
Escravos da Mauá
ou Dá cá,dá tia.

Vai ter fantasia.
Mas salvo o engano,
Tristeza é alegria,
Imprensa que eu gamo.
Vou beijar-te agora,
Pirado ou pirando.
Quem mama não chora,
tem samba lá fora,
e eu caio sambando.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Versatilidade no circo da alma

Fotografia: Adeus tristeza- Nuno Chaves
Ter coragem na vida é obrigação ímpar.
O que não quer dizer que seja algo fácil.
Encarando trancos vividos de cara limpa,
sem ter medo dos riscos que nisso é portátil.
O choro é agua que desfaz a tinta,
quando no rosto a tristeza tem volume tátil.
Viver é beber agua de moringa,
respirando a natureza do que é volátil.
A beleza da vida nela mesma se dissipa.
Participar dessa trama visível é versátil.
.
http://www.mauro-paralerpoesiabastatercalma.blogspot.com

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Vai ( A puta me contou)



fotografia: Acabou- Carolynne Tavares




Menina não me complique!
Eu sei que você é Punk,
mas é que eu sou Mangue,
caso não me identifique.
.
Mistura de dinamite,
versa explosão bumerangue.
O amor não tem forma exangue,
é veia de romper diques.

Desejo não é ofício,
coisa de pele é sacana.
Amar é transcender cama,
passa alem do sexo início.

Se a tara é grande demais,
parece mesmo difícil.
Meu corpo não é seu vício,
porto ou beira de cais.

Não sou poesia chique.
Sou breu, fundo de mar.
Não sei se você vai gostar,
mas eu não sou beatnick.

Estar junto não é estar perto,
depois haverá quem se zangue.
Afetos perdem o sangue,
quando o amor não da certo.

Vá procurar outro porto.
O amor acabou, ficou torto.
Agora que já é morto,
não há mais o que acordar.

http://www.mauro-paralerpoesiabastatercalma.blogspot.com

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Tópico ( A puta me contou)

Fotografia: Leme da lua- Isa Blue
Parece que a boemia está meio torta
A noite atual é mais mercantil, 
Até a lua deve pagar ingresso na porta

http://www.mauro-paralerpoesiabastatercalma.blogspot.com

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Senhora dos navegantes ( O analfabeto poético)

                                 Fotografias: Oferenda à Yemanjá- Sara Guedes



Senhora dos navegantes
o mar lavou todo meu peito,
levando magoas nas águas,
trazendo paz desse jeito.

Senhora Iemanjá
rainha do mar inteiro.
Divina Iorubá
canta o dois de Fevereiro.

Senhora de todas as ondas
dedico aqui o meu feito.
Janina de cuja estima
sai um poema em respeito.

Nossa senhora do mar
navegue com os pescadores,
se houver nos barcos lugar,
leve também seus amores.

Senhora da felicidade
distribua a todos  de si.
Mãe de nossas cabeças
azuis dos mantos daqui.

Senhora de tantos nomes
e de tantas alusões,
dedique-se também aos poetas,
às suas rogações

Poesia é um manjar branco
e um prato de acaça
essa rima mesmo que pobre
foi feita pra te abraçar.
http://www.mauro-paralerpoesiabastatercalma.blogspot.com

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Flor da pele ( A puta me contou)

Fotografia: Toda forma de amor
A manhã trouxe mais perto
todo o Rio de Janeiro
Do penúltimo ao primeiro
trouxe o chope predileto

Com ela houve o pernoite
no seu dorso travesseiro
onde o abraço do seu cheiro
no meu outro fora corte.

Toda brisa formou vento
dentre os seus olhos abertos
visão de amor não tem vetos
quando o viver vem de dentro

Passos largos, passos lentos
O tempo foi corriqueiro
passado de passageiros
laços do contentamento

À tarde o sol que é mais reto
na pele recitou o tempo
o amor vale cem por cento
mesmo quando é incorreto

Comuna a gente bem perto
sem deserto de coração
com esse instrumento à mão
todo corpo tem concerto

A noite despindo estrelas
fez luzir do amor a trama
um beijo dado na cama
é a forma melhor de vê-las

Quando chegou o sono
no afago derradeiro
um casal de Brasileiros
dormiu nesse abandono.

http://www.mauro-paralerpoesiabastatercalma.blogspot.com

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Dalbert In Concert

Fotografia: Daberto - Marisa Queiróz
Disseram que o Dalberto está dolarizado,
ganhou muito dinheiro que está muito rico.
Não quer saber de rimar Português coitado,
agora é no Inglês que manda seu apito.

Seu prato predileto já é um Hambúrguer.
Foi lá pra black músic e levou a musa.
choram Ratos e Leme, não há quem enxugue.
Peitinhos e peitões estão de luto em blusa.

Total a poesia por aqui reclama.
O Harley é quem vai todo dalbertear.
O negão debandou pros lados do Obama.

Tem que comprar ingresso para escutar.
O afro brasileiro se cobriu de fama.
O Rio de janeiro é só prá passear.
http://www.mauro-paralerpoesiabastatercalma.blogspot.com/

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Quanto o tempo tem ? ( Olhos nus)

Fotografia: Sinais da passagem do tempo- Carlos Marques
Então corre a medida do homem na vida, que é o tempo.
Quanto dele é preciso para construir a realidade ?
Segue em contagem regressiva do humano pensamento.
Metro, cubo, quadrado, feito em linearidade.

Vai  bem rápido, bem célere, inevitável ou bem lento.
Tempo que contamos e damos nome de idade.
Pondo ordem na desordem dos humanos, fora e dentro.
Cada um tem uma, para singularidade,

O tempo por ele mesmo é ilusão de verdade.
dentro dela é que se vive, tudo de cada momento.
Quase uma mentira é a tal posteridade.
Quanto dele é preciso para construir a saudade?
.
http://www.mauro-paralerpoesiabastatercalma.blogspot.com

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Aniversário ( Banguelê)

A felicidade é uma página humana,
quando se descreve no tempo da vida.
Comum churrasco na tendinha suburbana,
uma alegria que por pouco se edifica.

O aniversário é quando ela se proclama,
reclama a si os afetos e suas ligas.
A data é apenas um perfume dessa dama
Gregoriana, uma gincana divertida.

Pois ser feliz é uma bobagem distraida,
uma avenida em que transitam os corações.
Deixemos ser a pista, em nada interdita,
se houver tristezas, caipiras aos limões.

Viver é ser melhor que os tais aniversários.
No tempo verso, o engano faz a tinta.
O tempo é um guardião mais que lendário.
Quem se negar aos seus  ventos, faça a finta.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Receita incompleta para encontrar o amor.( O beco da fome)

Fotografia: E o  amor - Isabela Daguer


Nesses tempos de valores individuais,
são de lenços de papel  feitos os abraços.
Nessa velocidade a vida dos normais
vai esculpindo um jeito duro, um jeito aço.
O amor cospe um veneno contumaz,
desconsertando, muito, os jovens no desejo.
Querem amar, mas não o sabem, são sem paz.
O amor os espanta na semente de um beijo.

Nesses templos que são redes sociais,
o fecundo é um coração adstringente.
Corre o tempo, corre a vida, escorre o cais.
Não há mais bala na agulha, há um pente.
Facas nos dentes onde todos são rivais.
Como dizer um eu te amo simplesmente?
É comovente, na descrença dos casais,
a rapidez não permissiva dos descrentes.

Sendo esses moços, pobres moços, tão legais.
Levarão tempo para achar o amor no outro.
Visto que amar é dar de si a desiguais,
para fundir um só calor no corpo a corpo.
Nesse mormaço, das devassidões carnais,
não se permite deslizes de ouvidos moucos.
Mas quem quiser dele saber um pouco mais,
tem que arriscar, alem de ser um pouco louco.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Ceia ( Beco da fome)

Fotografia: Mãos que moldam o mundo - Francisco J. 
Parceria  poética: Mauro Maciel e Maria Fernandes

Caro amor como transmitir uma relação?

Será um balde de espumante da alegria.
Umas uvas passas que passadas amestraram.
Difíceis nozes a ensinar a arte das emoções.
Querer o amor é coincidir os corações
onde os abraços ofegantes só aliam anistia;
Mostrando mais que a deriva dos balões
num céu de nuvens onde os amantes levitaram.

Caro amor como transmitir uma relação?

Onde as pessoas de si mesmas são tardias,
projetando sombras de solidão.
Onde a vida cobra presença vadia,
tantos nesse múltiplo se admoestam,
pagando o pedágio da ilusão.
Se bandido o amor une vilões,
nos violões que as madrugadas abrigam.

Caro amor como transmitir uma relação?

Desejo é arte na criação dos amantes,
voracidade das ameixas se cobre de queixas.
A mesa está farta de promessas e beijos,
o ano se aproxima, gritando aos ventos.
Façam suas vidas que o novo está dentro.
.