Fotografia: A indicação do destino irracional- Nuno Silva
Mas quando o banal
a paz é o valor
interna a violência
e sã animal
em si é
não regra
será B R U T A L I D A D E B R A S I L social
cidadã não há
enquan quem sou
to houver nem
mulher aonde
es es estou
tupra não há
das país
em raís
vans. Nação
Para ler poesia basta ter calma, Para ler Poesia basta ter paixão, deixe-a incidir subcutânea, trama das retinas à veia aorta para faxina do coração. Colaboração voluntária : PIX - maurogmaciel@hotmail.com
Citações
A palavra é o fio de ouro do pensamento.
SÓCRATES
quarta-feira, 3 de abril de 2013
segunda-feira, 1 de abril de 2013
Hoje no circo da alma
Fotografia: Em dias de alma como hoje-Mariah
Uma pequena atitude de felicidade numa pitada simples de carinho.
A lucidez da surpresa boa em um afago feito sem motivo aparente.
Um olhar qualquer, mas que seja comovente, com o tato melhor no gestual das palavras.
Um presente singelo e cheio de afeto é a plena brincadeira recheada de alegria.
O tempo é o a mais da disponibilidade para uma tarde de estar junto com.
Umas horas passadas sem ponteiros, laçando o abraço de matar saudades.
O cuidado de um com o outro, apenas por que isso é bom assim.
A certeza da solidariedade tem cumplicidade no cheiro.
O tempo de andar devagar derrete o sorvete pelo calor do peito.
E o beijo, que é próprio do amor, é um pedaço doce de leite do prazer.
A mais absoluta e agradável inutilidade, faz a tranquilidade do verídico da vida.
E a pele do corpo, com sabor de ser, é somente isso, só ser.
O sol cuja luz vem do outro, é o outro, que em nós, nos faz maior.
O balsamo cessa a possibilidade da dor e para o domingo, que não acabou.
O braço confidente é radiante, a delicia do chamego erotizante.
A beleza leve da companhia, bole a fervura inconsequente dos amantes.
O absurdo de ser humano despe o que se apura, no inconsciente
do por acaso da existência. É o destino por mais um dia.
Uma pequena atitude de felicidade numa pitada simples de carinho.
A lucidez da surpresa boa em um afago feito sem motivo aparente.
Um olhar qualquer, mas que seja comovente, com o tato melhor no gestual das palavras.
Um presente singelo e cheio de afeto é a plena brincadeira recheada de alegria.
O tempo é o a mais da disponibilidade para uma tarde de estar junto com.
Umas horas passadas sem ponteiros, laçando o abraço de matar saudades.
O cuidado de um com o outro, apenas por que isso é bom assim.
A certeza da solidariedade tem cumplicidade no cheiro.
O tempo de andar devagar derrete o sorvete pelo calor do peito.
E o beijo, que é próprio do amor, é um pedaço doce de leite do prazer.
A mais absoluta e agradável inutilidade, faz a tranquilidade do verídico da vida.
E a pele do corpo, com sabor de ser, é somente isso, só ser.
O sol cuja luz vem do outro, é o outro, que em nós, nos faz maior.
O balsamo cessa a possibilidade da dor e para o domingo, que não acabou.
O braço confidente é radiante, a delicia do chamego erotizante.
A beleza leve da companhia, bole a fervura inconsequente dos amantes.
O absurdo de ser humano despe o que se apura, no inconsciente
do por acaso da existência. É o destino por mais um dia.
sexta-feira, 29 de março de 2013
Sinapse no circo da alma
Há em nos algo que somos e não sabemos tanto o quanto.
A consciência é na origem um labirinto em segredos.
Quão celular o cérebro é, um emaranhado arvoredo.
A se saber o que nos difere em relação a outros bandos.
No intra córtex habita esse segredo, misterioso tamanho.
A se desvendar na hercúlea chama da neurociência.
Quantos bilhões de neurônios haverão? qual competência?
Em número e em ordem basal é desconhecido tal ganho.
Tanto se sabe, e esse tanto ainda é pouco, tanta é a pesquisa.
E o que se sabe é parte de um quebra cabeça em tantas peças.
O interior do interior como funciona, é um desvendar que resta.
Essa certeza da incerteza, esta na mesa, a riqueza mais imprecisa.
Quanta beleza Suzana, essa operária em sua sábia oficina.
No desafio que conduz o homem por força e fome, ou curiosidade.
Tudo se sabe, tudo se esquece, muda de nome, o falso e a verdade.
Todo o inteiro no cerebelo, mais que um cabelo, mais que a glicina.
Nesses bilhões, nesses sertões, neuro grotões portais inclusos,
Só dez por cento não é verdade da utilidade mais cerebral
Sinapse anatômica libidinal forjando a tônica com seus impulsos
diz ao poeta da natureza em seu tormento: Esse é o quintal!
segunda-feira, 25 de março de 2013
Pasteurizado ( A olhos nus)
Fotografia: O desfrute do tropical- Orlando Costa
O tropicalismo do seculo vinte e um
é um açaí pasteurizado outra vez.
Para consumo dos educados pós Martinez.
Passado como o movimento Hippie,
Manuel audaz não passava de um Jeep.
Aparência nos descolados é hoje a altivez.
O romantismo visceral de Vade Mecum,
nessa zona de convergência tropical,
esta previsto na tragédia o temporal.
Nas águas da discussão o original se liquefez.
O tropicalismo do seculo vinte e um
é um açaí pasteurizado outra vez.
Para consumo dos educados pós Martinez.
Passado como o movimento Hippie,
Manuel audaz não passava de um Jeep.
Aparência nos descolados é hoje a altivez.
O romantismo visceral de Vade Mecum,
nessa zona de convergência tropical,
esta previsto na tragédia o temporal.
Nas águas da discussão o original se liquefez.
sábado, 23 de março de 2013
Âmago (A olhos nus)
Fotografia: Em viagem-Joca
...O poeta é o seu silêncio interior.
Seja qual for a poesia,
ela é metáfora dessa dor...
...O poeta é o seu silêncio interior.
Seja qual for a poesia,
ela é metáfora dessa dor...
sexta-feira, 22 de março de 2013
Outra maneira ( O olhar da carranca)
Fotografia: Tristeza- Maria Marques
O ato ultimo pode ser tão forte,
na vida a coisa final, derradeira.
Um pai deve achar seu norte,
quando ao filho se lhe chama a morte
e do mundo leva embora a um menino.
Lembranças sejam o que lhe conforte
no vazio da forma a mais inteira.
Desse desvio em tamanho porte,
a natureza humana inverte o corte
e a esse pai elege a tal destino.
A dor tem nela mesma o aporte
da energia, a força na algibeira.
Se a cobra vida preparou o bote
faço da rima a estima frente à sorte
e o abraço, em alma, dessa outra maneira.
O ato ultimo pode ser tão forte,
na vida a coisa final, derradeira.
Um pai deve achar seu norte,
quando ao filho se lhe chama a morte
e do mundo leva embora a um menino.
Lembranças sejam o que lhe conforte
no vazio da forma a mais inteira.
Desse desvio em tamanho porte,
a natureza humana inverte o corte
e a esse pai elege a tal destino.
A dor tem nela mesma o aporte
da energia, a força na algibeira.
Se a cobra vida preparou o bote
faço da rima a estima frente à sorte
e o abraço, em alma, dessa outra maneira.
quinta-feira, 21 de março de 2013
Mundo da lua ( O olhar da carranca)
Fotografia:Rio de Janeiro-Luiz Antônio Ricci
Ponho meus pés na rua,
já me observam os carros.
Dura natureza de ferro.
Gritam seus códigos berros
na algazarra confusa.
Ponho minhas pernas duras
nos caminhos sem anteparos.
Tropeço meu olhar na lua,
que humanizada é gazua,
para um poema de Manuel de Barros.
Ponho meus pés na rua,
já me observam os carros.
Dura natureza de ferro.
Gritam seus códigos berros
na algazarra confusa.
Ponho minhas pernas duras
nos caminhos sem anteparos.
Tropeço meu olhar na lua,
que humanizada é gazua,
quarta-feira, 20 de março de 2013
Abjeto exorcizado ( Barril Diógenes)
Fotografia: Evandro Éboli- O Globo
Vejam vocês como é a rapaziada!
O segredo está por debaixo dos planos.
Lambança também pode ser cagada,
faltar com respeito aos direitos humanos.
Sentaram um sujeito pessoa errada,
na cadeira a alcunha de Feliciano.
Toda a sociedade está embasbacada,
alguém sem conduta sequer ilibada,
parece mais ser mais um homem leviano.
Racista em conduta, não gosta de negros.
Rejeita também as opções sexuais.
Talvez possa haver nele muitos segredos,
segredos guardados que venham de traz.
Parece haver mesmo um grande arremedo,
a dar tratamento às questões nacionais.
Mas a população já reage sem medo,
exige a saída desse desenredo,
nas manifestações em todas capitais.
Não se pode enganar sociais militâncias,
com a deselegância e arroubos verbais.
Esse parlamentar representa as instâncias
do obscurantismo de outros carnavais.
É o oportunismo tecendo as tramas.
Invade o Estado em aromas fecais.
A democracia não é coisa insana,
cabe ao povo lutar desfazendo chicanas
extirpando condutas tão pouco morais.
O congresso deve tirar o pé da lama
responder aos clamores populacionais
cuidar das comissões que são primordiais
com o respeito civil que a causa reclama.
Objeto político é a praça do Estado.
No embate a conquista ou o come quieto,
Não se deve entender como fato isolado,
o interesse escuso a ser questionado,
na ocupação do espaço por ser abjeto.
Vejam vocês como é a rapaziada!
O segredo está por debaixo dos planos.
Lambança também pode ser cagada,
faltar com respeito aos direitos humanos.
Sentaram um sujeito pessoa errada,
na cadeira a alcunha de Feliciano.
Toda a sociedade está embasbacada,
alguém sem conduta sequer ilibada,
parece mais ser mais um homem leviano.
Racista em conduta, não gosta de negros.
Rejeita também as opções sexuais.
Talvez possa haver nele muitos segredos,
segredos guardados que venham de traz.
Parece haver mesmo um grande arremedo,
a dar tratamento às questões nacionais.
Mas a população já reage sem medo,
exige a saída desse desenredo,
nas manifestações em todas capitais.
Não se pode enganar sociais militâncias,
com a deselegância e arroubos verbais.
Esse parlamentar representa as instâncias
do obscurantismo de outros carnavais.
É o oportunismo tecendo as tramas.
Invade o Estado em aromas fecais.
A democracia não é coisa insana,
cabe ao povo lutar desfazendo chicanas
extirpando condutas tão pouco morais.
O congresso deve tirar o pé da lama
responder aos clamores populacionais
cuidar das comissões que são primordiais
com o respeito civil que a causa reclama.
Objeto político é a praça do Estado.
No embate a conquista ou o come quieto,
Não se deve entender como fato isolado,
o interesse escuso a ser questionado,
na ocupação do espaço por ser abjeto.
terça-feira, 19 de março de 2013
O humor no circo da alma
Fotografia: Bom Humor!!- Eva Pinto
O humor é um ato espontâneo,
contínuo e maior quanto mais leve.
Um olhar gaiato sobre o instantâneo,
quando o coração já é meio moleque.
Surge de repente como um ato falho,
colcha de retalhos da imaginação.
Afiado ao dente, riso de escangalho,
vem quebrando o galho como solução.
Nobreza corcunda no seu baronato,
um autorretrato nobre, o Itararé.
Tem da ironia todo bom olfato,
olhar de um gaiato, sábio é o que ele é.
Pobre é o sujeito sem esse valor,
quem toca o hilário, toca a humanidade.
Todo humorista ri da própria dor,
pobre sou eu mesmo de comicidade.
Minha veia acena para outra vontade.
Sofro o enfisema desse mal de humor,
pois de engraçado tenho na verdade,
somente a metade, a outra me escapou.
O humor é um ato espontâneo,
contínuo e maior quanto mais leve.
Um olhar gaiato sobre o instantâneo,
quando o coração já é meio moleque.
Surge de repente como um ato falho,
colcha de retalhos da imaginação.
Afiado ao dente, riso de escangalho,
vem quebrando o galho como solução.
Nobreza corcunda no seu baronato,
um autorretrato nobre, o Itararé.
Tem da ironia todo bom olfato,
olhar de um gaiato, sábio é o que ele é.
Pobre é o sujeito sem esse valor,
quem toca o hilário, toca a humanidade.
Todo humorista ri da própria dor,
pobre sou eu mesmo de comicidade.
Minha veia acena para outra vontade.
Sofro o enfisema desse mal de humor,
pois de engraçado tenho na verdade,
somente a metade, a outra me escapou.
domingo, 17 de março de 2013
O leão no circo da alma
Fotografia:Signo Leão- Jorge Simões
O desejo é o leão na jaula dos corpos bem educados.
De certo sua liberdade é unida à nossa cultura.
Na carnadura de ideias do edifício da criatura,
o desejo pode ser regrado para não queimar em fervura.
Sendo tolhido na origem forma o existir acanhado
Pode ficar na vertigem, contaminado é a loucura,
queimado traz na fuligem a origem do que o segura.
Ele é aonde o ser restaura sua existência madura.
Encorporando o então, vivo, no pleno realizado.
terça-feira, 12 de março de 2013
Roupa nova ( Barril Diógenes)
Fotografia: Capela Sistina-L'osservatore Romano
As Roupas novas do Papa, se roupas de papa novo,
terma de ideias modernas contemporâneos contornos.
Terão linho conservado? Serão panos renovados?
Fomentos dos tempos dados na costura de seu povo.
Absoluto o Monarca, ofertando o pão e o vinho,
desse povo em paz de espírito será líder do caminho.
No palácio Vaticano o líder mor episcopal.
Sobre a pedra o cristalino do vermelho Cardeal.
Na clausura da Sistina a filosofia é fina
política e oficina de um líder espiritual.
Na surdina tem a banca cuja fumaça se assina,
no ocidente das finanças rimando com as batinas.
Tem escândalo sexual no solidel da família.
Tem padres com filho e filha, orgia vista em jornal.
Abuso em pedofilia é coisa antinatural.
Assim, na praça São pedro, esperam pelo segredo
Cúria em dedo Michelangelo, se tarde agora ou cedo,
o católico ritual se firma em rearranjos do poder pontificial.
As Roupas novas do Papa, se roupas de papa novo,
terma de ideias modernas contemporâneos contornos.
Terão linho conservado? Serão panos renovados?
Fomentos dos tempos dados na costura de seu povo.
Absoluto o Monarca, ofertando o pão e o vinho,
desse povo em paz de espírito será líder do caminho.
No palácio Vaticano o líder mor episcopal.
Sobre a pedra o cristalino do vermelho Cardeal.
Na clausura da Sistina a filosofia é fina
política e oficina de um líder espiritual.
Na surdina tem a banca cuja fumaça se assina,
no ocidente das finanças rimando com as batinas.
Tem escândalo sexual no solidel da família.
Tem padres com filho e filha, orgia vista em jornal.
Abuso em pedofilia é coisa antinatural.
Assim, na praça São pedro, esperam pelo segredo
Cúria em dedo Michelangelo, se tarde agora ou cedo,
o católico ritual se firma em rearranjos do poder pontificial.
domingo, 10 de março de 2013
Muito obrigado ( O olhar da carranca)
Ainda é assim mesmo, diante de uma dificuldade.
Soando como um solfejo elegantes com suas forças
ouço vir duas mulheres encantadas de habilidades.
São duas damas inteiras, duas personalidades.
Unidas por causa alheia, avante vão essas moças,
com atos de tal grandeza, transcendem humanidade.
Ainda, é assim mesmo, que a mim a vida as concede,
sou gratidão em apreço, não sei se tanto as mereço
atitude que não se esquece, afeto que não tem preço.
Venha-lhes por tal bondade, grandeza de coração,
muito em tudo a felicidade por conta dessa razão.
As duas somam em mim nesse ato que agradeço
pela frente pelos lados por fora, dentro e avesso.
O homem, companheiro, pai, poeta e amigo, calados,
esperam que a gratidão a dizer pelo ancho abrigo
caiba na simplicidade, pequena, de um obrigado.
Dois cérebros combativos, exemplos de atividade.
Que bom te-las ao meu lado, conforto trazem consigo.
Nada nelas é pouco, são lindas, o são de verdade
dois corações criativos, exemplos, solidariedade.
terça-feira, 5 de março de 2013
Fresta Rave ( O trago da seda)
O gosto da juventude está franzido
no rosto da jovial adrenalina.
O diurno é a noturna anfetamina
sintetizada e sem virtude de sentido.
E tudo ocorre nessa cápsula do vento,
tão disponível no macabro do cardápio.
Sede é o vazio transpassado pelo gládio.
Contracultura do letal descabimento.
No movimento Tecno-Pop abobamento
do indivíduo, em vendaval é seduzido
à busca frágil do comercial divertimento.
Num ritual das aparências é detido.
Frenético, suado, o móbil abduzido.
É anulado da persona no mercado dos banidos.
O corpo rápido para no tempo, sem estima,
dissociado à luz do sol da Cetamina,
lúdico ilógico nas Pic-Ups diluído.
Fálico, clubber, palco espelho, nu da cina.
Ao som do funk, seu primo pobre, se turbina.
E o sujeito, vulto do eu, nele mesmo é cindido.
Fica mais breve de prazer, mais deprimido.
As tais pastilhas fazem jus ao estranhamento.
GHB e álcool juntam brilho ao colorido.
Toxicomania em massa nessa praça faz assento,
sem as margens criativas são limites encardidos.
Resta em cal o ponto final do alheamento,
má diversão na solidão de um drogadiço.
Devassidão libidinal consome o tal em prejuízo.
Dizendo não compra a ilusão pelos ouvidos.
sexta-feira, 1 de março de 2013
Rio de Janeiro 450 ( A olhos nus)
Fotografia: Rio que eu amo- Mariza Cristina de Araujo
Nossa cidade do Rio de Janeiro.
Farol brasileiro de embarcação.
Faz aniversário, vai ter feijoada,
batuque em boteco, carne no braseiro.
Santo padroeiro, lendário Engenhão.
Cidade que a mim é sempre capital.
Da praia do Leme e do Boqueirão.
Aldeia campista, Estácio e Central.
Da escada da Penha, da Vista Chinesa.
De Santa Teresa, de açúcar no pão.
Rio de afetos, Rio carioca,
daqui se evoca o clamor nacional.
Cidade despida em suas belezas,
mistura de gente na orla que beiro.
Do sorriso largo, do jeito maneiro,
presente, cordato e também brincalhão.
Pois essa senhora, que hoje é nossa,
tem no santo nome São sebastião.
Hoje comemora com seu jeito prosa,
com ginga no passo, faceira e gostosa,
pulsando energia é toda coração.
A maravilhosa já se diz canção.
É ela a menina que passa na cena,
ela que fascina, ela é Ipanema.
Cidade de areia de pedra e de mar.
Cidade de samba e suor popular.
Cidade que é minha, e sua, e de todos.
Vila Kosmos de gente Leblon e Vaz lobo.
Cidade floresta de comunidades,
mais bela que é esta entre todas cidades.
Quadricentenária do engenho novo.
Tão feita de sol e de chope no bar.
Feição colorida, pagode em Irajá.
Cidade centelha, alegria de um povo.
Cidade que eu sempre haverei de amar.
Nossa cidade do Rio de Janeiro.
Farol brasileiro de embarcação.
Faz aniversário, vai ter feijoada,
batuque em boteco, carne no braseiro.
Santo padroeiro, lendário Engenhão.
Cidade que a mim é sempre capital.
Da praia do Leme e do Boqueirão.
Aldeia campista, Estácio e Central.
Da escada da Penha, da Vista Chinesa.
De Santa Teresa, de açúcar no pão.
Rio de afetos, Rio carioca,
daqui se evoca o clamor nacional.
Cidade despida em suas belezas,
mistura de gente na orla que beiro.
Do sorriso largo, do jeito maneiro,
presente, cordato e também brincalhão.
Pois essa senhora, que hoje é nossa,
tem no santo nome São sebastião.
Hoje comemora com seu jeito prosa,
com ginga no passo, faceira e gostosa,
pulsando energia é toda coração.
A maravilhosa já se diz canção.
É ela a menina que passa na cena,
ela que fascina, ela é Ipanema.
Cidade de areia de pedra e de mar.
Cidade de samba e suor popular.
Cidade que é minha, e sua, e de todos.
Vila Kosmos de gente Leblon e Vaz lobo.
Cidade floresta de comunidades,
mais bela que é esta entre todas cidades.
Quadricentenária do engenho novo.
Tão feita de sol e de chope no bar.
Feição colorida, pagode em Irajá.
Cidade centelha, alegria de um povo.
Cidade que eu sempre haverei de amar.
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
Forno íntimo ( O olhar da carranca)
Fotografia: Forno do Gabriel
Meti a mão na cartola
e não saiu o coelho.
Corri no fio das horas
do esmeril do ferreiro.
Bati no ferro a bigorna,
busquei mil e um conselhos.
Tentei fazer a macumba
mas me faltou o terreiro.
Desfilei em cinco escolas
e não achei o pandeiro.
O pique não vai embora
porque ombreia o guerreiro
É a minha vida na mola,
na correria danada.
Agora é que fuma a cobra,
dentro do cesto enrolada.
Se a roda não colabora
com os buracos da estrada.
Não adianta revolta,
não adianta intifada.
Zerando no noves fora
a conta não está fechada.
Dentro do calor do agora
a solução é assada.
Meti a mão na cartola
e não saiu o coelho.
Corri no fio das horas
do esmeril do ferreiro.
Bati no ferro a bigorna,
busquei mil e um conselhos.
Tentei fazer a macumba
mas me faltou o terreiro.
Desfilei em cinco escolas
e não achei o pandeiro.
O pique não vai embora
porque ombreia o guerreiro
É a minha vida na mola,
na correria danada.
Agora é que fuma a cobra,
dentro do cesto enrolada.
Se a roda não colabora
com os buracos da estrada.
Não adianta revolta,
não adianta intifada.
Zerando no noves fora
a conta não está fechada.
Dentro do calor do agora
a solução é assada.
domingo, 24 de fevereiro de 2013
Um puro ( A olhos nus)
Fotografia: O globo- Yoni maquiada
A blogueira cubana veio a Copacabana beber uma água de coco
Dizem que ela fez fama na onda de quem reclama.
A dissidência da um troco.
A chiadeira deu lastro, o ocidente deu prêmio.
Ela arrecada nos louros descompustura nos Castro
Algo na ilha e nefasto para essa líder do grêmio.
A moça da cabeleira trouxe na voz Havaneira
a fúria do Malecon.
Se há quem goste de vê-la, a outros é barraqueira,
não sei se é ruim ou bom.
A desidratada ilhéu desempenha o seu papel,
talvez lhe seja um dom.
Políticos em tropel querem um gole do mel
na mídia em alto som.
Fazendo-lhe aparato recolhem de um simples fato
a buzina foron-fon.
A blogueira cubana veio a Copacabana beber uma água de coco
Dizem que ela fez fama na onda de quem reclama.
A dissidência da um troco.
A chiadeira deu lastro, o ocidente deu prêmio.
Ela arrecada nos louros descompustura nos Castro
Algo na ilha e nefasto para essa líder do grêmio.
A moça da cabeleira trouxe na voz Havaneira
a fúria do Malecon.
Se há quem goste de vê-la, a outros é barraqueira,
não sei se é ruim ou bom.
A desidratada ilhéu desempenha o seu papel,
talvez lhe seja um dom.
Políticos em tropel querem um gole do mel
na mídia em alto som.
Fazendo-lhe aparato recolhem de um simples fato
a buzina foron-fon.
sábado, 23 de fevereiro de 2013
Água na boca ( A puta me contou)
Lá se foram os anéis
coisa tão tola
Micaram os papéis
Choro eu às cebolas
Sobrou desse revés
o burro e a cenoura
Lá se foram os mil Réis
dessa parca lavoura.
Grito em mil decibéis
minha vóz ficou rouca
não me foram fieis
ou fui eu, marquei touca
comeram meus pastéis
ficou a água na boca.
.
coisa tão tola
Micaram os papéis
Choro eu às cebolas
Sobrou desse revés
o burro e a cenoura
Lá se foram os mil Réis
dessa parca lavoura.
Grito em mil decibéis
minha vóz ficou rouca
não me foram fieis
ou fui eu, marquei touca
comeram meus pastéis
ficou a água na boca.
.
Terferência ( O olhar da carranca)
Fotografia: Rave- Daniel
Perdi o sono e o sonho
produtos de uma minha alegria.
Cujo consumo tão rápido
foi raptado nos fatos do hoje em dia.
Tudo se foi, eu suponho,
qual juventude da mercadoria.
E hoje eu me recomponho
do conteúdo trágico,
de um real que eu não queria.
Mas, o negar por ser medonho,
ou no mínimo enfadonho,
não mesmo, não poderia.
Portanto minhas mãos lhe ponho
resoluto e pragmático.
Vou fazer desse antipático
uma outra fisionomia.
Dessa prisão, com a teresa,
sairei virando a mesa,
transformado em valentia.
Resgatando com magia,
com a força que há na certeza,
do tombo farei firmeza,
do estrago sabedoria.
Acabada essa tristeza,
não haverá tibieza,
Eu vou fazer o outro dia.
Perdi o sono e o sonho
produtos de uma minha alegria.
Cujo consumo tão rápido
foi raptado nos fatos do hoje em dia.
Tudo se foi, eu suponho,
qual juventude da mercadoria.
E hoje eu me recomponho
do conteúdo trágico,
de um real que eu não queria.
Mas, o negar por ser medonho,
ou no mínimo enfadonho,
não mesmo, não poderia.
Portanto minhas mãos lhe ponho
resoluto e pragmático.
Vou fazer desse antipático
uma outra fisionomia.
Dessa prisão, com a teresa,
sairei virando a mesa,
transformado em valentia.
Resgatando com magia,
com a força que há na certeza,
do tombo farei firmeza,
do estrago sabedoria.
Acabada essa tristeza,
não haverá tibieza,
Eu vou fazer o outro dia.
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
Gastrópoda ( O circo da alma)
Fotografia: Cais do porto RJ-Lorena Brandão de Araujo
Depois de um pedaço já gasto da vida,
já se pode desfazer a mala de sustos.
A cada peça de roupa saída
é uma ideia esfoliada nas marcas da pele.
Mais leves ficam meus ossos.
Mais livre e comprometida
com a dignidade, fica a face encrespada.
Mais claros ficam os pensamentos do incerto.
Evidentes e calmos, os meus olhos
aprenderam a olhar, em silêncio.
Depois de um pedaço de vida já gasto,
aprende-se a respirar a paz mais de frente.
A respeitar o tempo deposto, mas figurado de sol.
Nesse pedaço da vida,
as mensagens do mar
já não cabem nas garrafas.
Elas grafam aos ouvidos com as mãos
aproximadas em concha.
assim elas falam os havidos
da imprecisão marinha e do cais.
É nas histórias dos filhos
que estão inscritos os pais.
Depois de um pedaço já gasto da vida,
já se pode desfazer a mala de sustos.
A cada peça de roupa saída
é uma ideia esfoliada nas marcas da pele.
Mais leves ficam meus ossos.
Mais livre e comprometida
com a dignidade, fica a face encrespada.
Mais claros ficam os pensamentos do incerto.
Evidentes e calmos, os meus olhos
aprenderam a olhar, em silêncio.
Depois de um pedaço de vida já gasto,
aprende-se a respirar a paz mais de frente.
A respeitar o tempo deposto, mas figurado de sol.
Nesse pedaço da vida,
as mensagens do mar
já não cabem nas garrafas.
Elas grafam aos ouvidos com as mãos
aproximadas em concha.
assim elas falam os havidos
da imprecisão marinha e do cais.
É nas histórias dos filhos
que estão inscritos os pais.
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